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O consumo irresponsável

O consumo irresponsável

O  desespero “por comprar” alucina as mentes dos pobres sobreviventes do século XXI. Numa cadeia capitalista vivemos míopes à tecnologias e esquecemos, ás vezes, a fonte de toda esta riqueza.

Consumir virou uma doença que devemos controlá-la. E isso tudo deve começar pela responsabilidade dos profissionais da área (isso mesmo, nós). Obviamente quase tudo que produzimos ou compramos, impacta de alguma forma uma rede que comporta no mínimo dois pontos cruciais: mão de obra e bens naturais. E muitas vezes não conseguimos enxergar tamanho prejuízo sustentável que tudo isso gera, sendo que, o incentivo irresponsável a este consumo pode causar prejuízos irreversíveis mais para frente.

Vejam bem, não quero moralizar nenhuma destas questões, apenas precisamos alertar-nos da produção industrial e sociedade (extremamente) capitalista que estamos criando (e eu me incluo nisto). Estamos sempre buscando inovação, novas tecnologias e mercados, pois então, podíamos pensar em novas formas de sermos realmente sustentáveis.

Eu sei que o tempo é curto e os vídeos são longos, mas eles mostram exatamente o que eu queria expressar com este post.

Parte I

Parte II

É de se preocupar, não? Antes de terminar este post conversei com amigos de áreas diferentes, e todos tinham um ponto de vista bacana sobre a situação.

Caso sinta dificuldade em comentar, comente em forma de resposta das perguntas abaixo, para termos diferentes opiniões do assunto:

– após ver o vídeo, você mudou sua visão diante ao tema levantado? Como você está neste meio?

– como você acha que o marketing pode ser algo benéfico para ajudar a solucionar este caso?

– você acha que o governo deve interferir nesta cadeia produtiva?

– quais os erros que os consumidores e as corporações cometem?

– como a sua área (de atuação profissional) pode ajudar nesta cadeia consumista?

Bem, são apenas algumas questões de base, fique a vontade para viajar além disso.  Vamos discutir?

 

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Paulo Lima

Acredita que somente pessoas são fator de mudança. Fundador e Gestor do Ideia de Marketing, é consultor em marketing e branding.

6 comentários sobre “O consumo irresponsável

  1. Faço gestão de Recursos Humanos, trabalho com isso e posso dar exemplos de como toda essa febre de consumir está ficando cada vez mais séria. Onde trabalho existe um cartão opcional para os funcionarios que disponibiliza descontos em redes de farmacias e supermercados, descontando seus gastos direto da folha de pagamento. É possivel observar que muitos funcionarios comprometem mais do que podem nessa incansavel e incontrolavel necessidade de consumir. Alguns pedem o cancelamento desesperado do cartão, outros prometem a si mesmos que nao irão gastar mais, porém no mês seguinte a conta do cartão está sempre lá a ser descontada direto de seus pagamentos, e o dinheiro fisico ficando cada vez menor.
    Claro que nao é da minha conta controlar oq cada um consume, mas é curioso ver como não sou só eu(sim tbm tenho essa sede consumista) que é uma presa facil para as garras do consumo.
    Achei muito interessante explorar o marketing nao só na sua “beleza e bondade”. Essa lado do marketing é uma vertente perigosa que deve ter uma atenção especial, porém como o mundo anda cada vez mais capitalista, muitas, muitas, muitas e muitas vezes só é dado atenção ao lado do cliente, ao lado de quem vai pagar pelos serviços prestados, e nao é dada a atenção merecida aos consumidores finais, quer dizer, a atenção ate é dada, mas o que pode desencadear consumindo e alimentando cada vez mais essa cadeia, passa como inexistente (na maioria das vezes)
    Não me excluo dessa massa de consumidores freneticos em busca de suprir essa carencia material que reina nos dias hj, sou mestra nisso, e não me orgulho. Mas quem sabe, se houver uma ação contraria que me convença do oposto, essa mania consumista diminua?

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    paulomottadelima Reply:

    Mariana, obrigado pelo comentário!

