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#QueSeExploda a concorrência – Pode?

 

Na semana passada a Renault, para divulgar seu lançamento Fluence, realizou uma promoção um tanto ousada: os participantes deveriam postar tweets dizendo por que seu carro merecia ser explodido, seguido da hashtag #QueSeExploda. O Tweet mais criativo ganhava o premio. O premio? O direito de EXPLODIR (isso mesmo, explodir) um carro da concorrência em Interlagos, com direito a transmissão ao vivo pelo Youtube.

O detalhe é que o criador da campanha, digamos, saiu pela tangente de uma polêmica ao escolher como mártir o modelo Espero da montadora coreana Daewoo, que não participa mais do mercado brasileiro. O coitado do carro foi ao ar (e aos ares) na última quinta-feira.

Afinal, é correta uma campanha promocional de divulgação nesse nível? Eu digo que tanto não é correta, como é ilegal e abusiva. Ilegal por enquadrar-se no conceito de publicidade abusiva do Código de Defesa do Consumido,por ser discriminatória, incitar a violência ou ainda capaz de induzir o consumidor a se comportar de forma prejudicial ou perigosa à sua saúde ou segurança.

Essa campanha da Renault repercutiu mal, pois é uma atitude, além de tudo, muito agressiva por “explodir” a concorrência para promover seu produto. É uma atitude desleal e anticoncorrencial.

As montadoras tem se mostrado bem agressivas, principalmente as que pretendem entrar com no mercado, como Nissan (que a pouco tempo fez uma campanha atacando diretamente a Ford) e a Hyundai (que SEMPRE faz comparações de seus modelos com os da concorrência, sem mostrar as fontes e parâmetros de pesquisa).

O CONAR (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária, que apesar de não ter força judicial, é bem respeitado no meio publicitário) também tem acatado as denúncias e atuado fortemente contra campanhas desse tipo, como por exemplo, suspendendo algumas das campanhas das montadoras acima mencionadas.

Saiba que CONAR recebe denúncias dos próprios consumidores que se sentirem lesados por alguma publicidade abusiva ou enganosa, então, exerça seu direito de consumidor sempre que achar necessário. Em casos mais graves, pode-se recorrer também ao Ministério Público da sua cidade (isso tanto pra publicidade como para qualquer problema com condutas abusivas contra consumidor) #FikDik.


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Flavia Guimaraes

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