Tenho visto, cada vez mais, as pessoas extraindo poderosos ensinamentos de suas experiências cotidianas para se tornarem líderes melhores. E cabe lembrar que a liderança não está só relacionada com uma equipe, mas também consigo mesmo, dentro do conceito de líder de si. As interações que acontecem no dia a dia têm se mostrado bastante importantes nesse quesito. Quando uma pessoa se dedica na execução de alguma atividade há muito do que ser avaliado e replicado para a liderança. Pra mim, um grande exemplo de uma paixão, uma atividade que está fora dos escritórios e da sala de aula e que pode ensinar muito, são os esportes.

A comparação com esportes pode parecer lógica em um primeiro momento, pois, afinal, estamos falando de um time inteiro, há entendimentos, desentendimentos, conquistas e derrotas. E tudo em conjunto. Sim, sem dúvidas, é uma convivência e trabalho árduo em prol de objetivos em comum e que pode ser replicada na liderança. Contudo, mais do que em atividades coletivas, os esportes individuais trazem insights fundamentais justamente para quem quer praticar a liderança de si mesmo. Vou contar um pouco mais.

Gosto muito de estudar atletas que se destacaram de alguma maneira e que tenham uma filosofia por trás do que fazem. Anteriormente, contei como Michael Jordan pode se tornar um ótimo exemplo para nos tornarmos mais confiantes no que estamos executando como líderes e também, justamente, da liderança pelo exemplo. Mas um outro caso, dessa vez retirado de um esporte individual, o do meio-fundista brasileiro Joaquim Cruz, é igualmente capaz de trazer práticas poderosas para aplicar em nossas vidas.

Lendo a história de Joaquim Cruz contada por Katia Rubio, você consegue aprender que a vitória, seja na vida, no esporte ou na profissão, está fundamentada lá atrás, no nascimento da ideia, antes de qualquer ação. O atleta conta que sua preparação começa com um exercício natural para ele, uma visualização de tudo que queria que acontecesse. Ele visualizava desde o impulso inicial durante a prova até ao primeiro lugar no pódio. Ia além, pensava em como seriam as manchetes dos jornais no dia seguinte, exaltando seu resultado. E isso tinha um enorme efeito em sua performance. Será que estamos da mesma forma nos preparando em nossa liderança?

Por que a paixão nos torna líderes melhores?

Entender que a paixão está relacionada com se inspirar e inspirar os demais e que é a base das habilidades é o primeiro passo para desenvolver sua liderança. A paixão está conectada com o ser humano de forma única, em seu individual. Um ponto englobado pela liderança, que significa mais do que o trabalho em equipe. Por isso, a paixão pode ser uma forma de estimular a criatividade e passar a encontrar soluções em lugares considerados pouco comuns e que, principalmente, tragam satisfação pessoal. Analisar quem se é por meio de uma atividade, como os esportes, permite compreender a si mesmo e como se é visto e, com isso, utilizar o seu conhecimento para causar um impacto positivo no mundo.

E como se tornar um líder melhor?

Um líder de si mesmo busca um equilíbrio entre emoções, lógica e inteligência emocional. São os pilares que constroem o caminho de onde se está para até onde se deseja estar. Aqui entra o propósito, saber o que quer e desenvolver suas capacidades para chegar lá. Para tanto, a verdade é que adquirir conhecimento pode ser realizado de diversas maneiras, desde observando um ídolo no esporte até analisando o enredo de um filme. O que deve ser ressaltado é o que se faz com toda essa informação.

Mais do que vivenciar a paixão, entendê-la. Mais do que entendê-la, aplicá-la. Fique atento e observe como suas paixões podem trazer ensinamentos para sua liderança. Preparado?

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Janine Costa

Especialista em Inbound Marketing, Planejamento Estratégico de Comunicação e Marketing Digital. Formada em Comunicação, pós-graduada em Marketing para Mídias Sociais e com experiência em agências e clientes de vários portes e segmentos. Também realiza Palestras e Workshops com foco em Inbound Marketing e Produção de Conteúdo Criativo.