Pensamento ultrapassado já não se comporta mais no mercado do futuro

Do cliente, do chefe, do cônjuge, do colega, do presidente, do tempo, da distância, da cachaça. Nunca da gente mesmo. A culpa dos nossos fracassos é sempre terceirizada, como ferramenta que usamos para “não sofrermos” com algum resultado à frente que não obtivemos.

E esse “não sofrermos” significa uma não-evolução que deveria existir a partir da experiência provocada por um desafio, independente do resultado.

Acontece que o que mais vejo são empresários que botam a culpa no governo, profissionais que transferem seus problemas para seus pares, líderes ou à organização e, enfim, daí vai.

O problema (para esses) é que o mundo mudou. O script do passado já não funciona mais. O jeito antigo de lidar com os desafios e resolver os problemas novos também não vale mais.

Novos desafios precisam de novas soluções, sendo a principal delas, definitivamente, a capacidade de se assumir a responsabilidade do seu próprio caminho. Não adianta mais terceirizar a culpa.

Quando vejo empresários terceirizando a culpa pelos seus fracassos logo penso que somos nós os responsáveis pelo nosso negócio, ainda que os fatores externos tenham relevância e influenciem.

O que me faz acreditar nisso é que as adversidades estão para todos. E, ainda assim, tantos crescem e prosperam, mesmo em épocas das mais difíceis. Ou, um colaborador que se destaca convivendo com os mesmos clientes e processos que outro, que não consegue desenvolver o trabalho e vive culpando terceiros.

Culpa tem a ver com responsabilidade.

Responsabilidade é o atributo que, ressignificado ao meu modo de pensar e agir, centraliza na gente mesmo as causas (ou plantios) para os efeitos (ou colheitas) que permeiam nosso contexto de vida e as quais colocamos as expectativas em formato de meta, objetivo ou sonho.

Não ganha quanto merece? A culpa é sua. Tá insatisfeito no relacionamento? A culpa é sua. Todo cliente é problemático? A culpa é sua. Sim, todos os resultados à sua volta, refletem você.

Somos responsáveis por aquilo que queremos receber de volta e pelo que sentimos.

Quando acreditamos nisso, o céu passa a ser o limite pros resultados que projetamos. Tudo passa por muita transpiração, esforço e dedicação, que se tangibilizam em forma de atitudes.

Ser responsável pelo seu trajeto abre uma visão de chegada infinita e ilimitada. Já parou pra pensar que um dos pontos que diferencia uma pessoa de outra de sucesso é o tanto de esforço que ela coloca além de você? É só reparar. E não vale mentir pra si mesmo.

Por outro lado, vejo muita gente sofrer a toa por conta de temas que não têm poder de influência para resolução. Também está aí uma ótima desculpa para justificar sua animosidade em ir pra frente.

Responsabilidade tem a ver com equilíbrio e com o poder de assumir a difícil missão de controlar a própria jornada. E, como sempre digo, é uma questão de exercício e hábito. Saber que tudo pode depender de você é viciante (exceto, claro, os fatores realmente externos e que impactam nosso caminho em forma de acasos).

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Isaac Zetune

Isaac Ramiris Zetune é jornalista, pós-graduado em marketing político e especializado em branded content. É sócio-diretor da Agência Insane e fundador da plataforma EMPREENDA.SE. (isaac@sejainsane.com.br)