Criar um conteúdo bacana e que seja relevante para quem foi planejado não é uma tarefa tão complicada, mas requer uma certa atenção para que chegue algo realmente de qualidade até o público desejado. Para dar a você aquela mãozinha amiga, separei cinco pontos que considero bastante importante em uma produção de conteúdo. Vamos lá?

1- Conhecimento da audiência

Conhecer para quem se escreve é o primeiro passo. Entender as necessidades da audiência, suas dores e como se comporta em relação ao consumo de informação é fundamental.

Ter métricas que monitorem como o conteúdo que você está produzindo é consumido traz insights importantes, portanto, saber onde buscar esses dados se torna uma missão preciosa. Ficar de olho nos indicadores de suas publicações, sejam elas no seu blog ou nas redes sociais é outro passo importante.

Outras formas de conhecer a sua audiência são os trends topics de redes sociais, por exemplo, ou os seus próprios concorrentes, analisando quais tipos de conteúdo que produzem e que chamam a atenção do público que você pretende atrair.

2- Produção de qualidade

Produzir algo com qualidade, com temas que sejam relevantes ao dia a dia de quem irá receber esse conteúdo,´não é umas das tarefas mais fáceis. No entanto, ao ter conhecimento sobre o comportamento da audiência desejada, a missão acaba se tornando mais amena e melhor para ser atingida.

Ser criativo na produção do conteúdo e experimentar o impacto depois de publicado traz aprendizados para construir sempre algo mais atraente na próxima investida.

Outra coisa bacana para se levar em consideração aqui, é considerar contar histórias que possam ser consumidas em diversos formatos e canais. Por falar em canais, pesquisar qual o canal mais adequado para o seu público é fundamental para que o conteúdo se torne relevante. Qual canal tem um melhor poder de alcance para chegar até o seu público? Qual o formato que dará mais certo para cada canal pretendido dentro do seu planejamento de conteúdo? Qual a linguagem adequada para cada canal?

E por falar em linguagem…

3- Linguagem nativa

Saber que cada canal possui uma linguagem nativa, que conversa melhor com as pessoas que você deseja que consuma o seu conteúdo, é algo imprescindível dentro do seu planejamento e da sua estratégia de produção conteúdo. Entender que nem todo formato de conteúdo será bem aceito na plataforma que você escolheu pode fazer toda a diferença entre flopar e bombar, ou como diriam os mais conservadores, entre falhar e ter sucesso.

Só para exemplificar, o Facebook, por exemplo, possui uma linguagem nativa focada em uma Comunicação B2C (Business to Consumer), traduzindo, focada em falar com o consumidor. Por outro lado, o LinkedIn tem uma linguagem nativa voltada para o B2B (Business to Business), traduzindo, focada em uma Comunicação entre empresas ou profissionais.

Neste exemplo, é possível entender que no Facebook a linguagem nativa é mais solta, podendo ser informal, já que você fala com pessoas que procuram consumir algo bacana e relevante para eles, são seus consumidores finais e diretos. Por outro lado, no LinkedIn existe a necessidade de uma linguagem um pouco mais controlada, sóbria, já que aqui falamos de empresas que procuram por conteúdo para seus profissionais, ou mesmo profissionais com o objetivo de enriquecer seu desenvolvimento profissional. Entender em qual nicho se encontra o seu público faz toda a diferença e define a direção da sua estratégia e do seu planejamento de conteúdo, não só nas duas plataformas como em tantas outras disponíveis.

4- Visão editorial

A visão editorial define como se comportará o seu planejamento de conteúdo como um todo. É preciso ter uma visão sistêmica de todo esse processo de produção conteúdo. Quais os pontos fortes e as vulnerabilidades dos canais que você escolheu para distribuir o seu conteúdo? Quais ameaças e oportunidades eles permitem que você trabalhe dentro da sua estratégia de produção de conteúdo?

Saber responder essas perguntas definirão o sucesso do planejamento, bem como ter estruturado como será feita a nutrição deste tipo de conteúdo. Por nutrição é preciso entender como serão pensados os temas entregues neste conteúdo. Planejar quem produzirá e como será feito isso impacta diretamente na qualidade do que será entregue.

Fazer algo com um prazo que não pode ser cumprido implica na criação de um conteúdo apressado, com qualidade questionável e, por vezes, superficial ou generalista demais. Por outro, muito tempo de intervalo, dourando demais o conteúdo, pode prejudicar demais a sua relevância, já que a atenção e a expectativa de quem se propõe a consumir acaba esfriando. Ter uma visão editorial adequada é entender como será a melhor forma de produzir esse conteúdo, levando em conta variáveis que podem impactar no resultado final.

5- Distribuição acertada

Novamente a analise dos canais de distribuição tem um papel importante aqui. Ter uma distribuição acertada significa entregar algo que a pessoa consiga consumir dentro da plataforma que você se propôs entregar. Por exemplo, entregar algo em mobile que o consumidor precisaria de uma conexão WI-FI mais robusto atrapalha a experiência de consumo deste conteúdo, caso a pessoa disponha apenas de uma web móvel, com uma acessibilidade limitada. A expectativa pelo consumo cede lugar para uma frustração perigosa.

Pensar em novas formas de entregar, buscando possibilidades de Growth Hacking, aquela metodologia usada para potencializar um crescimento rápido e sustentável, para oferecer novas experiências para as pessoas em relação ao conteúdo produzido é importante para desenvolver um relacionamento cada vez mais acertado com o seu público, entendendo suas necessidades, sua linguagem e seu comportamento.

Busquei resumir rapidamente por aqui, alguns pontos que considero importantes para a produção de um conteúdo relevante, e espero que tenha ajudado na geração de alguns insights para você. Agora, gostaria de saber, como você produz conteúdo relevante? Tem alguns hacks que você usa e que trazem um resultado bacana? Compartilha conosco e vamos aumentar esta lista!

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Marcelo Oliveira

Jornalista e entusiasta da Gestão do Conhecimento e Inovação, com uma passagem de 17 anos pela EMBRAER, onde atuei na edição de Publicações Técnicas e como focal point de inovação. Estruturei e estive a frente de um programa voltado a conectar pessoas, ajustar processos, melhorar a comunicação e aplicar uma gestão colaborativa e inovadora de equipes, ajudando a desenvolver o potencial humano, através do engajamento e da capacitação. Em paralelo, como freelancer, produzi textos para a revista Villaggio Panamby e para o site infoescola.com. Fundei a Inovadoramente Consultoria para oferecer serviços em gestão de equipes e comunicação. Também sou conteudista no Ideia de Marketing e na Sociedade Brasileira de Gestão do Conhecimento, além de professor de Pós-Graduação na ESPM, dentro do Centro de Inovação e Criatividade.