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Que rei sou eu?

Que rei sou eu?

Atritos entre setores de empresas são tão antigas quanto a própria departamentalização em si. Vemos constantemente departamentos evocando para si o core business da empresa, e colocando-se em um nível superior em relação aos outros. Mas e quando essa busca por importância atinge os meios acadêmicos e começam a surgir livros especializados que “se dão” uma nova teologia e terminologia que coloca suas respectivas áreas em um novo grau de importância em detrimento das outras?

Já havia percebido essa tendência dentro da minha própria área de formação (marketing), semestre a semestre, presenciei professores que iam e viam, tecendo uma reza que colocava o marketing como solução de tudo dentro de uma empresa. Voltando no tempo, achamos aquele velho jargão que nos ensinava que “a propaganda é a alma do negócio!”, o que torna impossível não me lembrar de uma coluna na revista Marketing (Ed. 451) do Diretor-Presidente da ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing) José Roberto Whitaker Penteado, que dizia: Se a propaganda é a alma do negócio, então o marketing é o próprio negócio!

Há algumas semanas participei de um treinamento sobre Design Thinking, baseado no livro de Tim Brown, onde o palestrando proferiu a seguinte indagação: “O que é design?” A pergunta feita como uma retórica foi respondida pelo próprio inquisidor: “É TUDO!” Nessa nova abordagem do design, ele agrupa o pensar, pesquisar e planejar e tira o design de um status artístico para inseri-lo como mais uma ferramenta mercadológica.
Não acredito que exista qualquer departamento, em qualquer empresa, que se sobressaia a outro. Uma empresa é como um ser vivo, o coração ou o cérebro não fazem nada sozinhos, e se existe uma interdependência entre as áreas, logo o que deve existir é um nivelamento dentro da empresa, para que ela possa tornar-se um ótimo ambiente de convívio e um canteiro de ideias.

Se a ideia é fazer com que cada setor se sinta com o maior grau possível de responsabilidade diante da satisfação do cliente, e da prosperidade da empresa, então posso dizer que há um pouco de razão dentro disso, difícil vai ser manter os egos equilibrados com todo mundo se sentindo rei.

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Rodrigo Fukunaru

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