fbpx

Natal: tradições, storytelling e branding – parte I

Natal: tradições, storytelling e branding – parte I

O som dos sinos e as luzes já começam a aparecer ainda no final de novembro. A função é muito simples: avisar que o Natal está chegando. A época mais tradicional e, para alguns, sentimental do ano já está quase chegando e com ela, algumas reflexões. Não, não é hoje que você vai encontrar um texto sobre o espírito de união, paz e amor que o dia 25 de dezembro induz. O assunto, desta vez, é um tanto mais direto.

Antes de mais nada, vamos recapitular como surgiu este grande feriado… Afinal, o Natal como conhecemos tem aproximadamente 200 anos. De acordo com a Igreja Católica Apostólica Romana, o Natal comemora o nascimento de Jesus Cristo, o Filho de Deus, no dia 25 de dezembro. Entretanto, como já era de se imaginar, ninguém mantinha qualquer tipo de controle sobre os nascimentos na época.

Então como chegamos a esta data?

É simples. O dia 25 de dezembro é o solstício de inverno no hemisfério norte, comemorado por culturas que antecedem o Império Romano como símbolo do nascimento e renascimento. Na região de Roma, comemorava-se o Saturnália, evento mais importante (e alcóolico) para os romanos, para agradecer a Saturno pela fartura. Combinando renascimento e a principal data, tem-se o dia 25.

Templo de Saturno, Roma
Templo de Saturno, Roma, Fonte: Wikimedia Commons – http://bit.ly/U1bo9z

O Yule, como era chamado, deu origem a um dos grandes ícones do Natal moderno: a árvore. Com a expansão de Roma, essa tradição perdeu espaço e as religiões antigas deram lugar ao Cristianismo.

A árvore como conhecemos ganhou fama na Inglaterra ainda no século dezessete graças à influência germânica da Rainha Charlotte. Anos mais tarde, o Príncipe Albert, consorte da neta de Charlotte, a Rainha Vitória, consolida a tradição com uma imagem na edição de 23 de dezembro de 1848 da Illustrated London News.

Illustrated London News
Illustrated London News

O periódico chegou aos Estados Unidos e as árvores de Natal se espalharam rapidamente, como símbolo de status. Temos aí o primeiro reflexo da comunicação nos hábitos de consumo durante as festas de final de ano.

Papai Noel, Krampus, storytelling e o maniqueísmo

Como toda boa história, o Natal também tem a sua narrativa e personagens fortíssimos. Papai Noel, também conhecido como Santa Claus, Pai Natal ou Père Noël (em francês), é baseado na história de São Nicolau, um monge nascido onde hoje é a Turquia, em 240 d.C.

Segundo a lenda, ele abandonou a riqueza de sua família para ajudar os pobres e necessitados do interior. Livros escritos por Washington Irving (link para http://pt.wikipedia.org/wiki/Washington_irving)e Charles Dickens ajudaram a propagar este espírito e também a imagem de um personagem totalmente bom.

São Nicolau e Krampus
São Nicolau e Krampus

Entretanto, existe o outro lado e ele se chama Krampus. Responsável por “punir” as crianças que se comportaram mal, o sátiro acompanhava o Papai Noel nas visitas às casas. Contudo, ele não ganhou a mesma popularidade do Bom Velhinho, mas fez parte do storytelling, que tão bem trabalha os conceitos de bem e mal, auxiliando na criação de mecanismos de educação e bom comportamento recomendado para a época.

Por hoje é só, não perca a segunda parte no dia 24 com os temas: “Storytelling para tranquilizar um país em crise e “Elevar espíritos, entrar no clima”.

Até logo!

QUERO RECEBER NOVOS ARTIGOS POR E-MAIL

0

Luisa Barwinski

Jornalista, especialista em Marketing e Novas Tecnologias em Jornalismo, anda pela internet desde os idos de 1997, quando os modens ainda “cantavam” na hora de conectar. O que realmente prende a sua atenção é o conteúdo e as suas estratégias.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *