Uma disciplina em falta no universo das empresas e pessoas é a DESAPRENDIZAGEM. Isso mesmo. Não estou louco.

Ao longo do nosso crescimento e evolução, vamos aprendendo – sozinhos, por meio das regras sociais ou da família e comunidade – uma série de “jeitos” de pensar, ser e agir.

Acontece que o mundo muda todos os dias. Os hábitos das pessoas se transformam a cada novidade do mercado. O imediatismo se protagoniza frente ao bombardeio veloz das informações que não nos dão uma trégua. E, nesse emaranhado de conexões invisíveis, fazemos perdurar e amadurecer velhos hábitos que já não funcionam mais. E nós – e as empresas – só tomamos ciência disso quando não há mais gelo pra enxugar. Quando há aquela sensação de desgaste.

É hora de desaprender.

Buscando no dicionário, “desaprendizagem significa abrir espaço em nossas mentes para novas aprendizagens, é eliminar modelos mentais que nos fecham para aprender o novo. É reformular conceitos enraizados que nos impossibilitam de entender o novo. A desaprendizagem permite ao indivíduo reformular seus comportamentos e realizar mudanças. A desaprendizagem organizacional, enquanto metáfora pode ser entendida como um processo que permite a empresa inovar”.

Em minhas palavras, desaprender é disponibilizar a essência do seu comportamento e personalidade a mudanças, ajustes, transformações e evoluções. E isso só acontece quando há o real entendimento dessa necessidade.

Quando se desaprende, é possível que se aprenda novamente, a partir de outros pontos de vista, deixando para trás resultados atrelados aos mesmos comportamentos que não funcionam mais. Isso pode significar inovação, para agir, gerir, cultivar uma cultura ou lançar um produto. Para pessoas ou empresas.

Por exemplo, quando olhamos um prato de comida pronto, e queremos entender os sabores e como podemos reproduzir aquilo, acabamos desconstruindo-o na mente para entender melhor sua concepção. Dessa forma, podemos avaliar separadamente os ingredientes, o tipo de cozimento, temperos e etc. Assim, desconstruir nos faz estar mais preparado para reconstruir.

Dessa forma que funciona na vida e nas empresas. Quando as coisas não andam mais, precisamos rever conceitos e buscar atitudes diferentes para resultados diferentes.

Abrir-se à desaprendizagem e se esforçar para ressignificar valores, entendimentos, ideias e opiniões pode ajudar no seu crescimento pessoal ou empresarial.

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Isaac Zetune

Isaac Ramiris Zetune é jornalista, pós-graduado em marketing político e especializado em branded content. É sócio-diretor da Agência Insane e fundador da plataforma EMPREENDA.SE. (isaac@sejainsane.com.br)