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Vício ou amor? Qual é a sua relação com o trabalho?

Vício ou amor? Qual é a sua relação com o trabalho?

Essas atitudes que vos falo podem ser identificadas em dois perfis: os WORKAHOLICS e os WORKLOVERS.

Nos dias de hoje é extremamente comum cruzar com amigos no meio da correria do dia-a-dia pelas ruas e apenas sinalizarmos com as mãos ou com um rápido sorriso em forma de cumprimento para pouparmos tempo. Observamos que o tempo que nos resta para convidar um amigo distante que, por um acaso trombamos na rua para um café imediato é quase nulo.

workaholic

Tenho observado, que nas últimas conversas em rodas de amigos nos finais de semana, o trabalho e os novos projetos são praticamente as pautas principais das prosas. Até aí, tudo bem, natural e compreensível, até porque a rotina profissional nos toma grande parte das horas do dia. O que realmente tem me intrigado é que cada vez mais, as horas extras (e muitas vezes não remuneradas) estão fazendo parte do cotidiano dos profissionais do mercado de trabalho atual por opção dos próprios profissionais. Essas atitudes que vos falo podem ser identificadas em dois perfis: os WORKAHOLICS e os WORKLOVERS.

O “workaholismo” pode ser desenvolvido devido à alta competitividade no trabalho, medo de fracassar ou até mesmo pela busca de soluções dos problemas familiares no trabalho.

Sim, existem pessoas realmente viciadas no trabalho. Esses profissionais são caracterizados por trabalharem muitas horas por dia e abandonarem suas vidas pessoais. Porém, essa situação pode facilmente piorar quando o trabalho torna-se uma fuga dos problemas pessoais em suas ininterruptas horas de atividade, causando altos níveis de estresse e até mesmo tornando-se o causador de doenças, por exemplo. Profissionais com esse perfil não conseguem desligar-se do trabalho quando não estão exercendo suas funções, tendem a passar finais de semanas checando e-mails, levam trabalho para casa, fazem horas extras quase todos os dias, não estão presentes nos momentos familiares e deixam de lado seus parceiros e filhos.

Workaholic (1)O “workaholismo” pode ser desenvolvido devido à alta competitividade no trabalho, medo de fracassar ou até mesmo pela busca de soluções dos problemas familiares no trabalho. As pessoas diagnosticadas workaholics, ou seja, viciadas no trabalho, estão mais propensas a doenças causadas pela “maratona trabalhística diária”, pois estão mais expostas a fadiga, dores de cabeça, estresse, problemas de relacionamentos, doenças cardiovasculares, hipertensão, ataques cardíacos e claro, a qualidade de vida visivelmente afetada.

Porém, não é apenas de enfermidades que é constituído o mercado de trabalho. Do outro lado do ring, iremos conhecer o oposto do workaholic, mais conhecido como WORKLOVERS, na tradução: amantes do trabalho!

Os profissionais pertencentes a essa nomenclatura conseguem separar a vida profissional da pessoal e, quando estão distantes da mesa do escritório e da tela do e-mail, conseguem desligar-se dos assuntos direcionados ao trabalho e dedicam-se ao momento presente. Os tais amantes trabalham tanto quanto os workaholics, porém, o trabalho é tido como uma das fontes de prazer.

Assim como o primeiro perfil mencionando no texto, os profissionais worklovers trabalham muitas horas seguidas sem perceber o tempo passar, estendendo essa mesma satisfação à vida pessoal.

Mesmo com características menos densas que os workaholics, os worlovers devem estar sempre atentos, pois casos de muita pressão no ambiente de trabalho podem estimular hábitos de um workaholic, contribuindo com o abandono da vida pessoal e tornando-se mais um membro dos viciados em trabalho. E é aí que entra o papel das empresas. Atenção redobrada nos colaboradores quando a pressão aumenta, pois muitas e muitas vezes a maneira errada de aplicar pressão em determinadas tarefas pode ser a grande vilã para o desencadeamento de patologias trabalhistas.

Você consegue identificar em qual grupo você se encontra? Amar e depender são coisas completamente diferentes, portanto atente-se aos seus hábitos e não seja dependente de um vício. E lembre-se o exagero nunca é bem vindo!

Texto inspirado no artigo Workaholics X Worklovers http://bit.ly/VsDXmn

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Mariana Melissa

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Mariana Melissa

Graduada em Marketing e Gestão de Recursos Humanos, é apaixonada pela arte da escrita e pelas relações pessoais. Já trabalhou com comunicação interna, redação e marketing. Atualmente é Gerente de Projetos na agência Target Mais e está a frente dos projetos internos do Ideia de Marketing atuando como gestora de pessoas e conteúdo. marianamelissa.s@gmail.com

2 comentários sobre “Vício ou amor? Qual é a sua relação com o trabalho?

  1. Conheço muita gente assim, WORKAHOLICS. WORKLOVERS dentro de empresas tradicionais está em extinção ao meu ver. Essa nova geração busca uma fonte de prazer no trabalho, concorda Mariana Melissa?.

    Ótimo artigo.

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    [Reply]

  2. Não compartilho de que nas rodas de amigos a “pauta principal das prosas” seja o trabalho e seus desdobramentos. Talvez isso seja em razão de variar meus “amigos”, estar atento a formar uma rede que não faça parte do seu trabalho pode “blindar” você de sempre falar do trabalho.

    De resto, sem dúvida quem ama o que faz, vive e percebe melhor sua contribuição para o mundo.

    0

    [Reply]

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