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Tudo se Transforma

Tudo se Transforma

Vocês já pararam para pensar como e por quê um conceito ou significado se tornam hegemônicos? Por exemplo a palavra: “indústria”, o que lhe vem à mente quando se depara com esta palavra?

Muito provavelmente você pensará em uma empresa responsável pela produção de algum bem material, correto? Mas você sabia que, na primeira metade do século XVIII, na Inglaterra, a palavra “indústria” era utilizada com um significado bem diferente?

Segundo Raymond Williams, o uso da palavra indústria foi modificado durante período hoje conhecido como Revolução Industrial. “Indústria, antes dessa época, designava um atributo humano específico, que poderia ser parafraseado como ‘habilidade, assiduidade, perseverança, diligência’”. (WILLIAMS, 2011, p. 17). Significado que atualmente quase nunca é empregado a esta palavra.

Agora, proponho um breve exercício, pense na palavra “sucesso”. O que lhe vem à mente? Pense numa pessoa que é admirada, e até certo ponto, invejada. Quem lhe vem à mente? Se você pudesse trocar de lugar com alguém, com quem seria e por quê? Espero que vocês me respondam estas questões. Pois, caso contrário, a brincadeira não tem graça.

Mas por que pensar sobre o significado das palavras?

Porque refletindo sobre a semântica das palavras, podemos perceber que até mesmo nosso modo de compreender o mundo foi construído, não existe uma definição natural sobre as coisas, ou uma verdade suprema. Nossas ideias, valores, costumes e os nossos sonhos, tudo isso foi construído historicamente, dentro de uma circunstância maior, que influenciou o rumo da sociedade.

Constatar a instabilidade dos significados é ao mesmo tempo libertador e temível. Libertador porque tomamos consciência de que as coisas podem melhorar, o mundo pode ser transformado. Temível, porque sempre há formas de piorar o que já existe em nome de valores distorcidos.

Imagine que alguém consiga nos convencer de que nossa “segurança” tem um preço, a nossa “privacidade”. Imagine ainda que nos convençam de que o melhor para o mundo é o controle total da sociedade. Não é difícil fazer isso, muito pelo contrário, pode ser bastante sedutor.

Pense numa sociedade totalmente conectada, em que tudo pode ser consumido ao alcance de um click: jogos, músicas, filmes, livros, roupas, alimentos etc. Difícil? Claro que não, já vivemos nesta realidade. E já disponibilizamos nossos dados pessoais para empresas diversas: redes sociais, empresas de tecnologia, empresas de compra e venda, empresas de compartilhamento etc.

E estas empresas já conhecem nossos costumes, nossos hábitos de consumo, nossos valores, nossos amigos, nossa vida: os locais para onde vamos e qual a nossa rotina diária. Utilizar esses dados pessoais para obter o controle e a vigilância social é simples. Vivemos num verdadeiro Big Brother.

E o que significa isso? Estamos à beira de conhecer uma sociedade globalmente vigiada, num regime de autocensura. E por que autocensura? Oras, isso é muito simples, se alguém pode nos dizer o que é certo ou é errado, e monitorar o que dizemos, pensamos, lemos, ouvimos e compartilhamos, pode também nos reprimir. Basta instituir que isso ou aquilo é um crime. Passamos de livres pensadores a criminosos e, consequentemente, vamos ter mais cuidado ao expressar nossas ideias, sem que ninguém tenha de ficar 24 horas nos observando, porque nós mesmos passaremos a nos vigiar e controlar, afinal quem em sã consciência deseja ser preso ou considerado um malfeitor?

O que fazer para evitar uma sociedade de controle?

Precisamos ser capazes de questionar. Precisamos refletir sobre tudo o que nos cerca, antes de aceitar uma verdade. Quando cada ser humano, for capaz de usar seu cérebro para pensar de forma crítica sobre os preconceitos (no sentido de conceito preestabelecido), neste dia, seremos capazes de viver numa sociedade justa, porque ela será construída pela base. Porque haverá uma diversidade muito grande de soluções para os mesmos problemas.

