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Redes sociais, as empresas e os políticos

Redes sociais, as empresas e os políticos

Ninguém pode negar a força que as redes sociais têm para levantar – ou derrubar – a reputação de alguém, seja pessoa física ou jurídica. Até para nós, meros mortais, é perigoso ficar postando qualquer bobagem no Facebook ou Twitter, sob risco de nossa reputação (pessoal e profissional) cair por terra.

O mesmo vale para empresas. Hoje, o consumidor não se contenta em um simples SAC, ele quer interação com a empresa, ele quer as suas dúvidas respondidas e as suas reclamações atendidas. Muitas empresas estão atentas a isso. Claro que algumas pecam, por não saber utilizar as ferramentas. É o caso de empresas que fazem perfil no Facebook. Quando a rede social foi criada, o Zuckemberg pensou em abrir espaço para as empresas, mas diferenciá-las dos perfis comuns. Então no Sétimo Dia ele veio e criou a fanpage. Mas muitas empresas não sabem disso, acham que é mais fácil ficar a adicionar meio mundo do que fazer estratégias para arrumar mais curtidores. Mas talvez eles não saibam que o Facebook não permite que empresas tenham perfis pessoais e que a conta pode vir a ser cancelada. Será que compensa ter “Empresa Tal adicionou Fulano X e mais 351 pessoas”, só porque é mais fácil? Não, não compensa.

Outro caso de sucesso – ou nem tanto – nas redes sociais são os políticos. Mas claro que com eles a estratégia tem de ser muuuuito bem pensada, porque político já é odiado e cobrado por natureza.

Sabem qual é o primeiro passo para o sucesso de um político nas redes sociais? Ter uma boa assessoria. Porque verdade seja dita: essas atualizações que vocês veem dos políticos são quase todas feitas pelos seus assessores. Por isso que nem sempre eu comento as coisas que eles postam, porque sei que estarei respondendo para o seu assessor, e não para o dito cujo propriamente dito. Mas não há problema nisso, o assessor está lá para assessorar. O que ele não pode fazer é dar margem para erro. E aaaah, como isso acontece! Os erros são os mais comuns. Um deles: postar atualizações enquanto o cara está em plenário. Isso dá sempre zica, parece que o cara está lá na tribuna twittando. Fica mais bonitinho postar depois que ele sair da tribuna e lançar um ”Acabei de falar sobre o meu projeto de vender laranjas a preço de banana”. Resolvido, né?

Outra coisa, que eu não sei se é regra, mas que eu acho perfeitamente viável, é fazer fanpage ao invés de perfil. Isso porque a fanpage não tem limite de “curtidores”, e o perfil tem, de 5 mil. E não tem nada mais tosco do que deputado ter 3 perfis no Facebook: Fulano Perfil 1 LOTADO, Fulano Perfil 2 LOTADO ADICIONE O MEU 3 PERFIL. Isso é orkutização de estratégia de redes sociais e não pode ser nada bom.

Na minha humilde opinião, outro erro de políticos nas redes sociais é achar que o internauta não está atento ao que está sendo postado ou que “não pega nada” se não responder à reclamação do eleitor. Pega, sim. Sei que isso é muuuuito difícil (trabalho com isso, sei como é difícil responder questões do cliente que você não sabe), mas todas as questões dos internautas devem sem respondidas, sejam elogios, sugestões, ou, pior, reclamações. Tem político que fica nas redes sociais fazendo monólogo. E tem político que tem no seu rol de amigos virtuais “o cara” que cometeu um crime terrível semana passada em minha cidade e que, mesmo depois de alertado por um internauta, não o deletou. Assessores, vamos ter mais atenção? O internauta eleitor não é burro e 2012 está aí. Tenham medo… muito medo.

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Ana Lima

Um comentário em “Redes sociais, as empresas e os políticos

  1. Curti :)

    Realmente, essas páginas pode levantar ou derrubar os seus negócios.

    E pior ainda é quando as pessoas num perfil como empresa, fazem comentários pessoais em fotos. Já vi perfis de empresas colocarem aquelas fotos de time de futebol zoando outro time. é ter semancol e ética né?

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