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Empreendedorismo Jovem: A Era das Ideias

Empreendedorismo Jovem: A Era das Ideias

Dia após dia nascem empreendedores mais jovens pelo mundo. Chamados “Geração Y”, eles fazem questão de mostrar a que vieram, são inspirados, automotivados, têm muitas ideias, pressa em realizá-las e com isso, tendem a atropelar algumas etapas de grande importância ao sucesso.

Hoje iniciamos uma nova série de posts e desta vez, dedicados a uma galera que por onde passa faz questão de deixar sua marca. Considerados, muitas vezes, desligados ou pouco produtivos, eles chegaram com força total e estão em busca do seu espaço no mercado de trabalho.

Tidos como idealistas por grande parte das lideranças, estes jovens podem ser a chave para soluções estrategicamente inovadoras e competitivas nas empresas, mas acabam migrando para o empreendedorismo. Fato que pode ser compreendido se analisada a limitação que compõe os processos de recrutamento e seleção de pessoal, as ações dos líderes e o desenho de cargos, muitas vezes, incoerentes até mesmo com os objetivos organizacionais do modelo atual de negócios.

Uma geração criativa, inventiva, corajosa e otimista, que tem urgência em fazer parte de algo maior e construir benefícios para o meio que a cerca. No entanto, habituados ao automatismo de fazer várias atividades ao mesmo tempo, eles apresentam certa resistência a determinadas formalidades, fator que pode ser prejudicial ao alcance dos seus reais objetivos.

O que se vê, em vários casos, é uma inversão de situações que há muito serve de empecilho ao desenvolvimento organizacional. Se antes a evolução de ideias não acontecia por, literalmente, “não saírem do papel”, nos modelos mais burocráticos de gestão, hoje os riscos ainda permanecem. Isto porque grandes ideias frequentemente, se quer “vão para o papel”, passam por um estudo adequado, análise de viabilidade e retorno.

A percepção distorcida de que se trabalha menos no próprio negócio e a pressa em produzir resultados, contribuem para escolhas e investimentos não planejados levando a uma série de prejuízos e frustrações. Outra questão são os planejamentos ilusórios, baseados em perspectivas puramente otimistas e distantes da realidade.

O sonho é um combustível essencial à realização, mas para deixar de ser apenas sonho, “não basta ter inspiração, é preciso transpirar muito também”. O primeiro passo é parar e refletir “para onde eu quero ir”? Se você já tem essa resposta, ótimo! Procure identificar o que você vai precisar nesta trajetória, planeje-a e se prepare a cada momento.

Se você irá de bicicleta, trem, ônibus ou avião, isso não importa. Neste caso, a velocidade não é o principal, mas sim conhecer o caminho que será trilhado. Você deve estar pronto para chegar lá e continuar alimentando o seu sonho dia, após dia. Assim você estará realmente empreendendo.

O que você prefere? Parar agora, planejar uma bela viagem ou seguir para um destino qualquer e se tornar mais um número nas estatísticas daqueles que não conseguiram realizar o sonho de criar e “manter” seu próprio negócio? Qual é sua opinião sobre este artigo? Compartilhe suas experiências, opiniões e dúvidas conosco! No próximo post, vamos trazer dicas para ajudar você a organizar suas ideias e apresentar alguns dos erros mais comuns em planos de negócios. Até lá! Abraços!

“Se você não sabe para onde ir… então não importa que caminho seguir”. Alice no país das maravilhas, de Lewis Carrol.

Fonte imagem banner: http://bit.ly/JKMV5v

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Zelia Oliveira

11 comentários sobre “Empreendedorismo Jovem: A Era das Ideias

  1. Geração Y – Alguém tem que ceder – Mas quem será? Julgando a lei da cronologia, nós os mais velhos. Mas, se a mudança for para melhor que seja bem vinda!