Fonte: http://bit.ly/HzsFpE

Existindo inúmeras possibilidades para solucionar uma questão, maior a probabilidade de acertos. Matemática simples! Quando o cidadão comum tiver voz e for capaz de questionar, haverá democracia e estaremos livres do controle social e da ditadura, seja ela explícita ou implícita. Todos nós precisamos e podemos pensar, esta é a única forma de realmente estarmos seguros. Quando aceitamos ingenuamente o que nos dizem, nos transformamos em objetos, em coisas manipuláveis e sem valor, nos transformamos em meros papagaios de pirata.

Você já parou para pensar sobre o por que das coisas? Por que o mundo está como está? Por que tudo gira em torno do lucro? Por que valorizamos as pessoas poderosas e ricas? Por que as invejamos? Por que almejamos estudar para nos tornarmos cidadãos bem-sucedidos? O que significa ser bem-sucedido?

Há pouco, sugeri um breve exercício, quem de vocês desejou ser alguém como Mahatma Gandhi? Quem de vocês sonhou em ter a capacidade de melhorar a vida da sua comunidade? Quem de vocês chegou a conclusão de que ter sucesso significa promover melhorias para a vida das pessoas comuns?

Na sua família, quem é admirado? Aquele que se formou em Direito ou Medicina e leva uma vida confortável? O empresário de sucesso, que construiu um grande império? Talvez seu ídolo seja o Steve Jobs, um homem deveras muito inteligente e competente. Mas você já pensou no motivo que o leva a admirá-lo?

Eu admiro algumas mulheres indianas, que compartilharam aquilo que conheciam com outras mulheres ao redor do mundo. Eu admiro um senhor indiano chamado Bunker Roy. Você já ouviu falar dele? Não! Ótimo, vou apresentá-lo para você, meu caro leitor. Assista a conferência TED abaixo, e vamos pensar de novo sobre o que é o sucesso. Depois me digam a que conclusões chegaram, combinado?

Um grande abraço, até o próximo post.

Referências Bibliográficas: ORWELL, George. 1984. São Paulo, Companhia das Letras, 2009.Edição original em inglês de 1949]. WILIAMS, Raymond. Cultura e Sociedade. Petrópolis, Vozes, 2011. [Edição original em inglês de 1952, Culture and Society.].

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Tereza Kikuchi

Empresária e designer. Em 2004 montou a empresa de produção editorial, Estúdio Bogari, juntamente com Marcelo Cordeiro. Neste mesmo ano, publica, como organizadora, a obra "José Mindlin, Editor" pela Edusp. Formada em Editoração pela ECA-USP, em 2011 foi selecionada para participar do Curso de Formación para Editores Latinoamericanos, pela Fundación Carolina e Universidad Complutense de Madrid, Espanha. Acredita que é possível construir uma indústria criativa justa e eficiente, por meio da liberdade de expressão, da livre e gratuita circulação do saber e da colaboração entre os diversos profissionais da área.

21 comentários sobre “Tudo se Transforma

  1. Que texto maravilhoso. Parabens mais uma vez Tereza! Senti um tapa na cara nessa manhã,rs. Não vou responder aqui as pessoas que imaginei no inicio no texto, me senti envergonhada, estou precisando rever meus conceitos,rs. Parabens!!!

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    Tereza Kikuchi Reply:

    Oi Mari, obrigada por ler e comentar! O propósito do texto é justamente esse, despertar o olhar dos leitores. Com certeza vc já tinha sentido que o mundo pode ser diferente, bem antes de ler meu texto, caso contrário não seria tocado por ele. Estou muito feliz por saber que vc gostou, Mari. Mesmo!!! Um grande beijo e vamos botar a mão na massa. :-)

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  2. Valeu, Tereza! Aliás, 1984 sempre presente nas metáforas. Eu também recomendo uma releitura de Admirável Mundo Novo, mesmo quando o assunto é vigilantismo. Afinal, vivemos em um mundo mais parecido com o descrito por Huxley, que dizia que a melhor forma de dominar é fazendo com que os escravos amem sua escravidão. Familiar?

