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Carnaval x Empresas: há alguma semelhança?

Carnaval x Empresas: há alguma semelhança?

Saber se reinventar é uma virtude das companhias. Inovar não significa descobrir novas tecnologias ultra complexas, inove no simples!

Mais um carnaval chegou ao fim e para muitos o ano começa agora. Marcado por muita festa e animação, o carnaval brasileiro é muitas vezes citado como a grande festa da bagunça e desordem. Porém, venho com esse texto mostrar que essa festividade tem muito mais em comum com o mercado de trabalho do que vocês imaginam. Pontuarei algumas semelhanças que pude notar entre um desfile e outro das escolas de samba de São Paulo e Rio de Janeiro com o desenvolvimento de carreiras e situação do mercado atual.

A arte de se reinventar

As escolas de samba são empresas que possuem ciclos produtivos a cada ano. Assim que um carnaval chega ao fim, outro já está sendo engatilhado para que no ano seguinte seu produto final, ou seja, o desfile esteja com uma cara completamente nova. Esse ano, a escola carioca Estação Primeira de Mangueira inovou levando para a avenida duas baterias, ação antes nunca feita por outras agremiações. Já em São Paulo, a escola Unidos de Vila Maria foi rebaixada para o grupo de acesso, cantando sobre a imigração coreana no Brasil. Porém há pouquíssimo tempo atrás, a mesma escola desfilou com o tema sobre a imigração japonesa no Brasil, apresentando culturas distintas, mas com características bem parecidas em um intervalo de tempo relativamente curto. O rebaixamento da Vila Maria foi dado por diversos motivos, e eu, particularmente acredito que a falta de inovação pode ter sido uma delas.

Saber se reinventar é uma virtude das companhias. Inovar não significa descobrir novas tecnologias ultra complexas, inove no simples! Inove em novos materiais, busque uma nova maneira de atender seu cliente ou de olhar seu público interno. O medo de algo não sair como o planejado é natural, mas acredite em suas ideias, permita-se sair do óbvio e vá até o fim.

O quesito é harmonia

carnaval e empresasNas escolas de samba, um dos quesitos de extrema importância é a harmonia. Todos os integrantes devem cantar em uníssono o samba da escola seguindo o intérprete. Se cada ala cantar trechos diferentes desconsiderando o que o puxador do samba direcionar, certamente ninguém entenderá o que está sendo dito e, por consequência, perderão pontos importantes na avaliação final.

Da mesma maneira isso acontece com as empresas. Os setores devem ser regidos por líderes capazes de puxar e direcionar as equipes para que todos falem uma só língua e ajam de maneira organizada e previstas durante os processos. Caso contrário, os clientes irão agir como os jurados da avaliação dando preferência para a concorrência.

Evolução das alas

Durante o desfile, os jurados ficam atentos na evolução da escola e na sua passagem pela avenida. Todos os componentes devem seguir o ritmo da bateria e atravessar a avenida no tempo estipulado sem criar espaçamentos ou invasão entre as alas.

Quando há descompassos nas empresas, o andamento dos processos pode ser prejudicado. Os departamentos devem trabalhar interligados uns aos outros, respeitando suas condições e seguindo seus líderes. Quando um setor quer caminhar individualmente, as chances de invadir a autonomia de outros setores são grandes, além de deixar grandes “buracos” no quesito trabalho em equipe.

Movidos pela motivação

A motivação que envolve os integrantes das escolas de samba é realmente encantadora. É visível a paixão que cada componente carrega consigo. Em média, as escolas possuem em torno de 4 mil integrantes apaixonados, motivados e completamente envolvidos pelo  propósito de levar para a avenida histórias transformadas em arte e samba. Esses mesmos integrantes pagam suas fantasias (muitas vezes nada baratas) e não recebem salários ou bonificações por comparecerem aos ensaios e brilharem nos desfiles. O combustível principal para fazer acontecer é a alegria e a motivação para dar mais um título para a escola.

No universo corporativo a regra é a mesma (ou deveria ser). Colaboradores apaixonados e engajados pela profissão trabalham melhor. Encontrar paixão por algo já é 50% do caminho conquistado. Não existe motivação maior do que acreditar em um projeto e fazer o possível e o impossível para que ele aconteça. As empresas precisam conquistar seus colaboradores para que eles se apaixonem por elas a cada dia e, consequentemente, apaixone e fidelize clientes permanentes.

Criatividade, emoção, animação, organização, e muitos outros quesitos são muito importantes para o crescimento e fixação de empresas e escolas de samba em seus respectivos meios. Mexa-se enquanto há tempo, ou vai esperar a próxima quarta-feira de cinzas para tomar alguma nova atitude?

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Mariana Melissa

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Mariana Melissa

Graduada em Marketing e Gestão de Recursos Humanos, é apaixonada pela arte da escrita e pelas relações pessoais. Já trabalhou com comunicação interna, redação e marketing. Atualmente é Gerente de Projetos na agência Target Mais e está a frente dos projetos internos do Ideia de Marketing atuando como gestora de pessoas e conteúdo. marianamelissa.s@gmail.com

2 comentários sobre “Carnaval x Empresas: há alguma semelhança?

  1. Realmente, eu fiquei pensando: imagina se todo mundo trabalhasse com a empolgação dos foliões das escolas de samba? O trabalho, em grande parte, é voluntário e, mesmo assim, as pessoas se esforçam bastante! E o resultado, claro, aparece em lindos desfiles pelas avenidas e sambódromos. Porém, talvez o que falte às empresas para que as pessoas se motivem como os carnavalescos sejam as comemorações! Quando a escola de samba ganha, é uma festa animada que só! Talvez esteja na hora de aprendermos a comemorar mais nossas vitórias e conquistas. Excelente texto, Mariana!

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