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    Zélia Oliveira Reply:

    Olá Fabio, obrigada por participar conosco! Acredito que lideranças melhor preparadas possam criar ambientes adequados à conciliação e desenvolvimento das diferentes gerações, independente das idades. É preciso saber interpretar, gerir e orientar os “diferentes saberes” na direção dos objetivos organizacionais e da realização daqueles que compõem os respectivos grupos e equipes. Grande abraço!

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  2. Prezada, boa noite! Parabéns pela forma brilhante como compreende e traduz a complexidade do meio empresarial. Os jovens precisam deste norte e isso você os fornece belamente. Tenho 45 anos, já deixei de sê-lo faz um bom tempo. Possuo uma interpretação do ambiente como excludente dos experientes, substituindo-os por uma geração “mais conectada” com o mundo de hoje. Iniciei como empresário muito jovem, trabalhei e trabalho muito. Tenho problemas com rotatividade e por isso este relato levou-me a refletir sobre minhas ações. Também costumo ter uma percepção desta juventude como aérea e por demais sonhadora, conforme você relatou sobre o compreender de certas organizações. Hoje eu tenho profissionais que atuam comigo de 16 anos até os 58. Vejo a produtividade ser prejudicada, hora por causa dos jovens hora dos mais experientes. Há muitos conflitos decorrentes dos rendimentos por idades. Eu atuo no seguimento de saúde, tenho pensado seriamente em fazer corte de pessoal e gostaria da sua opinião a respeito. Desde já, agradeço vossa atenção e fico no aguardo. Att, João Octavio.

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    Zélia Oliveira Reply:

    Olá João Octavio! Agradeço imensamente por suas palavras e grande contribuição! Posso compreender sua dificuldade e dúvida, mas se o ambiente oferecido pela empresa não for propício a adaptação e atuação das diferentes gerações que a compõem, “trocar pessoas” possívelmente, não trará ganho algum, mas perdas. É provável que o que lhes falta seja alguém preparado para compreendê-las e promover a devida interação, recriando um espaço onde cada um possa, com o seu saber, efetuar a sua contribuição e sentir a importância do papel que desempenha. No fundo, todos querem se realizar de alguma forma, independente da idade, o importante é respeitar e favorecer para que cada um possa fazê-lo sem que se perca o foco dos objetivos organizacionais. Todos podem ganhar, juntos! Espero ter ajudado! Grande abraço, sucesso!

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  3. Boa tarde Zélia! Parabéns pelo artigo de excelente qualidade. “Que os jovens a ouçam, digo, a leiam”. Gostei muito de sua redação, mas se me permite, aceitarei seu convite e gostaria de ponderar alguns pontos e expor certas dificuldades que encontro no meio. A afirmação de que a juventude quer deixar sua marca procede, mas eles têm que rever o tipo de marca que estão deixando, não acha? Eles não respeitam os mais velhos, que sabem muito mais do que eles e é isso que os leva a buscar outros caminhos. Estao habituados com pai e mãe os aplaudindo em qualquer babaquice, chegam na empresa e acham que tem que ser uma continuação da casa deles, onde fazem e acontecem. E as faculdades, a educação deste país? Só faz piorar as coisas. Vivemos num mundo fora de controle. Eles não aceitam autoridade, não tem respeito pela condição que ocupam. Precisam entender que para chegar onde os seus superiores chegaram vão ter trabalhar muito. Você afirmou dividir sua experiência no contexto. Como empreendedora e demais atribulações, deve lidar com grupos bem diversificados. Eu gostaria muito de saber como você reagiria com jovens mal educados, inconsistentes, desobedientes, que vivem no mundo da lua e são desrespeitosos ainda por cima. Verdade que há algumas poucas excessões que ainda escutam e cumprem o seu papel, como deve ser, fazem parte de uma minuria. Em respeito à sua área de atuação, não vou dizer que “escrever sobre isso é fácil”, pois também não o vejo de tal maneira e suas palavras mostram realidade, de fato. Para o caso de não tê-la compreendido erroneamente, este trabalho está destinado a um foco diferente, porém, na abordagem inicial, confesso ter ficado intrigado ao perceber que empresários com custos horrorendos por causa da alta rotatividade ainda podem ser responsabilizados por isso. O que eles querem dominar tod mundo? Sou gestor de contratos, em São Paulo, tenho metas pesadas a serem cumpridas, mas junto deles é quase impossível conseguir isto. Minha equipe está mesclada e vários colegas estão perdendo seu espaço, por causa da idade, é o que penso. O RH da empresa só contrata jovens. Se no momento, faço uso do meu tempo para relatar meu pensar e solicitar sua opinião, saiba que isto ocorre apenas por entender que você está capacitada para responder ou não me ocuparia de tal maneira. Muito grato pelo trabalho! Bom feriado!