    Esse tema é um desafio e tanto para quem estudou e trabalha com marketing, né?

    Estamos juntos nessa, amiga!

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    Tereza Kikuchi Reply:

    Eu sei disso, Dani! Obrigada!!!! E vamos que vamos! :-) Espero que o texto toque no coração de muitas pessoas. Precisamos voltar a acreditar que podemos transformar nossa sociedade para melhor, né? Beijo!!!

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  3. Oi Tereza,

    Bacana o seu artigo e respondo, para iniciar, a sua pergunta e digo o motivo: Eu quero continuar sendo o Silvio Corrêa, com todas as dificuldades, pois aprendo com elas, cresço com elas. Contudo, quero sim, ganhar dinheiro, para auxiliar outras pessoas e a mim.

    Eu nunca quis ser um Ghandi, uma Madre Tereza, como também nunca quis ser um Donald Trump, Steve Jobs ou Bill Gates. Mas não significa que eu não veja atributos admiráveis em todos, como os vejo em mim, na minha esposa, nos meus filhos, em você. Todos temos alguns atributos maravilhosos e outros (atributos), nem tanto, mas ainda assim somos admiráveis.

    O mundo? Claro! Pode ser mudado e é mudado a cada segundo que passa. Os Ghandis O mudam, mas os Jobs também O mudam e nenhum dos dois o fazem, necessariamente para melhor ou pior. Cada um de nós tem sua parcela na mudança.

    Continue com seus textos, pois sempre é bom parar para pensar.

    Beijos,
    Silvio

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    Tereza Kikuchi Reply:

    Obrigada, Silvio!

    O propósito é esse mesmo, pensar. Escrevi este texto, pois conheço muitas pessoas maravilhosas, mas que deixaram de sonhar e acreditar que é possível lutar para transformar a realidade à nossa volta.

    Eu acredito que a vida sem um propósito construtivo, é uma vida tristinha, meio que pela metade. Viver apenas por viver, esperar o tempo passar, e crer que os poderosos são muito fortes mesmos e que não adianta fazer nada, isso me entristece. E é por isso que escrevo. Porque tenho esperança e gostaria de ver outras pessoas alimentando esperanças positivas em relação à sociedade.

    Lemos tantas notícias terríveis, todos os dias, que somos quase que levados a nos conformar. A aceitar os modelos existentes. E poucas vezes paramos para pensar se é possível criar um modelo um pouquinho melhor: Melhor para toda a sociedade, não só para mim, para vc e para o nosso pequeno grupo de amigos e de familiares.

    Por isso, pensar em modelos de negócio alternativos é tão fascinante.
    O mundo precisa de muitos sonhadores.
    Sei que vc é um desses sonhadores.
    E vamos nos juntar, todos, para realizar os mais diversos sonhos de um mundo melhor.

    Beijo grande,
    Obrigada por tudo,
    Tereza

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  4. Acabei esquecendo de comentar sobre o vídeo com Bunker Roy.

    Muito legal o vídeo mas duas coisas sobressaem. A primeira é que, aparentemente, ele não conseguiria fazer a transformação se não tivese recebido a educação que recebeu.

    A segunda coisa, e mais importante, é que ele “foi e fez”. Deve ter errado muito e também acertado muito, replanejado muita coisa. Mas, repito, o principal é que ele partiu para agir.

    Silvio

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    Tereza Kikuchi Reply:

    Silvio, Sim, sim!!!! Vamos botar a mão na massa!!!! E podemos começar a fazer isso, primeiro, nos perguntando, nos questionando sobre tudo. No caso do texto, eu resolvi me perguntar o que é o “sucesso”. Qdo nos perguntamos sobre conceitos aparentemente simples e bem definidos, conseguimos refletir com maior clareza e, eventualmente, ver por meio de uma perspectiva alternativa.

