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Empreendedorismo Jovem: Recurso Financeiro, o FANTA$MA

Empreendedorismo Jovem: Recurso Financeiro, o FANTA$MA

Nos artigos anteriores falou-se sobre a importância de saber aonde ir para que, posteriormente, possa se traçar o melhor caminho. E que para se chegar onde deseja é preciso muito estudo, preparo, planejamento e dedicação. Outro ponto, porém, é a capacidade de tomar decisões, um fator de peso nos altos índices de mortalidade das empresas.

A escassez de recursos financeiros é uma das justificativas mais citadas pelos micro e pequenos empresários, quando questionados sobre insucessos. Um fantasma que ronda e amedronta principalmente, os empreendedores iniciantes, levando-os a decisões, muitas vezes, precipitadas e incoerentes. Neste post, vamos abordar as escolhas arriscadas mais comuns e algumas de suas consequências ao empreendimento.

A falta de conhecimento em gestão e marketing, aliada a inexperiência e aos temores relacionados à administração dos recursos disponíveis tende a resultar em falhas no processo decisório. Uma das situações mais comuns é a resistência em contratar ajuda especializada, o que poderia proporcionar diferenciação e fortalecimento estratégico ao empreendimento, tornando-o mais competitivo e lucrativo.

A opção por situações que, à primeira vista, proporcionam maior economia, esconde riscos que podem custar o próprio negócio. Por exemplo, ao escolher comprar um carro antigo, pode-se “fazer uma economia” de 50% em relação a um modelo zero, mas quanto custa mantê-lo? Qual é o seu desempenho e como isso pode impactar os resultados da empresa? Diante deste exemplo, gostaria de convidar você a refletir sobre algumas decisões comuns, com objetivos similares, do ambiente organizacional:

  • Negócio pequeno não justifica desenvolver um projeto: muitos se baseiam em familiares e conhecidos que obtiveram sucesso por décadas – os tempos atuais trazem a necessidade de empreendimentos estrategicamente competitivos, desenvolvidos e geridos de modo a construir relacionamentos de valor a todos os stakeholders;
  • Aluguéis de menor custo: fatores como necessidades operacionais, localização, mão de obra qualificada e deslocamento, facilidade de acesso para o consumidor, logística, entre outros não são considerados;
  • Aquisição de materiais e equipamentos usados: falta avaliar à vida útil, o desempenho em relação à sua funcionalidade na empresa e os custos de manutenção;
  • Contratação de profissionais sem qualificação: um tipo de economia que compromete toda a organização – ainda que os profissionais sejam devidamente qualificados é imprescindível a criação e aplicação de treinamentos alinhados aos objetivos organizacionais;
  • Optar por bancos onde já se possui conta como pessoa física: é essencial identificar o que as outras instituições estão oferecendo – uma boa forma de manter o relacionamento é negociar vantagens superiores às oferecidas no mercado;
  • Contratação de pessoas de confiança como familiares e amigos: além do risco de ocupar a vaga que poderia ser preenchida por profissionais mais qualificados, muitos empreendedores não têm coragem de demiti-los quando necessário tamanho é o constrangimento de gerir tais relações – o que gera cargos fantasmagóricos que prejudicam também outros setores além de gerar custos desnecessários, entre outros;
  • Optar por métodos de divulgação de baixo custo: o tipo de comunicação, a abordagem e os canais devem ser baseados no público alvo, mediante objetivos e estratégias pré-estabelecidas e não em modelos ultrapassados por terem custos reduzidos – erros deste aspecto além de não trazerem os resultados esperados podem gerar uma imagem negativa da empresa;
  • Falta de estrutura para acompanhar o consumidor: estabelecer um profissional qualificado a monitorar a evolução das relações favorece a identificação e correção de possíveis falhas – o custo de se buscar novos consumidores é consideravelmente superior ao de manter os já alcançados; identificar o que os levou à organização, como a conheceu é uma maneira de gerir a forma de comunicação que apresenta melhor resultados;
  • Empréstimos, nem pensar: o risco de se fazer empréstimos é maior quando o empreendedor não possui um projeto bem definido e a devida capacitação para gerir seu negócio – no entanto, se estrategicamente direcionado e administrado pode ser a oportunidade para grandes ideias se tornarem empreendimentos rentáveis;
  • Estabelecer preços muito baixos: além de não proporcionar a lucratividade necessária ao desenvolvimento do negócio, pode gerar uma imagem de produto/serviço inferior;

