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O CEO está falando comigo?

O CEO está falando comigo?

Sentir-se parte é essencial para o desempenho individual. O bom desempenho individual garante uma melhor performance organizacional.

Fonte: http://bit.ly/GEO13o

Práticas de aproximação de públicos são muito comuns em grandes organizações. Parei para me questionar se os “presidentes” realmente entendem a necessidade de “darem as caras”, de interagirem com os funcionários não tão formalmente, de se esforçarem para criar um clima de respeito que não esteja atrelado à subordinação e ao uso da comunicação “ferramental”.

Será que entedem?

É trabalho também de Relações Públicas mostrar a engenheiros, médicos, químicos, matemáticos, arquitetos, e à alta administração, a importância da interação entre pessoas e níveis hierárquicos dentro das organizações. Para isso, seria ideal que os relacionamentos fossem construídos em “fundações comunicacionais” (pessoas se sentindo no mínimo a vontade para trocar informações com outras pessoas independente de seus cargos) que criem laços de confiança e sentimento de grupo.

A luta dos departamentos de comunicação pela mensuração de seu trabalho é realidade na maioria das grandes empresas hoje em dia. A centimentragem não se basta e não justifica por si só todos os investimentos nestes departamentos. Sabendo disso, começemos pela nossa maneira de apresentar resultados. O “presidente” deve entender que comunicação não traz apenas resultados quantitivos, e é nossa tarefa incluir comentários apetitosos e justificativas inteligentes em seu ponto qualitativo, para que então as pessoas começem a entender que RP vale muito a pena.

Cria-se a partir daí uma cultura que priorize comunicar ações para o público interno antes de “avisar a mídia”. Daí também podemos construir o sentimento de grupo e fazer com que cada funcionário sinta-se parte do todo e essencial para o sucesso da companhia. Ouvir superiores elogiarem (honestamente) o trabalho de todos os funcionários e dividir com todos as metas alcançadas e os crescimentos numéricos, também prepara o grupo a receber avisos possivelmente desagradáveis.

Ser elogiado, ter um canal de comunicação com a alta gerência, sentir-se parte do todo nos permite abrir um canal de “mão-múltipla”. Se comunicamos sucesso, comunicaremos falhas e constituiremos um grupo que tenha “dor de dono” e que se mobilize como o time em situações necessárias.

Ao meu ver essa idealização não é tão irreal (se posso dizer assim) em algumas companhias, mas é claro, ainda há um longo caminho para conquistarmos o reconhecimento de nossas ações no mercado. Como diria um professor meu, Relações Públicas deveriam vir na cesta básica, mas para isso ainda teremos que comer muito arroz e feijão.

Sentir-se parte é essencial para o desempenho individual. O bom desempenho individual garante uma melhor performance organizacional. A boa performance permite que cada vez tenhamos mais espaço para implementar ações de “cross comunication”, que por fim, criem ou reforcem relações interpessoais dentro de grandes empresas unificadas por valores fortes e respeito à instituição.

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Giovana Cury

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