Para aprender, o cérebro precisa se emocionar. Essa frase não é  minha, mas é bastante pertinente para os dois assuntos que quero abordar. O primeiro é o nosso papel de liderança, que fundamentalmente está pautado na capacidade de ensinar, e o segundo é sobre o nosso comportamento enquanto aprendiz e líder.

Antes de correr o risco de ser julgada por plágio, eu como educadora, já trago a referência da frase que inspirou o presente texto, ela é do profissional especialista em neuro educação Francisco Mora.

Apesar das propostas inciais serem diferentes, a frase foi bem aceita e serviu tanto para uma reflexão coletiva como  para muitos insights que tive após os momentos de conversa com as pessoas que estavam presentes em minhas palestras, para de alguma forma serem emocionadas pelo que eu trazia com o intuito de ensinar. Lembrando que falei primeiro para professores e depois para alunos, essa ressalva faz-se importante, pois as abordagens precisam ser bastantes específicas considerando essa variação dos ouvintes, mas que sempre faço questão de os transformar em participantes das palestras que ministro.

E depois desta introdução um pouco longa de três parágrafos, trago um questionamento: Como você tem liderado sua vida e as pessoas que dependem da sua postura de liderança?

Liderar para mim tem duas funções fundamentais e intrínsecas: inspirar e ensinar. E para aprender concordo com a máxima de Mora, precisamos emocionar o nosso cérebro. Diante dessa afirmação, sigo com o pensamento que, embora muitos não estejam diretamente ostentando um cargo de liderança, em seu cotidiano todos de alguma forma somos lideres. Precisamos perceber isso para que tenhamos uma postura mais condicionada ao bem comum.

No momento que nos eximimos de uma liderança é como se acreditássemos que nossas ações não irão afetar o todo, e nessa hora estamos enganados, correndo o risco de criar aqui uma narrativa pautada na minha experiência e que pode denotar, portanto, uma mera projeção. Confesso que já fugi de cargos de liderança por acreditar que assim teria mais liberdade de ação.

Mas a vida me ensinou, estamos liderando o tempo todo e perceber isso é importante para que preservemos nosso poder de inspirar pessoas e lapidar todos os dias nosso papel de ensinar. Conseguir repassar algo para outra pessoa sem nossos vícios é algo incrível e nos ajuda a construir sociedades mais preparadas para lidar com situações adversas.

Lideramos quando sugerimos uma pauta numa reunião, lideramos quando assumimos a fala e quando estamos dispostos a questionar algo. E assim, reforço: todos lideramos. Isso não é escolha, mas sim condição humana. Até quem escolhe não fazer coisa alguma em tempo algum lidera e inspira outras pessoas a fazerem o mesmo.

Seja o líder que inspira e não o que causa medo, escolha ser o líder que soluciona e não o que enxerga mais problemas na realidade alheia. Que possamos escolher ser o líder que está disposto a ensinar, mas que reconhece o limite entre exercer a capacidade técnica de execução responsável por nos tornar líderes em capacidade de condução de uma realização conjunta. Que consigamos nos regozijar com o feito coletivo ao invés de como líderes buscarmos incessantemente o reconhecimento individual.

Conseguir se perder nesse contexto competitivo do mercado de trabalho para se encontrar em ações de valor para as pessoas é ao meu ver a grande chave para o sucesso profissional que todos almejamos, mas que temos dificuldade em explicar!

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Tercia Duarte

Graduada em Hotelaria, especialista em Marketing e em Letramento Informacional é Professora Universitária nos Cursos de Publicidade, Administração, Hotelaria &Turismo. Possui um Blog de publicação semanal da Revista Ludovica sobre comportamento na era digital. Mãe do Fernando desde 2009.

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