Esses são alguns pontos comuns no ambiente empresarial que podem trazer consequências desastrosas, quando vistos como forma de economia. Apresentá-los aqui não significa que a opção por eles é necessariamente um erro, isso vai depender “do que motivou a escolha”.

O conhecimento é a melhor arma contra os fantasmas, medos, dúvidas e inseguranças. Quando o assunto é tomada de decisão, não se trata de quanto vai custar comprar um carro novo, mas “quanto custará não comprá-lo”. É importante considerar o custo de oportunidade, ou seja, o custo que se tem por abrir mão de algo. No exemplo do carro, os benefícios iniciais não compensariam os custos futuros e no seu negócio, qual é a sua percepção?

Hoje fechamos mais uma série, desta vez, com o intuito de promover reflexão sobre a organização, desenvolvimento e realização de ideias e empreendimentos de sucesso. Espero ter contribuído de alguma forma. No vídeo abaixo, Jack Welch, CEO da General Eletric por 20 anos fala sobre construção de organizações de sucesso, confira! Dúvidas, opiniões, sugestões, este espaço também é de vocês, fiquem à vontade para comentar.

Um grande abraço e até o próximo post!

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Zelia Oliveira

14 comentários sobre “Empreendedorismo Jovem: Recurso Financeiro, o FANTA$MA

  1. Boa noite Zelia. Parabéns pelo artigo. Mais um texto excelente. Com informações mega importantes e mega conectados com a real, muito claro e objetivo. Eu estava me sentindo um fracasso com os erros que eu tinha sacado antes. Você listou mais uma pilha, rsrs. Mas de um jeito legal leva a ver que errar pode ser acertar na proxima. Seus textos são do tipo pra ler e salvar e reler outras vezes. Já pensou em escrever livros? Ehhh fica sempre aquele “gostinho de quero mais”. Lendo o livro e curtindo muito. Não há dúvida alguma, vou tentar de novo quantas vezes for preciso. E você faz parte disto. Brigadão mesmo, pelos artigos presente, pelas dicas e pela forçona aí! Te desejo tudo de melhor! Abração!

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    Zélia Oliveira Reply:

    Olá Marcílio,obrigada! Fico realmente muito lisonjeada com suas palavras e feliz em tê-lo conosco, novamente. É gratificante vê-lo otimista! É isso aí, desistir jamaaaaais! Que você possa identificar, criar e aproveitar muitas oportunidades nesta nova e bela jornada que se inicia! Sucesso! Grande abraço!

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  2. Mais uma prova de que muitas vezes o barato sai caro, né?

    Dicas valiosas!
    O lado financeiro é sempre o lado mais inseguro…

    Muito bacana o texto, Zélia!

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    Zélia Oliveira Reply:

    Olá Natália! Com certeza, muito caro! Obrigada, fico feliz que tenha gostado! Abraços! Excelente semana!

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  3. Zélia que texto maravilhoso! Dá para perceber que você é apaixonada pelo que faz só de ler. Vou concordar com o Marcílio seu trabalhos são para guardar. Estou aprendendo muito com você e lendo mais agora se quer saber. Sempre pensei em ter meu negócio no futuro, mas não tenho hábito de ler confesso. Ou não tinha até achar alguém que escreve o que quero e preciso de ler. Muitíssimo obrigada você está prestando um grande serviço a muitas pessoas. Eu gostaria de fazer uma pergunta, mas não é uma crítica. Eu só fiquei confusa sobre o vídeo também muito bom mas que fala de determinar comportamentos e eu li os textos de liderança e vi que estava errando quando queria que a equipe agisse do meu modo. O Jack Welck fala para determinar comportamento e queria saber sua opinião. Mais uma vez, muitíssimo obrigado! Super abraço!

