Há diversas novas questões bastante interessantes sobre liderança. Também estão surgindo várias metodologias com conceitos revolucionários. E é motivador ver o quanto os líderes estão evoluindo e, consequentemente, obtendo ótimos resultados. Agora, o que acontece se os resultados não forem tão positivos? É algo comum. Você estuda sobre um modelo de liderança, quer aplicá-lo, faz um teste, mas em determinado momento algum movimento ocorre e nem tudo sai como previsto. Será que é o caso de tentar uma abordagem diferenciada? Quem sabe, o primeiro passo seja voltar para o básico.

É preciso explicar que não se trata de abolir uma postura inovadora. Pelo contrário. O “falhar para acertar” deve ser mais do que um mantra, mas uma prática real. E não é o caso de um desastre desproporcional. São apenas pequenos detalhes que acabam escapando ou uma curva no gráfico de resultados. O que “voltar para o básico” quer dizer é: antes de mais nada, verifique se a sua liderança tem uma boa estrutura. Exatamente isso, saber se a fundação está firme e que as metodologias virão somente para acrescentar – mesmo quando erros acontecem.

O olhar para a estrutura é uma ação que nem sempre está entre as prioridades. Se algo não sai como deveria, é natural procurar por novas soluções. É aqui que deve entrar o argumento: “preciso voltar o básico”. Se é uma análise tão importante, como saber se tudo está no lugar certo? Bom, não é por ser a base que será algo fácil. Aliás, justamente a palavra “base” significa que ali está o alicerce que fará suas ações funcionarem. Para aprofundar um pouco mais no assunto, trouxe aprendizados de grandes líderes.

Os 5 apoios de um excelente “básico”

Em uma da edições do evento Inbound, que ocorre em Boston, Andrew Dymski, co-fundador de uma plataforma de gerenciamento e proprietário de um agência de marketing, trouxe uma reflexão que você já deve ter ouvido antes: “se quer crescer, é fundamental olhar para a jornada de quem veio antes”. Na ocasião, Dymski falava sobre o que mais de 70 entrevistados, CEOs de agências de inbound marketing, apontaram para ele como sendo o caminho para o sucesso. É uma boa forma de pensar no básico.

Enquanto realizava as entrevistas, o especialista percebeu que havia cinco grandes tendências. E são ensinamentos que vão tão na essência de uma boa liderança que podem ser aplicados em diferentes contextos, mesmo que a ideia inicial tenha sido entender como era possível melhorar um agência de comunicação. Por terem focado no básico, os grandes líderes estavam tratando muito mais do que inbound marketing, mas sobre a arte de liderar. Por isso, vou replicar aqui quais foram os 5 itens que poderão servir como apoio de um excelente básico.

1. Comece com o fim em mente

É preciso saber para onde se está indo como líder. E isso precisa ser traduzido em ações claras. Mais do que isso, é preciso ir além dos processos e liderar pelo exemplo.

2. Documentação de processos é a chave

Documente tudo o que criar. Saiba como extrair os melhores processos e documentá-los de uma forma que seja replicável. Tudo que precisa, ou que vale, ser repetido deve ser colocado em um modelo. Ainda sobre processos, procure quebrá-los em pequenas peças e estabelecer os “processos de prevenção” para solucionar problemas.

Dentre os documentos importantes estão aqueles que tratam sobre os objetivos principais do seu trabalho como líder: quais a principais fases que os clientes têm que passar (ou, ainda, o que diz respeito ao que a equipe deve entregar)? Quais são as milestones de cada fase? Quais são as tarefas necessários que o time deve fazer para completar cada milestone? Quais os passos para finalizar cada atividade?

3. Trate a si mesmo como seu melhor cliente

Você deve ser seu melhor cliente. Por esse motivo, teste técnicas ou táticas em si mesmo primeiro, antes de replicar externamente. Ou, faça isso com seu time, antes de propor uma mudança para toda a empresa. E, principalmente, seja o seu melhor estudo de caso.

4. O cliente nem sempre está certo

Saber que o cliente nem sempre está certo está ligado com acreditar no potencial da sua equipe. É ter uma visão de que seus liderados devem trabalhar com empresas ou pessoas que estão abertas para estarem erradas. Um membro do time deve ser o mais importante em relação a todo o restante.

5. Uma cultura não ocorre por acidente

Nunca é cedo demais ou se é muito pequeno para começar a pensar e elaborar um culture code. Entre as premissas fundamentais da criação de uma cultura está: trate seu time como você gostaria que eles tratassem os outros. Processos, novamente, são fundamentais dentro da cultura, tanto para atrair talentos quanto para demitir.

Construir ou realinhar o básico inclui mais elementos do que os cinco acima, pois se trata do que irá sustentar todas as suas novas ideias. Porém, refletir sobre eles é um ótimo começo. Qual a sua opinião sobre o que uma base deve ter para garantir o equilíbrio da liderança?

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Janine Costa

Especialista em Inbound Marketing, Planejamento Estratégico de Comunicação e Marketing Digital. Formada em Comunicação, pós-graduada em Marketing para Mídias Sociais e com experiência em agências e clientes de vários portes e segmentos. Também realiza Palestras e Workshops com foco em Inbound Marketing e Produção de Conteúdo Criativo.