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Psicodrama nas organizações. Já ouviu falar?

Psicodrama nas organizações. Já ouviu falar?

Um Encontro de dois:
olhos nos olhos,
face a face.
E quando estiveres perto,
arrancar-te-ei os olhos e
colocá-los-ei no lugar dos meus;
E arrancarei meus olhos
para colocá-los no lugar dos teus;
Então ver-te-ei com os teus olhos
e tu ver-me-ás com os meus. (Lema do psicodrama – Jacob Levy Moreno)

Ferramentas não faltam para inovar e fazer diferente no mundo corporativo. Como já citamos em alguns textos, inovação não precisa ser necessariamente invenções a base de tecnologia de ponta. Vale inovar no simples, no atendimento por exemplo, e por que não na hora de recrutar ou treinar o público interno?

Já imaginou mesclar arte no processo seletivo? E em um ciclo de treinamentos? Já ouviu falar em Psicodrama Organizacional?

Segundo Jacob Levy Moreno, médico criador do método, o psicodrama é a ciência que explora a verdade por meios dramáticos e pode ser considerado uma via de investigação da mente humana através de ações. O método é baseado no desempenho de papéis socioculturais importantes para o seu “atuante” e como o mesmo trabalha em função deles, sendo estimulado a questionamentos, a criação a partir de seus sentimentos, lembranças e espontaneidade. No momento das dramatizações, os recursos de ação garantem o nível de envolvimento e o afloramento de emoções profundas, na busca de soluções existenciais criativas e adequadas.

Quando Moreno criou o psicodrama, seu intuito era criar uma prática específica para terapia de grupos, porém a sua eficácia foi tamanha que o método estendeu-se para o ambiente escolar, social e organizacional.

Como o psicodrama funciona nas organizações?

Thelma Teixeira, autora do livro “O Psicodrama Empresarial: O que, porquê, e como fazer”, diz que o método pode ser aplicado em três estratégias: jogos dramáticos, role-playing e inversão de papéis. O jogo dramático é trabalhado em grupo para diagnosticar ou intervir em situações de conflitos ou de relacionamento. O role-playing, mais conhecido como jogo de papeis, é trabalhado através de interpretações de papéis e personagens distintos. Por último, a inversão de papéis que, segundo Thelma, traz resultados muito interessantes, pois o profissional assume a posição do outro, sentindo e agindo como ele, fazendo-o entender o outro lado.

Para as empresas, as vantagens são grandes, além de apresentar baixos custos pois uma única sessão pode clarear e abrir novas visões para soluções de velhos conflitos

Na constante busca pela excelência em processos, atendimento, produção e em todas as etapas da prestação de serviços, as empresas fazem vista grossa ou até mesmo não buscam aprimoramentos internos, como sanar a falha na comunicação, competição improdutiva, dificuldade no trabalho em grupo, correção de liderança falha, entre outros problemas que nos cansam e dificultam o desenvolvimento do trabalho. Com isso, o psicodrama pode agregar um grande diferencial competitivo, propiciando a liberação de espontaneidade e criatividade dos colaboradores, fundamentais para acompanhar os momentos de transformação organizacional. Esse método possibilita o trabalhar conjuntamente, o falar e o agir dos indivíduos, em busca de respostas adequadas, identificando e solucionando conflitos.

Psicodrama nas empresas

Para as empresas as vantagens são grandes, além de apresentar baixos custos pois uma única sessão pode clarear e abrir novas visões para soluções de velhos conflitos. As vivências de um trabalho psicodramático é mais intenso do que quando as soluções são apresentadas apenas em falas. Mas lembre-se que esse tipo de trabalho só deve ser aplicado por profissionais especializados no assunto, como psicólogos ou profissionais qualificados para trabalhar com o comportamento humano, pois o mau uso pode agravar os conflitos ao invés de solucioná-los, além de causar danos aos participantes.

O psicodrama não é uma prática nova, pois sua criação deu-se por volta de 1925, porém nas empresas ainda é pouco explorada, dando grandes margens de destaque a quem a pratica. Se você quer de fato, mudar o cenário empresarial, quer tornar sua empresa diferente do que estamos acostumados a encontrar pelo mercado, vá atrás de inovação, pesquise, leia, busque novos parâmetros e formas para fazer seu negócio. Organizações, colaboradores, gestores e líderes mais dos mesmos, o mercado já está cheio. Já se perguntou por que não fazer diferente?

Leituras recomendadas:
http://www.rh.com.br/Portal/Grupo_Equipe/Entrevista/3821/o-psicodrama-na-area-de-rh.html
http://clinicapsicodramatica.wordpress.com/2009/10/10/o-que-e-psicodrama/
http://marinaoliveirarh.wordpress.com/2011/06/12/psicodrama-aplicado-a-recursos-humanos/

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Mariana Melissa

Graduada em Marketing e Gestão de Recursos Humanos, é apaixonada pela arte da escrita e pelas relações pessoais. Já trabalhou com comunicação interna, redação e marketing. Atualmente é Gerente de Projetos na agência Target Mais e está a frente dos projetos internos do Ideia de Marketing atuando como gestora de pessoas e conteúdo. marianamelissa.s@gmail.com

Um comentário em “Psicodrama nas organizações. Já ouviu falar?

  1. Nós achamos que pomos em pratica, só não entendemos a falta de confiança naqueles que tem formação diversa daqueles que carregam um titulo para tal…é por isso que o mercado perde é por isso que não se prospera e quando se prospera é muito lentamente…o titulo o adjetivo que se da a um determinado profissional multidiciplinar por muitas vezes o limita (tapa olho)para por em pratica os seus verdadeiros talentos, a forma da qual a educação conduz uma formação ainda é muito limitada, sem experiencia e sem uma vivencia em outras areas o profissional se torna mecanico e acaba por passar todo o periodo de sua carreira repetindo e sendo obrigado a aprimorar modelos que já estão desgastados, sacramentados e gastos pelo uso e já se tornaram inadequados para a nova realidade para o tempo atual, mas nunca realmente inovando e criando novas tecnicas. ( ex: os nossos erros gramaticais e ou ortagraficos não são propositais e nem por isso o leitor deixou de entender a mensagem, o formalismo exarcebado é um dos inimigos atuais de uma boa comunicação direcionada)

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