A faculdade de jornalismo foi muito boa para meu desenvolvimento profissional. Lembro como se fosse ontem, em uma das primeiras aulas de introdução, o professor Flavio Falciano dizendo que nós, futuros jornalistas, deveríamos desenvolver a capacidade de perguntar, duvidar e questionar até ser chamado de chato.
E acho que trouxe essa informação comigo a ferro e fogo. (Pelo menos é o que minha família e amigos próximos dizem…rs).
Lembranças e brincadeiras a parte, quero dizer que a habilidade do questionamento é um dos atributos mais importantes para minha atuação, à frente de consultoria de estratégia e comunicação e tendo o papel de ser um agente mobilizador de estruturas hierárquicas corporativas estratégicas, visando a evolução do negócio por meio do marketing, do branding e da comunicação.

No meu caso, a “chatice” do questionamento é aplicada como ferramenta para conexão, orientação e execução.

“A certeza trava. O questionamento provoca o movimento”.

Faz sentido, não?
Isso significa aprofundamento. A curiosidade, característica que precede o questionamento, no meu caso, precisa ser aguçada para provocar o interesse intenso e profundo das informações que colho. Hoje, não mais no jornalismo, mas sim aplicando e desenvolvendo conhecimentos de marketing, branding e comunicação para ajudar empresas, preciso me utilizar dessa ferramenta para estabelecer a conexão ideal junto dos meus clientes, para que eu dê a orientação correta. Dessa forma me capacito a atuar.

O questionamento serve para checar, validar, confirmar, prevenir, conduzir e orientar, além de aprofundar e levar ao detalhe. É um exercício inerente a maior parte das profissões consultivas ou que envolvem serviços. Ao questionar os porquês das coisas, é possível se conectar com a essência mais central dos motivos de algo, como sugere  Mario Sergio Cortella em “Por que fazemos o que fazemos?”.
Mas, não é chato? É.

Claro, bom senso sempre, como em tudo na vida. Não falamos aqui daquele questionamento que você pode olhar, verificar, ver. No meu caso (e que convido todos a praticarem), e de tantos outros profissionais que atuam com estratégia e comunicação – informação, temos que ter equilíbrio e visão estratégica para utilizar a habilidade do questionamento de forma saudável, o que significa transformá-lo em algo eficiente, que realmente tenha um motivo/motivação.

Quem?
O que?
Como?
Onde?
Quando?
Por que?

Aprendi essas seis “perguntinhas básicas” na faculdade, como ferramenta de organização do lide (primeiro parágrafo das matérias com as informações mais importantes). Mas, é possível utilizar esse caminho para guiar o início do questionamento de algo, claro, dentro do seu próprio contexto. Vai por mim, serve para planejar coisas, entender situações, construir ações e campanhas e até mesmo para ajudar a construir posicionamento de marca.

Questionar é movimentar, é sair da inércia e da aceitação do superficial para conectar com profundidade e ser capaz de construir com eficiência e movimento. Acredite, ficar buscando respostas para tudo pode ser muito menos eficiente do que fazer as perguntas que ninguém fez.

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Isaac Zetune

Isaac Ramiris Zetune é jornalista, pós-graduado em marketing político e especializado em branded content. É sócio-diretor da Agência Insane e fundador da plataforma EMPREENDA.SE. (isaac@sejainsane.com.br)