    Beijo, Tereza

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  5. Muito importante, útil e verdadeira a colocação dele. Na maioria das vezes bscamos soluções para nossos problemas lá fora, quando a solução está dentro de nós mesmos.
    Cosme

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    Tereza Kikuchi Reply:

    É Cosme, construir a pela base, a partir de nós mesmos. Nas pequenas atitudes do dia a dia. Volte sempre ao nosso blog, queremos saber a sua opinião, conhecer suas ideias tb. Obrigada pela mensagem, grande abraço.

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  6. Caros leitores,

    Parece que a legalização da quebra da privacidade pessoal na Internet está quase para ser aprovada. Desta vez, sob o nome do projeto de Lei dos EUA, CISPA.

    O mais absurdo nesta Lei, é que eles querem instituí-la para o mundo todo: os Governos (ou EUA e seus amigos) teriam direito de vigiar e verificar as correspondências digitais de qualquer cidadão do mundo, e editá-las, reencaminhá-las…
    Além disso, as grandes empresas, com o apoio da Lei, poderiam punir qualquer usuário da Internet que compartilhar documentos digitais protegidos pelos Direitos Autorais, melhor dizendo, Direitos de Propriedade.
    OBS: A rede social, Facebook, que foi contrária ao projeto de Lei SOPA, curiosamente, apoia este novo projeto de Lei, que diga-se de passagem é extremamente invasivo e perigoso.

    No post acima, escrevi:
    “Estamos à beira de conhecer uma sociedade globalmente vigiada, num regime de autocensura. E por que autocensura? Oras, isso é muito simples, se alguém pode nos dizer o que é certo ou é errado, e monitorar o que dizemos, pensamos, lemos, ouvimos e compartilhamos, pode também nos reprimir. Basta instituir que isso ou aquilo é um crime. Passamos de livres pensadores a criminosos e, consequentemente, vamos ter mais cuidado ao expressar nossas ideias, sem que ninguém tenha de ficar 24 horas nos observando, porque nós mesmos passaremos a nos vigiar e controlar, afinal quem em sã consciência deseja ser preso ou considerado um malfeitor?”

    Começou uma nova onda (vinda dos EUA) para instituir o Fim da Liberdade na Internet e a vigilância social (censura) aos cidadãos. Atenção, amigos.

    Fonte:
    http://blogs.forumpcs.com.br/noticias/2012/04/05/cispa-uma-nova-sopa-com-o-apoio-de-varias-grandes-empresas/
    https://action.eff.org/o/9042/p/dia/action/public/?action_KEY=8444

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  7. Sempre fui muito avesso ao marketing até mais ou menos um ano. Entre outras coisas, especialmente a necessidade, me fizeram pensar um pouco mais nesse tópico, e esta comunidade tem me ajudado muito nisso.
    Fico feliz, ao contrário da sua impressão, Tereza, que daqui saí um texto como este e os outros, que vai muito além do Marketing Instrumental visando o lucro, que coloca o dinheiro em seu devido lugar (pelo menos para mim), como unidade de valor.
    Não podemos apenas observar as mudanças do mundo e acompanhá-las, mas movimentá-lo, no que é possível à capacidade de cada um. Neste caso particular, os mercados podem continuar sendo valorizados pelos valores (redundância proposital) monetários que circulam, ou como espaço de interação humana que tem como característica a circulação de valores, entre eles o monetário.
    Enquanto estivermos nessa fase, a tentativa de controle e hegemônica será a tendência, para assegurar a lucratividade de certos players desses mercados.

    Não quero mesmo a racionalidade do cassino da especulação financeira e dos conglomerados, mas voltar ao Bazar de Zanzibar.

