A China, hoje, como potência econômica, é o segundo país do mudo, a poucos anos de superar os Estados Unidos.

O que antes era sinônimo de cópia barata, hoje, a economia chinesa representa o que há de mais avançado no mundo em desenvolvimento, tecnologia e inovação, revelando uma nova realidade que exporta para o mundo todo com originalidade e qualidade, e que, nos próximos anos, aumentará sua capacidade de comprar (isso mesmo, importar), de países emergentes, como o Brasil, conforme crescimento nos últimos anos.

Pude viver um pouco dessa voracidade para business no China Day Conference, evento do Start.Se, que trouxe o acesso às informações, empresas e profissionais que vivem esse novo ecossistema de inovação do mundo, fazendo-nos entender esse movimento frenético de quase 1,5 bilhões de habitantes.

Para entender de China, ficou evidente, é necessário conhecer sua cultura, sistema político (Comunismo), mas com mentalidade econômica liberal, costumes e hábitos. Um dos principais é o sistema de trabalho adotado pela população, o 996, referente à jornada cumprida das 9h da manhã até às nove da noite, seis vezes na semana. Isso nos faz compreender a vocação para a produtividade. E não estou julgando se isso é bom ou ruim, ou saudável ou não, mas sim refletindo sobre essa capacidade culturalizada para negócios.

A China está conectada com o desenvolvimento da matriz energética mais avançada do mundo, movida à energia solar. Além de estar se tornando itens obrigatórios em novas e modernas construções residenciais e corporativas locais, o acesso global às inovadoras fitas voltaicas permite até a confecção de mochilas que absorvem energia solar, armazenam em baterias e são usadas para carregar celular e notebook, entre outras diversas aplicações. Está cada vez mais acessível para nós, brasileiros. A empresa Hanergy me impressionou. Vale acompanhá-la.

Apesar de a lei chinesa proibir acesso à Google, Facebook, YouTube, WhatsApp, os habitantes, principalmente das grandes metrópoles, quase que dependem de um único aplicativo – o WeChat – para sobreviverem além da comunicação com pessoas. É por meio dele que chamam o “uber-táxi” local, pedem e pagam por comida, consultam extratos e fazem pagamentos. Sim, um aplicativo num device como relógio ou celular. É a ressignificação da tecnologia como extensão da nossa vida.

Ainda que duas das principais empresas chinesas já sejam acionistas de dois dos unicórnios brasileiros (startups de capital fechado com valor de mercado de U$ 1 bi) – Tencent investiu no Nubank e DiDi no 99 Táxis -, o conglomerado de empresas de todos os segmentos e que derivam dos grandes grupos econômicos, como o AliBaba, por exemplo, a capacidade inovativa para a geração de novos negócios é impressionante.

Acompanhar os movimentos da China é se conectar com um pouco do futuro incerto que o mercado tenta enxergar.

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Isaac Zetune

Isaac Ramiris Zetune é jornalista, pós-graduado em marketing político e especializado em branded content. É sócio-diretor da Agência Insane e fundador da plataforma EMPREENDA.SE. (isaac@sejainsane.com.br)