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Fracassar pode ser bom?

Fracassar pode ser bom?

Em meu engatinhar trajeto de empreendedorismo, muitas vezes me sinto encurralada por medos típicos dos iniciantes, receios esmagadores, dignos de noites em claro refletindo sobre meus projetos. O empreendedorismo da Geração Y é um desafio e tanto, isso porque somos cercados de muita informação generalizada, mutante, alastrada. Vivemos numa infindável disputa pelo nosso foco, “Ei, atenção!”, e como se ainda não bastasse ora sofremos da tal “Síndrome do Miojo” a crise de ansiedade jovem que nos agita, nos faz querer que as coisas fiquem no ponto em apenas 3 minutos, uma vitória instantânea!

Procuro ser razoável ao encarar esta tensão, afinal, como todos nós, quero conhecer minha vocação, abandonar o superficialismo juvenil e tirar das oportunidades o máximo de proveito, para assim garantir minha sonhada estabilidade. Na dúvida, sempre faço refúgio no amparo de pessoas mais experientes e vividas, que podem me trazer algum conforto emocional neste ring mercadológico, onde muitas vezes somos franzinos jogadores. Mas calma lá, franzinos, porém JO-GA-DO-RES, e ai de quem duvide! Ah! Como gostamos de um desafio, não é mesmo?

Em toda história o fracasso fez parte de importantes acertos, e isto se deu devido aos mentores de ideias insistidas, retomadas, reavaliadas, corrigidas. Thomas Edson – fez mais de mil tentativas até descobrir a lâmpada, e hoje não nos imaginamos sem ela. Michael Jordan errou mais de 9.000 arremessos e perdeu mais de 300 jogos, e se tornou o maior jogador de basquete dos últimos tempos. Muitas vezes a linha tênue que separa o Sucesso do Fracasso se chama Observação, do ato observar e agir. Para isso temos uma interessante ferramenta a disposição: o Ciclo PDCA, um ciclo de desenvolvimento que tem foco na melhoria contínua. O PDCA foi idealizado por Shewhart e divulgado por Deming, quem efetivamente o aplicou. Inicialmente deu-se o uso para estatística e métodos de amostragem, hoje é aplicado para se atingir resultados dentro de um sistema de gestão e pode ser utilizado em qualquer empresa de forma a garantir o sucesso nos negócios, independentemente da área de atuação da empresa. O ciclo começa pelo planejamento, em seguida a ação ou conjunto de ações planejadas são executadas, checa-se se o que foi feito estava de acordo com o planejado, constantemente e repetidamente (ciclicamente), e toma-se uma ação para eliminar ou ao menos mitigar defeitos no produto ou na execução. Com o P, Planejamos; com o D (do, em inglês), Fazemos; com o C, Checamos; e com o A, Agimos: PDCA.

Mas podemos perder um pouquinho? Ganhar é sempre melhor, mas fato é que começar um negócio inclui riscos, e no Brasil, o ambiente empresarial e social ainda é muito duro com o erro, confundindo, em muitos casos, o fracasso com o fracassado, título de plebeu escorraçado e banido. Como mudar essa dura realidade? Remando, re-amando. Acreditando dia a dia que vale a pena lutar por aquele sonho, fazer valer seu ideal. Por isso a importância de avaliar perdas e falhas como mecanismos de aprendizado. É um treino observar nossas pequenas ações cotidianas, e também de nossos colegas. Concorrer clientes, viabilizar seus serviços, escutar mais, ponderar julgamentos, alimentar ideias e mediar expectativas. Lembre-se que empreendedores que perderam batalhas e sobreviveram para continuar lutando as guerras, carregam aprendizados importantíssimos para a próxima empreitada. E se o pré-maturo ambiente de inovação brasileiro não conseguir proteger essas pessoas, quando este primeiro ciclo de iniciantes fracassarem, talvez percamos de vista um foco de talento.

O caminho para que seu negócio dê certo é tortuoso, porém é uma aventura que vale ser vivida, em erros e acertos, fases boas e ruins. O importante é persistir, acreditar na eficiência do seu projeto e correr atrás das recompensas emocionais e mercadológicas, para garantir o sorriso no rosto e carteira bem servida. O jogo do empreendedor vai polir suas cicatrizes, e o segredo do sucesso está na constância do seu propósito!

Quer uma boa ideia? Siga em frente e bons negócios!

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Juliana da Matta

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