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As profissões como marcas

As profissões como marcas

ideiademarketingQuando crianças, ouvimos muitas vezes aquela famosa pergunta: o que você quer ser quando crescer? Na maioria das vezes as respostas são profissões heroicas ou de grande evidência, como médicos, bombeiros, professores ou jornalistas televisivos, atores de cinema e até mesmo astronautas. Depois de alguns anos podemos reparar que poucas pessoas realmente realizaram seus sonhos e concretizaram suas respostas e, agora em suas vidas adultas desistiram de passar a vida apagando incêndios, salvando vidas, alfabetizando crianças ou pisando na lua.

Que as mutações de pensamentos e decisões ocorrem no período de crescimento e amadurecimento é fato, a questão é quais são os fatores que influenciam nessa tomada de decisão?

Hoje em dia muitas profissões são vistas como um produto a ser adquirido e consumido, rotulando seu consumidor. Existem títulos profissionais que tem o poder de apresentar para quem quiser saber, o poder aquisitivo de seu “consumidor”, e acreditem, há quem as escolham exatamente por esse motivo. Há também aquelas profissões que transmitem certos valores pré determinados, como por exemplo, naturalistas, intelectuais ou politicamente corretos, e acreditem novamente, compradores em busca de imagens nesses moldes estão fazendo vestibulares nesse momento para consumir seu produto e desfilar com sua mais nova aquisição: o seu rótulo profissional.

Escolher uma profissão é muito mais que escolher a marca mais influente do  mercado e da sociedade, vai além do título impresso no diploma ou do status que ele pode agregar. Implica no que você vai ser de fato, no que seu trabalho e dedicação podem influenciar e contribuir para vida de terceiros de alguma forma, seja direta ou indiretamente.

Andar com um agasalho da profissão X ou colar um adesivo no carro da profissão Y, está se tornando critério de escolha em uma das tomadas de decisões mais importantes de sua vida.

É completamente possível entender que existem pessoas realmente apaixonadas pelo o que fazem e que sentem orgulho do curso em que estão se dedicando para que futuramente sejam profissionais de excelência. Porém, existe uma parcela de estudantes (e até mesmo profissionais graduados) que é claramente influenciada pelo peso da marca de fazer o curso Z, de ter um guarda roupas só com camisetas, calças, agasalhos e tudo quanto é adereço afirmando, demarcando, constatando e confirmando que faz determinado curso ou já é formado nesse seguimento.

Escolher uma profissão é muito mais que escolher a marca mais influente do  mercado e da sociedade, vai além do título impresso no diploma ou do status que ele pode agregar. Implica no que você vai ser de fato, no que seu trabalho e dedicação podem influenciar e contribuir para vida de terceiros de alguma forma, seja direta ou indiretamente. Hoje, o número de cursos oferecidos nas universidades do mundo já chegam aos 22.000 (VINTE E DOIS MIL!). Agora sejamos coerentes, com tanta opção de escolha não é possível que uma não  agrade e traga satisfação pessoal e profissional, sem ter que pensar nos valores e status que vêem anexados aos seus nomes. Seja o que for fazer, faça com equilíbrio entre a razão e a paixão e veja sua profissão como parte do que você é. Faça um curso pensando no que você pode fazer por ele e não só pelo o que ele pode falar sobre você. Concorda?

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Mariana Melissa

Graduada em Marketing e Gestão de Recursos Humanos, é apaixonada pela arte da escrita e pelas relações pessoais. Já trabalhou com comunicação interna, redação e marketing. Atualmente é Gerente de Projetos na agência Target Mais e está a frente dos projetos internos do Ideia de Marketing atuando como gestora de pessoas e conteúdo. marianamelissa.s@gmail.com

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