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O “mercado de trabalho” como uma grande furada

O “mercado de trabalho” como uma grande furada

E ao aceitar, inicia-se uma batalha por ideais e ideias. Os ideais começam a ser jogados fora e as ideias enterradas. Tudo que se pensou (e as vezes até aprendeu) na faculdade entra em dissonância com a realidade dura e distinta.

Fico entristecido ao ver um mercado de trabalho que acaba com a criatividade e espírito empreendedor dos jovens recém formados. Mesmo sabendo que somos condicionados a isso desde o começo de nossa vida como estudantes.

Dificilmente encontramos ambientes saudáveis à estimulação de ideias e ao uso real da criatividade. Vejo jovens brilhantes na faculdade e nos papos sociais (sim, eles são importantes) que se perdem logo no início do caminho e muitos deles nunca mais se acham, acabam engolidos por um sistema antigo, completamente distante da tão dita “Era Digital”.

Tudo começa pela dificuldade de se encontrar um primeiro emprego digno ou um segundo, terceiro… Sem experiência, ficam perdidos e acabam aceitando algo pelo desespero de não conseguirem algo em sua área (isso para os que realmente conseguem encontrar algo em suas áreas). E ao aceitar, inicia-se uma batalha por ideais e ideias. Os ideais começam a ser jogados fora e as ideias enterradas. Tudo que se pensou (e as vezes até aprendeu) na faculdade entra em dissonância com a realidade dura e distinta.

É aí que as profissões começam a virar decepções e as desistências começam a surgir.

Tudo bem, é preciso garra e correr atrás dos seus sonhos. Porém, como fazer isso passando o dia todo fazendo “trabalhos robotizados”, em frente a uma tela, presos a algo que não acreditam e com pessoas  reclamando por toda a jornada. Jornada? O que dizer das horas extras absurdas pagas com pizzas (isso ainda em ambientes um pouco melhores, em algumas profissões)? O conflito de gerações é muito comentado, porém, acredito que existam conflitos maiores e mais difíceis de serem resolvidos, como o de cultura, propósito e valores. Muitos jovens perdem todo o amor pelo trabalho ou muitos nem conseguem fazer com que isso nasça dentro deles.

Obviamente, existem questões a serem discutidas relacionadas a “culpa ou falha” também dos jovens, porém, o que quero levantar aqui é: será que não perdemos a chance de termos profissionais que podem transformar o mundo quando os colocamos dentro de um ambiente tradicional demais ou condicionando-os a práticas antigas? Não estamos mais na “época da estabilidade” e nem queremos isso, agora é hora de dar o braço a torcer e deixar com que exerçam pelo menos um pouco do que podem.

Fica aqui meu incentivo a todos os jovens que busquem projetos próprios, que façam uso de sua total capacidade e que visem objetivos além de dinheiro ou sucesso (só não esqueçam sempre que temos muito a aprender com os mais experientes).

Para terminar, um trecho do texto “Diversão e trabalho” de Luis Alt, para o LOGOBR:

“Por que as pessoas tem a impressão de que diversão e trabalho não podem andar juntos? O que há de errado em ver o tempo passar voando no trabalho ou, ao negociar um novo projeto, não ver a hora de poder realmente trabalhar e criar novas soluções para o desafio apresentado? Será mesmo que ficar de cara fechada o dia inteiro, sentado numa mesa com a cabeça no monitor um bom sinal de produtividade? Serão ambientes completamente estéreis, sem alma ou vida, melhores para o rendimento dos trabalhadores por estarem livres de distrações? Eu tenho certeza que não.”

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Paulo Lima

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Paulo Lima

Acredita que somente pessoas são fator de mudança. Fundador e Gestor do Ideia de Marketing, é consultor em marketing e branding.

3 comentários sobre “O “mercado de trabalho” como uma grande furada

  1. Simplesmente tudo o que eu acho e acredito sobre ambiente e mercado de trabalho estão nesse texto! Obrigada por me fazer perceber q eu não sou uma louca sonhadora diferente do mundo inteiro….
    E como existem empresas arcaicas que não proporciona nenhuma abertura para que seus funcionários sejam criativos… fazendo-os se sentirem podados, presos, engessados……
    Infelizmente, ainda não vejo lugar para os jovens criativos nessas empresas de pensamento antigo……

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  2. Parabéns pelo texto, disse TUDO! Realmente encontrar um emprego na área escolhida por formação já é um MILAGRE, quando encontramos o salário é baixo, incentivo zero, só cobrança e acúmulo de funções, sem contar que muitas vezes a organização não tem boa ORGANIZAÇÃO, então pede-se para apresentar ideias, estas são apresentandas e logo a seguir tolhidas. O MUNDO DO EMPREGO IDEAL está distante ou não existe.
    Cabe a nós fazermos a diferença dentro da empresa ou fora dela.

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  3. Um texto de reflexão profundo mas muito claro e objetivo.
    É desesperador deparar-se com a situação atual do mercado, em qualquer lugar que se vá, a “experiência” nos assombra, experiência qual nem se quer tivemos oportunidade de obter ao concluir um curso, se estamos estudando para exercer uma determinada profissão, como se exige experiência de um jovem que ainda esta em progresso acadêmico? O mercado devia abrir novas oportunidades para jovens promissores, e sim sem experiência, para que os profissionais se renovem e o desenvolvimento com ideias inovadoras, como citado no texto, realmente apareça e saia da teoria, o mercado de trabalho precisa de renovação, e principalmente inovação.

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