Para conseguirmos de fato tratar o assunto proposto pelo título desse nosso texto, precisaremos discutir o termo: Growth hacking, que tem como premissa despertar a disposição do leitor em compreender o marketing, vendas e pós-vendas como processo único e integrado.

Portanto, de modo conceitual, marketing, venda e pós-venda são únicos e podemos chamar, por assim dizer, departamento de  crescimento, na prática a situação exige controle emocional, capacidade analítica e disposição para o aprendizado constante.

O termo não é novo, mas apesar de ter sido cunhado há quase 10 anos, ainda é algo obscuro para muitas pessoas. Já adianto o seguinte: apenas descobrir o significado não nos respalda enquanto profissionais para que possamos trabalhar embasados dentro dessa proposta, que é uma realidade nas empresas de tecnológia, as chamadas startups. Todavia, ainda caminha a passos lentos em organizações de outros segmentos.

Lá em 2012, Aaron Ginn definiu um Growth Hacking no TechCrunch como uma “mentalidade de dados, criatividade e curiosidade. Que gera o (Growth) crescimento!

Ocorre que quando as estratégias de marketing são pensadas e realizadas de forma unilateral, o resultado é meio desastroso, é comum percebermos empresas que conseguem a proeza de gerar muitos leads, por exemplo, e não desenvolvem um processo capaz de tratar todos em tempo hábil.

Na sequência, o que vem é uma legião de pessoas que tiveram a experiência com a marca como algo negativo, e como de praxe, carregamos o que não nos agrada. E pior, costumamos propagar essa sensação muito mais do que quando ficamos felizes e satisfeitos.

Quando a tecnologia empregada é muito eficaz, mas todo o resto é deficitário, o que iremos ter é realmente um descompasso entre a expectativa que criamos nas pessoas e o serviço ou produto que conseguir de fato entregar.

E por todo esse contexto supracitado que afirmo, é necessário prestarmos atenção para entender que excesso de opção nessa era digital passa a ser sinônimo de falta e, quando disparo essa frase paradoxal, assumo a responsabilidade de ser didática na minha próxima abordagem.

Logo, unir a tecnologia de ponta com as estratégias de marketing, requer também que consigamos alinhar a comunicação interna, investir em softwares com capacidade de suportar e analisar os dados gerados por campanhas elaboradas no conceito Growth Hacking.

Acredito que você já tenha passado por uma situação em que os profissionais por não compreenderem a visão e a vivência do outro assumam a postura de criticar e, na pior das hipóteses, até sabotar as ações uns dos outros. E isso acontece por diferentes razões, mas vou me ater a apenas três por considerar que são as mais recorrentes.

Primeiro, o ser humano é competitivo e tem vontade sempre de ganhar e mostrar que o seu trabalho é o melhor. Segundo, temos preguiça de aprender algo novo e sair da nossa zona de conforto, então é mais fácil não apoiarmos ideias novas que nos façam gastar mais energia. E terceiro, pois explicar o óbvio é algo complexo, e portanto, a comunicação entre equipes que possuem formação e interesses diferentes num projeto tende a ficar truncada.

Dessa forma, quando assumimos o papel de desenvolvedores de estratégias inovadoras, apoiadas em tecnologia e que oferece riscos, é fundamental direcionarmos nosso foco para os seguintes desafios:

  • Investir no relacionamento adequado de equipes heterogêneas, e assim, priorizar derrubar as barreiras da comunicação dos profissionais de distintas áreas
  • Ter empatia e disposição para alcançar a realidade da rotina do outro
  • Criar ferramentas que possibilitem uma gestão eficaz na realidade atual da segregação e falta de compreensão das habilidades das pessoas envolvidas nos mesmos projetos.

Em suma, quando investir numa equipe de tecnologia para somar com o seu time de comunicação, lembre-se de capacitar as pessoas para lidarem com pessoas e certifique-se que tem estrutura para atender a demanda que irá gerar com estratégias de marketing diferenciadas.

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Tercia Duarte

Graduada em Hotelaria, especialista em Marketing e em Letramento Informacional é Professora Universitária nos Cursos de Publicidade, Administração, Hotelaria &Turismo. Possui um Blog de publicação semanal da Revista Ludovica sobre comportamento na era digital. Mãe do Fernando desde 2009.