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  4. Olá Flávia, que prazer encontrá-la por aqui novamente! Obrigada por suas palavras! Fico realmente muito feliz em saber que está sendo útil a vocês. Claro minha querida, não se preocupe, você deve ficar à vontade para fazer quaisquer comentários ou perguntas, este espaço é de vocês, ok?! Veja bem! Uma coisa é você COMO LÍDER querer estabelecer comportamentos padronizados para indivíduos diferentes, inibindo a criatividade, o desempenho, desmotivando-os… tratando-os como se fossem robôs – os textos anteriores abordam o tema neste sentido. No vídeo, Jack Welch fala de determinação de comportamentos no sentido de GUIAR OS LIDERADOS, de mostrá-los onde a empresa quer chegar, quais são seus objetivos… E isso se faz estabelecendo uma missão para que cada um, na sua individualidade, conforme a sua própria percepção, saiba para onde ir. Uma empresa que não tem missão, visão, objetivos e valores tende a gerar colaboradores perdidos sem saber para onde ir, como agir e em prol de que lutar, a começar pelos seus próprios líderes. Se não estiver claro para você, por favor, diga-nos, ok?! Obrigada pela contribuição! Grande abraço e sucesso!Ótima semana!

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  5. Penso que o passo mais importante que o empreendedor pode dar é reconhecer que não sabe tudo e procurar ajuda sempre. É como qualquer profissão:” TEM QUE RECICLAR”. Sou proprietária de restaurante e meu marido sempre cuidou das finanças, porém sempre achando que o dinheiro era do bolso dele e que ter conta em pelo menos cinco bancos era sinal de STATUS e quando um perigava, outro socorria. Isso durou anos. Contas encerradas, juros para agiotas, impostos devidos, uso do nome de terceiros etc. Na contramão, estava EU. Chefe da cozinha, sempre inovando e aprendendo e com isso o restaurante graças à Deus, nunca ficou sem clientes. Fomos sempre considerados o melhor da cidade. Só por esse motivo não fechou. Eu sempre pensava: o que está errado? porque não dá lucro? porque devemos sempre? Até que chegou o dia que pude acompanhar o caixa, as despesas e tudo o que interferia nos resultados. A dívida nessa época (quatro anos atrás) somava R$ 250.000,00 (duzentos e cinquenta mil reais) e as contas bancárias todas encerradas. Eu só tinha uma saída:FECHAR. Mas, como fechar e deixar para trás funcionários sem receber, fornecedores, bancos, amigos…criei coragem. Fui estudar e fazer cursos para identificar onde estávamos errando. Combinei com o gerente do banco, troquei a senha do cartão tirando assim a possibilidade dele (meu marido) sacar dinheiro, renegociei com todos os fornecedores. Fiz reuniões com os funcionários e dessa forma, em dois anos equilibrei todas as contas e hoje, graças à Deus posso dizer que podemos planejar o futuro, estabelecer metas, investir e seguir em frente sem medo. Ainda assim, sempre que posso estou antenada em tudo que diz respeito a empreendedorismo, faço cursos sempre, controlo desperdícios, fecho o balanço do mês verificando onde o custo aumentou para reduzir no mês seguinte. Destes fatos aprendi o seguinte: O maior problema da empresa familiar é administrar os conflitos, onde um pensa diferente do outro e o CHEFE apesar de ser o errado acha que é o certo. O orgulho de não admitir que é o errado leva tudo a perder. Passei humilhações quando contratei consultores para me auxiliar e meu marido dizia à eles: VOCÊS NÃO SABEM NADA!!! só porque fizeram uma faculdade pensam que podem administrar. Eu estou há anos e SEI COMO É!!! mesmo assim, não desisti, pois via que estava no caminho certo e o meu maior orgulho era o reconhecimento do meu trabalho com relação a satisfação do cliente e não ia abandoná-los.
    Em resumo: PARA A EMPRESA DAR CERTO SEPARAR A FAMÍLIA DOS NEGÓCIOS; OLHAR A EMPRESA DE FORA PARA DENTRO; CAUTELA COM EMPRÉSTIMOS: será mesmo necessário? muitas vezes precisa mudar a gestão e não de dinheiro. SEM MEDO CALCULAR CUSTOS FIXO E VARIÁVEIS E CORTAR TUDO QUE ESTIVER DANDO PREJUÍZO; SEPARAR O CAPITAL DE GIRO DOS INVESTIMENTOS; PAGAR AS CONTAS EM DIA EVITANDO TAXAS E JUROS; FUGIR DO CHEQUE ESPECIAL; E, PRINCIPALMENTE: UM EXAME DE CONSCIÊNCIA: ESTOU CERTO? PRECISO DE AJUDA?
    Desculpe se exagerei, mas foi o que aconteceu comigo e gosto de contar, pois sei que alguém se identifica com meu caso e posso ser útil.
    Abraços.