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    Zélia Oliveira Reply:

    Olá Marcon! Muito obrigada por suas palavras. Estou lisonjeada com sua atenção e contribuição. “Compreender e ser compreendido” pode ser um exercício bem mais fácil se pararmos para pensar que todos os saberes têm o seu valor na mente e na realização humana, desde que estejamos abertos a isso. As empresas têm, muitas vezes, cometido erros ao optar por faixas etárias simplesmente, enquanto na verdade, precisariam buscar e desenvolver perfis que casassem com os seus objetivos e estratégias. Rotular “jovens ou pessoas mais experientes” pode ser um caminho que só fará alimentar o retrocesso. Vejo várias gerações de qualidade imensurável nas individualidades que as compõem, seja pelo domínio de tecnologias, pela vasta experiência em suas respectivas áreas, pela capacitação, criatividade, e etc., todas buscando conquistar seu espaço na vida e no mercado de trabalho. Por não terem quem as oriente ou guie, esses diferentes públicos que deveriam ser aliados, acabam por confundirem uns aos outros como adversários. A falta de lideranças adequadas, na minha opinião, fortalece conflitos desnecessários e traz grandes perdas para as equipes que poderiam ser muito mais fortes e consequentemente para empresas, que ganhariam em competitividade. Tudo muda muito rápito e para administrar as transformações precisamos procurar nos adaptar ao novo cenário e buscar aprendizado contínuo, não importa a idade! Não podemos parar no tempo! Abraços e sucesso para você e sua equipe!

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  4. Zelia boa tarde. Eu gostei demais do artigo. Caraca, me fez repensar o q fiz, o q quero ainda. Eu saí de um trabalho pq não tinha chance de mostrar o que sei fazer. Agora comecei em outro e penso demais em montar o meu negócio mas tenho tanta ideia q fico perdido no que devo fazer. Seu texto caiu que nem uma “pancada de chuva” dessas aí que arrebentam c tudo. Ehhh verdade! Mas o bom é q tô conseguindo ver legal coisas q não via antes. Brigadaço, tô ansioso mesmo pelas dicas de onde começar. Abração! Super valeu!

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    Zélia Oliveira Reply:

    Olá Kazé! Obrigada por participar conosco! Puuuxa, espero que esta chuva não tenha destruído nada por aí, rsrsrs… O objetivo é convidá-los a refletir sobre a forma como pretendem trilhar os caminhos e alcançar seus objetivos. Estou feliz de ter contribuído, de alguma forma. As dicas vêm aí, na próxima semana!Aguarde! Abraços e parabéns pela atitude! Sucesso!

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  5. Todo mundo agora quer montar um facebook. ai ai ai. Bem, depois que Zuckerberg foi parar nas páginas policiais talvez a febre acabe e as pessoas pensem em outras formas de empreender não tão “conto de fadas” quanto o filme que ele pagou queira nos contar.

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  6. Olá Hamilcar! Obrigada por participar conosco! Essa “coisa de seguir a onda” é realmente perigosa. As pessoas têm falado muito em “pensar fora da caixa”, mas ainda não estão conseguindo fazê-lo muito bem. Faltam planos… A, B, C… É preciso estar atento e o mais preparado possível para as mudanças. Estudo, planejamento e ajuda especializada ainda são os maiores aliados. Sucesso! Abraços!

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