Por que é preciso aprender a solucionar problemas? Em algum momento iremos precisar enfrentar situações que fogem do nosso controle por um breve (ou longo) instante. São ocasiões em que é imprescindível analisar e criar uma nova perspectiva sobre o que está acontecendo. Ou seja, vencer as “dores” que aparecem pelo caminho. E, bom, normalmente os nossos caminhos estão repletos delas. O que não é necessariamente algo ruim. Aqui, já começamos a aplicar uma abordagem diferente.

Problemas acontecem o tempo inteiro e sabemos bem disso. Em um planejamento de inbound marketing, no qual o “cliente ideal” será transformado em uma “persona”, um dos pontos mais importante a ser descoberto é quais são as dores que aquela pessoa tem e que fará chegar até a solução ou produto que você, ou uma empresa, está oferecendo. Há bastante lições que podemos aprender com isso para solucionar desafios das mais diversas ordens, desde liderança de equipes até pessoais.

Como profissional de inbound marketing, realizei planejamentos de diferentes segmentos. Era preciso entender a situação da persona para começar o processo da jornada que, naquele caso, iria conduzir do aprendizado (da pessoa com sua dor) até o primeiro contato com uma solução efetiva para algo que, talvez, nem ela soubesse que precisava.

Acredite, é possível aplicar uma lógica semelhante para se tornar um solucionador de problemas, sejam quais forem.

Como o inbound marketing pode criar solucionadores

No livro “Curso básico para resolver problemas e tomar boas decisões”, Ken Watanabe, CEO da Delta Studio, define uma resolução de problemas em quatro partes: entender a situação presente, identificar o motivador do problema, desenvolver um plano de ação e executar as ações até que se tenha superado o desafio, fazendo quaisquer modificações que se façam necessárias. No inbound marketing, existe algo muito parecido:

  1. Procurar entender qual o contexto daquela persona que possui um desafio: como é sua rotina diária, quais características são necessárias para atuar naquela área, qual modelo de gestão está inserida, etc.
  1. Entender o que está por trás da dor: como profissionais de marketing, costumamos pensar no produto. Porém, como solucionadores de problemas, precisamos descobrir qual a raiz da dor. Nem todos possuem um grau profundo de conhecimento para ir ao encontro da solução no momento inicial e, por isso, dificilmente irão atrás de um “software de gestão para área X”. Em geral, o motivador está um passo atrás: na retenção de talentos, no aumento da produtividade, no controle de indicadores de desempenho, entre outros.
  1. Criar premissas e desenvolver uma jornada: sabendo o motivador, o inbound marketing se propõe a criar uma jornada que irá atacar primeiramente o mais básico, para somente depois evoluir até uma solução.
  1. Colocar em prática o planejamento: com o mapeamento realizado, começa-se a colocar as ações em prática, unindo diferentes frentes: desde conteúdos de atração até ações estratégicas para aumento de performance. O plano é seguido, mas nada impede que seja aperfeiçoado durante o percurso. Na verdade, o ideal é que exista uma evolução natural e, consequentemente, novas ações.

Como isso funciona prática? Pode parecer óbvio, mas é fundamental entender que há um desafio. Ele existe e precisa ser resolvido. Depois, analisar como é possível seguir em frente e, finalmente, partir para a ação. Para isso, você pode começar com três perguntas:

  1. Qual é o meu verdadeiro desafio?
  2. O que está sendo feito atualmente para superá-lo?
  3. Qual a razão para solucioná-lo

Isso fará sua atitude recuar para uma reflexão mais intensa: descobrir, entender e questionar. A partir de então, combina-se o planejamento com a prática. Pois, como diz Watanabe, é preciso o pensamento aliado com ação, ter ou fazer apenas um deles nos levará para lugar nenhum.

Quebrando os desafios em vários pedacinhos

Voltando para a criação de personas, algumas vezes, para um mesmo produto, há mais de uma pessoa envolvida no processo de compras. Podem ser duas áreas de uma empresa, uma que é influenciadora e outro que é decisora. Ou mais de uma infinidade de possibilidades que devem ser estudadas particularmente. O que pode ocorrer é encontrar uma dor igual em uma olhada rápida: um coordenador pode ter um problema semelhante ao de um gerente. Mas, neste caso, o que difere é que para cada um existe uma forma de encontrar a solução.

Fazer uma melhor gestão do tempo pode ser um desafio para diferentes profissionais. O que deve ser feito? É possível trabalhar com metodologias de organização, inserir o uso de listas, mudar o horário de trabalho para uma hora que seja mais produtiva. Colocando a perspectiva mais para perto, todos têm seus próprios motivos para ter dificuldade com a gestão de tempo. Por isso, uma forma bastante eficaz é continuar tornando a pesquisa mais específica, quebrando o problema em etapas que possam ser melhores controladas.

Fluxogramas: grandes amigos dos solucionadores

Para fazer essa decomposição, podemos partir da lógica de programação. Não se trata de nada extremamente técnico, mas de um fluxograma que irá separar etapa por etapa. Dessa maneira, você poderá reunir uma série de ideias. A utilização do fluxograma pode começar com uma pergunta: como melhorar a gestão do tempo? Disso, poderá ser feita a adoção de um metodologia de organização ou uma troca horário. Se escolher a metodologia, caberá listar quais delas seriam viáveis. Se for por outro lado, irá se deparar com um estudo pessoal sobre sua própria rotina, grau de concentração e foco em determinado período do dia.

Outro exemplo é lidar com o baixo engajamento da equipe em atividades de integração. A pergunta inicial pode ser: todos estão informados sobre o que está acontecendo? Se a resposta for não, a solução pode estar na comunicação. Caso for sim, pergunte-se se as pessoas já participaram alguma vez. Isso levará para “sim”s e “não”s que irão seguir uma lógica de: a pessoa sabia e não compareceu ou sabia, compareceu e desistiu de ir. Para que se possa encontrar o: está informado, compareceu e frequenta assiduamente.

É importante que nas etapas sejam listadas as ações que foram feitas. Na parte da comunicação, algumas das atividades prováveis: envio de e-mails com um mês de antecedência, aviso no elevador da empresa, reforço de e-mails mais próximo da data, conversa presencial com a equipe, conversa individual com cada profissional, etc.

Mantenha sua estratégia ativa

Solucionar problemas parte de estratégias. Sem elas, dificilmente haverá uma ação eficiente. Por isso, ao conhecer a dor é recomendável fazer o percurso de aprendizado. Isso não precisa ser feito de forma solitária. Estabeleça perguntas inusitadas para seu time: como poderei resolver uma questão utilizando apenas o que se encontra na sala? As ideias mais impossíveis podem ser aprimoradas para um plano brilhante. Mantenha o foco e examine as hipóteses, medindo qual o esforço que será despendido em cada uma e qual poderá ser o impacto positivo dela.

Distribuir ideias para depois formar um planejamento e colocá-las em ação. Este é o básico para iniciar o encontro de uma solução. Sempre lembrando que nada é eterno. Uma verdadeiro solucionador estará constantemente buscando o crescimento, mantendo uma estratégia ativa e com mudanças favoráveis.

Tudo pronto para se tornar um grande solucionador?

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Janine Costa

Especialista em Inbound Marketing, Planejamento Estratégico de Comunicação e Marketing Digital. Formada em Comunicação, pós-graduada em Marketing para Mídias Sociais e com experiência em agências e clientes de vários portes e segmentos. Também realiza Palestras e Workshops com foco em Inbound Marketing e Produção de Conteúdo Criativo.