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Um pouquinho sobre sustentabilidade, marcas e lucros

Um pouquinho sobre sustentabilidade, marcas e lucros

“Sustentabilidade é o ponto de intersecção entre os negócios e os interesses da sociedade e do planeta” – Andrew Savitz

Ser sustentável. A expressão que já virou clichê no meio corporativo ainda é pouco praticada de forma efetiva pelas empresas.

Isso porque, a grande maioria adota este discurso da boca para fora, sem um propósito realmente empenhado em valores que cercam a palavra sustentabilidade. Existe até  empresa com folder produzido em papel reciclato dizendo que é sutentável, acredita?

fonte da imagem: http://bit.ly/x0c3jF

Para ser sustentável não basta praticar ações pontuais sem planejamento algum. É preciso integrar em sua estratégia de marca (e até no posicionamento) valores que transmitam a essência da sustentabilidade, algo que funcione por si só, sem aquele aspecto “forçado” que as empresas anunciam por aí. Assim, é possível construir uma cultura organizacional em que os funcionários (da direção à produção) vivenciem essa essência. Mesmo porque, antes de tudo é preciso manter uma cultura de dentro para fora, para posteriormente,  adotar ações e comunicar ao consumidor esta mensagem.

Se você deseja que sua marca seja sustentável, comece separando o lixo com os funcionários ou fazendo uma campanha interna que reduza o gasto de água (ou os copinhos plásticos do café), as pequenas ações internamente irão conduzi-lo a grandes ações externamente.

Mas ser sustentável é lucrativo?

O retorno para uma marca que assume um posicionamento sustentável não é facilmente mensurável.

Essa posição diante aos públicos fortalece a marca, aumentando sua reputação e confiança, gera uma lembrança mais humana e é importante para a construção de uma personalidade consistente.

Mas o que temos que entender é:  ser sustentável precisa partir de um pensamento favorável ao planeta, não apenas à marca ou muito menos aos lucros. Pelo contrário, se você pensa em “ser sustentável para lucrar”, você está fadado ao fracasso e, provavelmente, não deve  ter praticar atitudes éticas no dia-a-dia. Claro que toda ação é bem vinda, mas enquanto empresas continuarem em busca apenas de uma “boa imagem”, não mudaremos nada em nosso ambiente e as marcas estarão sempre distantes de qualqure título relacionado a sustentabilidade.

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Paulo Lima

Acredita que somente pessoas são fator de mudança. Fundador e Gestor do Ideia de Marketing, é consultor em marketing e branding.

Um comentário em “Um pouquinho sobre sustentabilidade, marcas e lucros

  1. Sabem, sou jornalista e pós em Educação e Meio Ambiente, agora pós graduando em Projetos Sustentáveis, Mercados de Carbono e Mudanças Climática, sem contar a leitura pessoal (imensaaaa)…Pois é, mas até agora não consegui ainda imaginar uma estratégia de DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL. Pergunto: Um carro sustentável, por exemplo, sem extrair minérios, sem petróleo (e todos os seus sub-produtos), sem borracha etc…LINHA BRANCA (idem…idem…), e, para terminar com bom humor, que tal churrasco sem carvão, minas de “energia” sem energias minerais e vegetais? Que tal usinas hidrelétricas sem destruir os rios e comunidades ribeirinhas? E por aí vai…Como construir (REALMENTE)um ambiente de desenvolvimento sustentável? Só as indústrias de refrigerantes e cervejas gastam bilhões de litros de água para industrializar alguns milhares de engradados…VOU PARAR…ISSO VAI LONGE…

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