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O monstro da rotatividade

O monstro da rotatividade

O mercado está recheado de empresas renomadas que oferecem planos de carreira, inúmeros benefícios e até mesmo salários consideráveis e, mesmo com esse tipo de “agrado” a taxa de rotatividade nas empresas continua alta. E digo mais, essa taxa subiu! Segundo dados do Departamento Intersindical de Estatística Socioeconômicos (Dieese) em 2007 a rotatividade era representada por 34,3%, já em 2011 a porcentagem foi para 36%.

Com essa grande movimentação de colaboradores pelas organizações, muitas estão oferecendo benefícios além do estipulado por lei para reter seus talentos. E mesmo assim, o resultado não é o esperado.

Não está na hora de se perguntar, se o salário é de fato, o principal fator que faz o funcionário permanecer por um longo período em uma única organização?

Por incrível que pareça, as reclamações de salário não aparecem entre os primeiros lugares dos principais motivos que levam os funcionários a deixarem suas companhias. Problemas de comunicação, falta de ferramentas e recursos para executar o trabalho, falta de investimento em capacitação e falta de um plano de carreira a ser seguido, ocupam as primeiras colocações no ranking da rotatividade crescente.

A maioria das pessoas (assim como eu, acredito e espero que você também) buscam uma combinação de valorização, reconhecimento e recompensas agregadas à realização pessoal e novos desafios. Pessoas que não são estimuladas, e que vivem a mesmice todos os dias, meses e anos, são facilmente desmotivadas e tornam-se um alvo certo para a concorrência. É fácil encontrar exemplos de funcionários que batem na porta da concorrente por falta de perspectiva de crescimento na atual companhia.

rotatividade

Perder um bom funcionário não é simplesmente deixar escapar mais um ou trabalhar um pouco mais na questão burocrática de rescisões e pagamentos. Implica em mudar por completo o clima na equipe e no tempo a mais que será usado para capacitar o novo colaborador, sem contar no prejuízo financeiro que essa substituição pode gerar. Para termos uma ideia, repor uma posição pode custar de 30% a 250% do salário anual da pessoa que saiu da companhia. Esses números, por si só, já servem como prova de como a grande rotatividade pode afetar os negócios, não é?

Para bater de frente com o quesito “alta rotatividade” as empresas devem ficar atentas não somente a questões salariais, mas também as necessidades do funcionário como pessoa e mente pensante, não como máquina. O colaborador deve sentir-se útil, valorizado e reconhecido. Deve sentir que tem poder de decisão, que faz a diferença e, principalmente que não foi enganado na hora da entrevista de contratação, que passados os primeiros 90 minutos perceba que era bem esse produto que lhe venderam.

Apoiar os colaboradores, dar-lhes maior autonomia nas tomadas de decisões, reduzir a burocracia, gerar um ambiente de trabalho favorável, trabalhar com uma equipe motivada e engajada nos projetos da empresa, e todos aqueles exemplos que foram citados no post de Endomarketing podem aumentar consideravelmente a taxa de retenção de talentos das empresas. Agora, faça uma análise para ver o que vale mais:  ter dor de cabeça e prejuízo no bolso com o entra e sai de funcionários ou prestar um pouco de atenção nas necessidades daqueles que podem ser a chave principal para o crescimento da companhia?


 

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Mariana Melissa

Graduada em Marketing e Gestão de Recursos Humanos, é apaixonada pela arte da escrita e pelas relações pessoais. Já trabalhou com comunicação interna, redação e marketing. Atualmente é Gerente de Projetos na agência Target Mais e está a frente dos projetos internos do Ideia de Marketing atuando como gestora de pessoas e conteúdo. marianamelissa.s@gmail.com

5 comentários sobre “O monstro da rotatividade

  1. Parabéns pelo texto! A rotatividade é um problema ainda comum no quadro de funcionários das empresas, algo que pode ser evitado com a valorização verdadeira que a empresa pode oferecer.

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  2. Obrigada gente! As vezes as empresas se preocupam em resolver os problemas mirabolantes e não enxergam que os grandes problemas podem ser divididos em pequenas partes, e assim é muito mais facil de resolver, começando por olhar e cuidar de quem cuida dos seus negocios, seus colaboradores.

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  3. Isso, isso, isso! Zás! O grande problema, minha cara e grande(!!) amiga Marimel, é que, seguindo o mesmo ritmo da escolha de curso pro vestibular, hoje temos muitas escolhas de áreas, cargos, empresas, e blábláblá! Assim, temos uma liberdade enorme de escolher cargos e ‘rodar’ mercado afora. Diferente da geração passada, onde era-se contador, médico, advogado ou engenheiro, hoje temos centenas de dezenas de profissões. Todas ‘ali’, acessíveis a quem quer que seja (sem generalizar, claro!). Portanto, acredito que a maior parte da alta rotatividade de funcionários não se deve as empresas, e sim aos colaboradores/funcionários/empregados/chameselácomoquiser, justamente por terem um leque enorme de opções. Na minha (humilde?) opinião, hoje em dia só não trabalha quem não quer, porque são vagas e mais vagas a serem preenchidas, esperando, como já diria Max Gehringer “pela pessoa ideal pro cargo”, o que acarreta em cargo ideal pra pessoa. É isso aí, rock n’ roll!

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  4. Concordo com seu ponto de vista meu caro amigo, porém acredito que com toda essa diversidade de cargos a disposição do funcionário/empregado/colaborador/associados/chamemdoquequiser é que as empresas deveriam se atentar mais para que a concorrência não fale mais alto. Hoje mesmo conversando com a moça que trabalha na mesa ao lado, ela disse que já trocou um emprego que ganhava muito mais que o atual porque não tinha paz, e passava mal todo domingo antes de trabalhar devido o estresse que seu antigo emprego lhe agregava. Hoje ela ganha menos, mas está muito satisfeita com seu local de trabalho. Se o empregador souber cultivar, motivar e valorizar seus talentos, acredito eu, na minha humilde opinião, que não há concorrência que fale mais alto.
    Rock ‘n’ roll!!!

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