    Acredito sim que até seja válido sua interferência neste cartão, rs, mas claro que temos que levar em conta a responsabilidade da empresa em que trabalha. O ideal seria que houvesse um orientação diante a esta situação, na verdade acho que não apenas para isso, mas na saúde financeira como um todo do funcionário.
    São poucas as empresas que se preocupam com isso. E essa orientação gera um entendimento e pensamento mais amplo diante a toda esta rede de consumo.
    Em relação ao marketing, também acho importante abordarmos este outro lado, nós (profissionais da área) devemos nos alertar como o próprio vídeo mostra. Claro que não temos o poder de exterminar o problema, mas se conseguimos fazer as pessoas confiarem e comprarem produtos, devemos vender também esta preocupação com a sociedade.

    Abraços =)

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  2. Se partimos do pressuposto que estamos no meio dessa cadeia de intervenções, vemos que a base para essa realidade estão mais intrínsecas na realidade humana do que podemos entender.

    O que foi apresentado, claro, é de fácil identificação comum… Somos uma parte importante dessa engrenagem. Entretanto, o documentário Zeitgeist aborda o sistema monetário e as formas de consumo impostas pelos grandes monstros da economia.

    Acredito que as grandes mudanças da humanidade estão relacionadas, infelizmente, às grandes catástrofes. Mudar todo um paradigma de consumo, e, ainda, a forma como encaramos essa realidade é mais complicado do que imaginamos. A grande economia está nas mãos dos bancos. Eles detêm o poder de escolha e das formas dos governos atuarem.

    A forma de mudar essa perspectiva negativa é a informação. Entretanto, não é interessante para esse “povo” que o público em geral (que na verdade são consumidores) saiba de tudo o que circunda esse meio. O governo, principalmente nos países subdesenvolvidos, possuem um problema sério econômico, o que pode impedir as resoluções mais interessantes para a humanidade.

    Porém, como iniciei na resposta, as grandes mudanças estão atreladas as catástrofes. E a natureza está agindo… E vai agir mais… O que, por exemplo, encaramos como uma grande Tsunami, para a natureza é apenas uma marola…. Não podemos duvidar do poder que ela tem, e, nesse momento, estamos fazendo isso!

    Outro ponto que devo destacar é que, como a própria história conta, nenhum império dura para sempre. Roma caiu. E a vida sempre encontra uma forma de subsistência. A soberba humana de achar que está acima do bem e do mal será a premissa da reviravolta natural… E sempre será assim.

    Como jornalista acho que é meu dever compartilhar o máximo de informação que chega nas minhas mãos. Seja com vídeos, textos (como esse) ou ainda com puro e simples pensamentos, devemos disseminar esse tipo de conteúdo para que a realidade humana fuja daquilo para que foi projetada: o fim.

    Afinal, na natureza nada se perde, tudo se transforma!

    Vale a pena conferir esse debate mais profundo entendido pelo documentário que mencionei – http://video.google.com/videoplay?docid=7065205277695921912#docid=-6342839361374922859

    outro vídeo interessante – O bom consumidor – http://www.youtube.com/watch?v=w6tPXEDlG_I

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    paulomottadelima Reply:

    Rodrigo, obrigado pelo comentário!

    Entendo e concordo perfeitamente seu ponto de vista. Também acredito que os bancos “tomam conta” da economia e que dificultam de certa forma a disseminação de conhecimento e informação, vendando os olhos para toda essa cadeia.

    De certa forma, os esforços que profissionais de marketing (e de comunicação em geral) possam ter para mudar um pré conceito da sociedade, ao meu ver, podem acabar sendo em vão. Indo além, poucos os profissionais que realmente tem este poder, são flexíveis a escolha de trabalhos corretos ou não.

    Infelizmente, como você disse, acabamos aprendendo com a natureza. As catástrofes são formas de entendermos que não somos nada e que dinheiro é apenas um papel.

    O nosso “dever” de consumir acima de tudo, como diz o vídeo, é fruto de sentimentos ruins que a humanidade planta, que vão além de profissões, cargos e corporações, e isso me entristece muito.

    Abraços, Rodrigo!

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