Sabe, muitos especialistas e estudos têm apontado a substituição dos seres humanos pela máquina. Automação, inteligência artificial, robôs… Vejo, inclusive, muitos trabalhadores se sentindo ameaçados, principalmente aqueles cuja atuação (por ser sistemática e mecânica) está com os dias contados.

O futuro já começou, e essa já é uma realidade.

Ainda bem que somos seres humanos, e o que nos diferencia dos outros seres vivos – inclusive dos “homo sapiens máquinas” é a nossa capacidade de imaginação. Em qualquer posição de trabalho, inclusive desses com os dias contados, as pessoas continuarão tendo seu espaço.

Não todas.

Mas aquelas que entenderem que o melhor ativo da sua atuação é o conhecimento, as habilidades e experiências que adquire e a capacidade de propor soluções criativas aos problemas, desafios, necessidades e oportunidades que podem aparecer.

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Esse caso da foto me comoveu e me inspirou.

A maior parte dos profissionais age no piloto automático, sem a menor perspectiva de pensar fora da caixa – ou, como gostamos de dizer, fora do job description. Essa especialista não entende que seu ofício é apenas diagnosticar e tratar. Provavelmente, para ela, o mais importante é manter seu paciente aliviado e com perspectivas de melhora ou cura, independente da situação.

Profissionais comuns (a maior parte), provavelmente receitariam com letra de médico e falariam para a cidadã analfabeta pedir ajuda de alguém para poder seguir seu tratamento.
Nesse caso, a personagem real que teve seu caso divulgado pelo Twitter da irmã (@lemosgabis) decodificou a receita médica de uma forma que a limitação pessoal não fosse um impeditivo para a sequência do tratamento.

Pensou fora da caixa, com imaginação e criatividade. É o tipo de profissional que, independente de sua circunstância, se daria bem em qualquer lugar, porque foi além. Jamais será substituída pela máquina, que nunca terá a capacidade de desenvolver essa tal da EMPATIA.

Assim como ela, até nas profissões mais ameaçadas, sair do piloto automático significa fortalecer uma atuação perene e que jamais acabará. Afinal, as máquinas e os robôs podem agilizar, servir, acelerar, calcular, escrever e preparar. Mas não terão a capacidade de sentir como se fosse o outro, de se colocar na condição do outro e imaginar além das suas referências pré-programadas.

Palmas para o ser humano e toda sua capacidade emotiva de sentir, ser e imaginar.
Pessoas no centro, sempre.

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Isaac Zetune

Isaac Ramiris Zetune é jornalista, pós-graduado em marketing político e especializado em branded content. É sócio-diretor da Agência Insane e fundador da plataforma EMPREENDA.SE. (isaac@sejainsane.com.br)