Se houvesse um grupo de super-heróis dentro das empresas, um dos principais poderes seria a autoconsciência. Em “Emotional Intelligence 2.0”, o Dr. Travis Bradberry explica que a autoconsciência é um componente fundamental na construção da inteligência emocional. Para o autor, a inteligência emocional pode ser definida como uma capacidade que permite reconhecer e compreender emoções nos outros e em si mesmo. Além disso, engloba o potencial da pessoa utilizar essa consciência para gerenciar os seus relacionamentos e comportamento. Ou, de acordo com a Dra. Tasha Eurich, trata-se de saber quem somos e como somos vistos.

 

Em outra ocasião, a Dra. Tasha Eurich apresentou alguns dos porquês que tornaram a autoconsciência um superpoder. Há estudos, por exemplo, que relacionam o quanto as pessoas se vêem mais claramente com o aumento da confiança e da criatividade. Também são tomadas decisões mais sólidas, a comunicação é feita de maneira mais eficaz e criados relacionamentos mais fortes. Olhar para si com maior consciência faz com que as pessoas sejam menos propensas a mentir, enganar e roubar. Para completar a profusão de pontos positivos, ganhamos líderes mais eficazes, colaboradores mais satisfeitos e empresas mais lucrativas.

A própria especialista conduziu uma pesquisa para encontrar o que seriam os “unicórnios da autoconsciência”. E eles encontraram. Mas conseguiram encontrar muito mais do que pessoas autoconscientes, pois tiveram contato com outra espécie: os que acreditam que são autoconscientes, mas não são. E, o mais assustador, é que são muitos. Então, conseguimos separar em os que são e os que pensam que são. Durante o estudo, 95% das pessoas afirmaram ser autoconscientes, mas o número real está mais perto de 10 a 15%. O que significa que cerca de 80% está mentindo para si mesmo.  

Os que são autoconscientes vs. os que pensam que são

Se a visualização de si e de como os outros o vêem é a autoconsciência, o caminho para se chegar nela é por meio da introspecção. Bom, esqueça isso. Apesar de ser uma das maiores crenças sobre autoconsciência, a realidade é que pensar em si mesmo não está relacionado com conhecer a si mesmo. O que os estudos analisados por Eurich trazem é que por mais que você tente escavar os próprios pensamentos, sentimentos e motivos inconscientes, é uma tarefa impossível. Quando isso acontece, o mais comum é que se acabe inventando respostas que parecem verdadeiras, mas que diversas vezes são muito erradas.

Assim como falamos sobre a “autoconversa” antes, a questão não é parar de perguntar, mas avaliar quais perguntas estão sendo feitas e a validade das respostas. É natural, em um primeiro momento, acreditar no que processamos como sendo conclusões lógicas. Mas não é bem assim. Uma das dicas para estimular a autoconsciência é parar de perguntar “por quê?”. A ideia é substituir por “o quê?”. Para visualizar, pense em José, um profissional veterano da indústria do entretenimento, mas que odiava seu emprego. Em vez de perguntar “por que eu me sinto tão mal?”, ele questionou “quais são as situações que me fazem sentir mal e o que elas têm em comum?”. No final, percebeu que era preciso seguir uma nova carreira.

A autoconsciência é atingível, devemos procurar sempre pelo entendimento de nós e de como nos encaixamos no mundo, tendo o cuidado, apenas, de não cair em falsas crenças.  

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Janine Costa

Especialista em Inbound Marketing, Planejamento Estratégico de Comunicação e Marketing Digital. Formada em Comunicação, pós-graduada em Marketing para Mídias Sociais e com experiência em agências e clientes de vários portes e segmentos. Também realiza Palestras e Workshops com foco em Inbound Marketing e Produção de Conteúdo Criativo.

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