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    Zélia Oliveira Reply:

    Dinacir, muito obrigada por sua contribuição tão agregadora! E você não exagerou, não se preocupe! Este espaço é de vocês e com certeza, muitas pessoas se identificam com a realidade que você apresentou e sua atitude é de grande valor para todos nós! Você é muito bem-vinda! A falta de preparo e a insistência em agir sem ajuda especializada leva grandes ideias a se tornarem obsoletas em médio e longo prazo. Uma triste realidade do nosso país que ainda é considerado um dos mais criativos, mas não está entre os mais realizadores de empreendimentos inovadores capazes de se manterem competitivos. Parabéns pela sua atitude como empreendedora em seu negócio e pela iniciativa em compartilhar conosco! Um grande abraço! Espero que continue conosco! Sucesso! Excelente fim de semana!

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  6. Excelente, e o vídeo mais que orientador, motivador! Parabéns Zelia, esta leitura foi altamente eficaz para a organização de ideias e também para reavaliar posturas diante de situações que me cercam.

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  7. Olá Zélia. Gostei muito do seu texto. Fico feliz de contar com sua ajuda toda vez que preciso de uma opinião bem fundada e apropriada. Aqui neste post, você disponibiliza um conteúdo de valor incalculável. Queria ter lido isto a uns 12 meses atrás, Teria me economizado muito dinheiro e energia. Dentre os pontos citados, considero bem importante quando aponta que os empreendedores precisam vencer a rejeição a ajuda especializada externa e aos comentários negativos. Estes são os que nos ajudam mais. Outro aspecto que achei muito interessante é o não compreender como usar o dinheiro da melhor forma possível. Não importa qual seja a nossa ideia se não soubermos esticar o dinheiro e gasta-lo com o que vale a pena não teremos os resultados esperados. Apenas adicionaria que também precisamos vencer a resistência em colaborar e nos agrupar. Muitas vezes enfrentamos o mercado com o peito aberto sem nos proteger com a experiência de parceiros. Não adianta reinventar a roda, quando podemos ser muito mais felizes adaptando o carro. :) Vou compartilhar seu texto na fanpage do nosso blog o nuvendigital. Tudo de bom e uma ótima semana.

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  8. Olá Fabio! Fico muito feliz com seu feedback, que bom que gostou! Obrigada por suas palavras! Quanto à resitência das pessoas em colaborar e agrupar, se tratando de uma situação interna da organização, a chave pode estar na própria empresa. Uma reformulação cultural, embasada em propósitos e estratégias claras para todos, não em palavras apenas, mas, em atitudes que partam das mais altas lideranças até o último nível hierárquico. Pessoas tendem a agrupar, se unir e colaborar quando “sabem para que estão fazendo algo, por que, com qual propósito e quais são os seus papeis”. Quando conhecem, admiram e se sentem parte daquilo, então elas vão junto com você, por livre e espontânea vontade. E levam mais pessoas junto! Agradeço muito pela sua bela contribuição e por compartilhar nosso trabalho na fanpage do NuvenDigital. Abraços, excelente semana para você também! Desculpe a demora!

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