Na tradução literal, Topic Clusters significa “grupo de tópicos” e isso nada mais é do que o famoso SEO no qual tanto falamos, e está amadurecendo e se adaptando. Mas não é nenhum bicho de sete cabeças, quer ver?

Quando penso na realidade do marketing digital, da produção de conteúdo e de todos os esforços necessários para ser alguém de destaque nesse meio, penso na biologia e nessa frase aqui: “As espécies que sobrevivem não são as espécies mais fortes, nem as mais inteligentes, e sim aquelas que se adaptam melhor às mudanças”.

Embora ela seja atribuída como uma citação de Charles Darwin — Não, não foi ele que falou isso — e também seja palco para muitas interpretações no ramo da ciência, trago essa frase para a realidade do marketing.

Os motores de busca, principalmente o Google, estão em constantes mudanças e, quando algum algoritmo sofre mudanças, lá estamos nós, profissionais da área refazendo estratégias e contas com uma urgência quase que de vida ou morte. E, no fundo, faz todo sentido mesmo.

A mudança da vez leva o nosso olhar para a estruturação do conteúdo relacionado. Imagine um guarda-chuva e debaixo dele um leque de pessoas relacionadas. A ideia é sumariamente essa.

ESTRATÉGIA 

A função básica de um SEO é levar ao usuário a informação que ele procura da maneira mais acertada possível, e isso inclui aspectos como: qualidade da informação, autoridade, relevância – e agora – a organização do conteúdo.

Quando surgiram as primeiras noções de SEO houve uma ficção pelas famosas palavras-chave, mas não ficou por aí.
Em 2013, o algoritmo Hummingbird mudou a forma como o Google enxergava a pesquisa, avaliando não somente as palavras, mas as frases da pesquisa.

Já em 2015, o Sr. Google atualizou o algoritmo RankBrain, que nada mais é que o sistema de AI e machine learning, fazendo com que a partir daqui, os resultados fossem retornados de acordo com o histórico de pesquisa, palavras-chave e frases.

No ano de 2017, o algoritmo Fred foi o responsável por exigir dos profissionais periodicidade, conteúdo relevante e, jamais, em tempo algum, nenhuma cópia.

E agora, com o perdão da palavra, tomem lá meus amigos, mais uma mudança.

PILLAR PAGE

A pillar page é uma página que possui a chave principal do conteúdo. Imagina que temos um blog de turismo e o assunto é “Viajar por Portugal”. Dentro deste tópico tenho espaço para desdobrar meu conteúdo em diversos sub tópicos relacionados ao tema principal. Como, por exemplo:

Como me deslocar
Onde me hospedar
Seguros de viagem e saúde
Mulheres viajando sozinhas em Portugal
Metrô e trens em Portugal
Custo de uma viagem
Viajar por Portugal em zonas
Ilhas Portuguesas

A partir desse conteúdo principal, uma página deverá ser levada a outra de maneira automática, ou seja, navegarem de maneira complementar através de hiperlinks que a ligam a página pilar.

A página pilar leva o usuário a aprofundar nos temas relacionados em sub tópicos e os mesmo sub tópicos retornam sempre para a página pilar, criando assim, autoridade e relevância para os motores de busca.

Mas nem todos os sub tópicos vão necessariamente e obrigatoriamente se ligar a pillar page, e não sofra por isso! Repense na estratégia considerando o conteúdo que sua empresa quer oferecer e não apenas a palavra-chave principal da pillar page. E lembre-se, qualidade é melhor que quantidade (Sou apologista dessa ideia).

Para definir sua pillar page, a Hubspot deu uma dica valiosa em um dos seus textos sobre Grupo de tópicos: “Ao considerar se algo deve ser chamado de página de pilar ou não, pergunte a si mesmo: essa página responderia a todas as perguntas que o leitor que pesquisou a palavra-chave X tinha? É amplo o suficiente para ser um guarda-chuva para 20 a 30 postagens?”. Fica aqui a dica!

SUBTÓPICOS

Quanto aos sub tópicos não tem muito mais segredos se você já tem o hábito de produzir conteúdos pensando no SEO de forma geral.

Para que você tenha resultados positivos com essa mudança fique atento às seguintes questões:

Humanize seu SEO: Não pense nos motores de busca apenas como uma máquina. “Eles” estão cada vez mais inteligentes — e isso me assusta, confesso.

Mire certo na dúvida do usuário: Cerque o conteúdo de forma abrange de tal forma que o usuário só vai querer você depois de uma visita. E o Google adora isso!

Conteúdo de qualidade, relevante, de confiança, que cruze bons hiperlinks que ofereça boas soluções para os problemas e dramas do usuário.

Experiência do usuário é importantíssimo. Invista nesse aspecto com atenção!

Para ficar bem fácil de entender compare as duas imagens e veja a antiga e a nova estrutura do conteúdo:

New structure topic clusters Old structure topic clusters

Fonte: Matt Barby

E o que tem a Hubspot a ver com isso? Tudo.

Ela foi a criadora oficial, por assim dizer, da forma de organização em Topic Cluster e Pillar Page — Inclusive aqui está o curso que eles oferecem para ensinar como criar e aprimorar essa estratégia.

E criou também uma ferramenta (paga, óbvio) para facilitar a estruturação dentro desse conceito. Vale pesquisar por “Content strategy” na Hub!

Fica aqui então, esse vídeo para fechar com chave de ouro e aproveita para lembrar seus conceitos de SEO.

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Sabrina Kelly

Mineira de Belo Horizonte, publicitária em formação, apaixonada por viagens e fotografia. É técnica em Sistemas da Informação pelo Colégio e Faculdade Cotemig e fez um intercâmbio em Jornalismo na Universidade de Coimbra, Portugal. Escreve para a Obvious Maganize, produz conteúdo para e-commerce e é criadora da Loja Virtual Feitio.