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    Tereza Kikuchi Reply:

    Miguel, muito obrigada por participar dessa grande comunidade de pessoas que querem construir soluções alternativas para velhos problemas. Este é o espaço para troca de ideias, para a busca de respostas positivas para a sociedade como um todo, vamos repensar o mundo para que os valores humanos sejam mais considerados que os valores monetários. Isso pode ser construído, pois somos nós os agentes da história.

    Um grande abraço e volte sempre ao Ideia, participe,
    Tereza Kikuchi

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  8. Adorei!!! Vc escreveu muito bem….O que é pior hoje pra mim é o egoísmo e a ambição do homem. É o que vc falou, os valores estão invertidos, as pessoas não querem lutar por nada, tem preguiça e medo de defender aquilo em que acreditam….se é que acreditam em alguma coisa. As pessoas são na maioria conformadas. Agora uma coisa é certa, vc tem toda razão qdo diz que só haverá democracia qdo as pessoas forem capaz de questionar, discutir e ouvir. Só uma coisa Te, continuo achando que essa CISPA, é um pouco de viagem……não tem como…Se tem alguém que defende a democracia é os EUA e “seus amigos”…Não que eles sejam SANTOS, mas quem é? Diferente de Cuba e seus amigos.´Basta ver qual povo vive melhor!
    O mundo precisa muito mesmo de sonhadores!!! bjsss

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  9. Obrigada!
    Me fez refletir ainda mais por analogia com minha atual leitura.

    ‘1984 – George Orwell’
    Um clássico de 1970, o Ano da Graça (ou da desgraça).
    Ambientado em 1984 na Inglaterra. Onde sistemas foram criados para controlar não somente as atividades, mas os próprios pensamentos dos seres humanos.

    Paz e bem!

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  10. Realmente as coisas só melhorarão quando tivermos nossa liberdade assegurada.

    Mas isso é algo difícil de se conseguir quando apenas uma minoria considera isso importante.

    Esses “web-valores” de colaboratividade, compartilhamento estão assustando os poderosos. que criaram essa realidade competitiva e egoísta em que vivemos.

    Cabe a nós levar esses valores aos relacionamentos humanos offline.

    Praticando isso muitos perceberão que isso não é na verdade nada novo e nem um valor moderno que veio por causa da Internet, e sim parte de nossa natureza humana, que cada vez mais foi deixada de lado por influencia dessa falsa realidade criada, e mantida por quem dá as cartas nesse sistema de valores distorcidos.

    Muitos sabem do problema, mas ele não se resolve pelo simples fato de que não existe uma solução lógica para isso. Se fosse um software haveria, mas não é. São as nossas vidas acontecendo e mudando constantemente.

    Logo nós é que temos que ser a solução, e não esperar que alguém venha fazer algo para nos salvar, como por exemplo esperar da política essa solução.

    O que você falou sobre passar de livre pensador a criminoso do dia para a noite é muito verdade. Porque o conceito de crime é mudado a partir do momento em que as leis são mudadas. E o sistema legislativo é governado por pessoas que todos sabemos ser corruptas. Então isso levanta uma questão interessante: Então as leis sempre estão corretas, o infrator sempre está errado? Será?

    Quem criou as leis?
    As pessoas submetidas as leis foram consultadas sobre essa lei?

    E que ninguém venha dizer que votamos nos nossos legisladores para nos representar. Qual legislador representa de fato os interesses do povo?

    Logo vi nesse texto um apelo para que cada um exija mais de si mesmo que possamos encontrar união para gerar mudanças que causem melhorias significativas e reais.

    Como você citou Gandhi, é impossível também não lembrar de uma de suas mais famosas frases: “Seja você a diferença que deseja ver no mundo.”

    Abraço Tereza

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  11. Kuka, Renata e Carlos,

    Muito obrigada pelos comentários. Não pude respondê-los antes, porque tive um mês de maio bastante atribulado. O que tb me impediu de escrever meu post para o blog neste mês. Mas em breve, vou postar um novo artigo e gostaria de voltar a conversar com todos vocês.

    Podemos fazer a diferença. E é essa esperança que me move e alimenta. Obrigada por mostrar que não estou sozinha nesta batalha. Principalmente, vc Carlos, muito obrigada!

    Kuka, os EUA não defendem a democracia, apesar de se autodenominarem defensores dos Direitos Humanos. Se assim fosse, eles não se envolveriam em tantas Guerras, em tantos conflitos armados. Quem defende a paz não usa de artifícios violentos. Se usa deles e se diz defensor da democracia, da paz e da liberdade, ou está sofrendo de dupla personalidade, ou, o que é mais provável, está apenas dissimulando.

    Renata, tb estou lendo este livro. E o que assusta é a viabilidade de que o mundo de Orwell se torne muito real em pouquíssimo tempo. Pessoas inteligentes, pesquisadores, cientistas, empresários, cidadãos, todos nós temos de começar a refletir sobre nossos atos, nossas decisões, nossas pesquisas, nossos projetos. Se o que fizermos dá condições para uma sociedade nociva, então é melhor que não se faça nada. Outro dia fiquei chocada ao assistir um documentário sobre as empresas de tecnologia. Entrevistaram uma funcionária do Google, que trabalha em desenvolvimento de novas tecnologias. Perguntaram a ela sobre a questão da privacidade, da manipulação de dados e a responsabilidade do cientista e do desenvolvedor diante das consequências de seus inventos.
    A funcionária apenas disse que essas questões não são discutidas, se eles têm uma ideia inovadora, apenas a viabilizam, para depois a sociedade decidir politicamente o que fazer. Uma resposta ingênua e irresponsável, que o mundo não pode mais tolerar.
    Foi por não pensar nas consequências das ações realizadas que hoje temos um planeta à beira de um colapso.
    A sociedade só pode evoluir se passarmos a ter responsabilidade pelos nossos atos. Se passarmos a priorizar o bem comum da sociedade e não o bem particular do indivíduo ou a futilidade de provar, sabe se lá para quem, que o homem pode criar o que quiser. Poder ele pode, mas será que deve?

    É isso, grande abraço pra vcs.
    Tereza

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  12. Gostei muito do texto da ideia que ele propõe e nisso tambem quero esclarecer uma coisa quando Deus manda uma ideia pra alguem ele sabe como por exemplo ele me mandou a ideia “Pane na tv” e ele Deus sabe que alguem e quem vai receber vai mudar essa ideia pra “Panico na tv” e ele sabe tambem que esta ideia vai ser mudada outra vez “Panico na band” e se vai pra outro país não sei mas Deus sabe e se vai juntar as duas numa só tambem /Deus sabe mas eu espero que não e que se for que seje só um filme “Pane e panico geral”, entendeu.

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  13. Moacir, espero que este Deus possa melhorar as ideias que Ele mesmo lança, né? De repente, fazer com que uma ideia, seja boa para transformar o mundo numa sociedade melhor. Quem sabe?? Caso contrário, a impermanência para nos servir de consolo.
    Abraços, T

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  14. Transformação sempre acontecem veja a ultima “Baskfute” uniaõ de basquete e futebol em conjunto no mesmo campo na mesma quadra onde o gol vale um ponto e a sexta tres pontos espero ver esta transformação aqui em birigui biriguizando é claro porque assim como temos biribol futivoley então nada mais justo o baskfute pra nos alegrar ainda mais.

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  15. Sinucabol esta ultima transformação vira um jogo um esporte mas ja pensou na t4ransformação um gigante um grande robo se trasnforma em um carro e logo apos se transforma em um teniz modelo carro e depois um outro gigante uma criança de 5 a 15 anos coloca este teniz no pé pra uma coridinha maluca no rodo shoes com muito tv rodo shoes e com shoeswater e tudo mais só moacir antonio esquevani pra pensar tudo isso.

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