Seu passado te condena na Web? Quando mais novo, participava ali dos chats de namoro, qual era o seu e-mail? Você já teve um nickname bobo que eu sei.

Esse é um exemplo simplista sobre algumas tolices que já fizemos online, ocorre que durante muito tempo a internet era vista e tratada como terra de ninguém. A impressão que se criava era de um mundo paralelo em que as pessoas podiam ser quem quisesse ser e fazer o que quisessem fazer, desde que fosse no mundo virtual, sem haver uma preocupação com os direitos e, principalmente, com os sentimentos do outros.

Mas a parte boa desse processo é que tudo se transforma e de um tempo pra cá estamos criando uma consciência social e estabelecendo limites para essa convivência em rede. Sempre é tempo de aprender algo e nunca é tarde para fazermos o que é certo!

Chegamos a conclusão também que inexiste ação isolada. Tudo que é feito em rede reflete na vida real, e isso não é drama, é racionalização e responsabilidade. Bem vindos a sociedade sem paredes.

O caso recente de Cocielo e de outras celebridades e digitais influencers, gerou uma corrida para apagar posts antigos, na tentativa de não se comprometer com as palavras digitadas sem maiores preocupações com seus efeitos. Nós somos o que falamos e uma vez na internet, sempre na internet, alguém printa o que você posta e pronto seu deslize está eternizado.

Quando externalizamos algo precisamos estar dispostos a lidar com os mais distintos tipos de opinião acerca do que nos referimos.

Sem o intuito de levantar bandeira de certo ou errado, este texto foi criado para trazer uma reflexão sobre a fragilidade humana diante da tecnologia mal usada, que podemos, em questão de segundos, destruir um legado que parecia intocável. A imperícia na comunicação nos dias atuais traz um impacto muito forte para nossas vidas.

Com o advento das redes sociais, deixamos de nos esconder em nomes fictícios e passamos a querer ter nosso espaço na rede com tudo que julgamos ter direito: foto, comunidades, preferências musicais, de filmes e, claro, sempre emitindo nossa opinião nas mais diferentes discussões.

Era de se esperar que determinados problemas do passado já tivessem sido superados e que agora estaríamos mais civilizados no nosso comportamento conectado. Ocorre que nem todo mundo teve acesso a internet em tempo igual e algumas pessoas ainda estão na fase de amadurecimento, desbravamento e compreensão do mundo virtual.

Logo, não podemos esperar dos outros o que nós somos. Esse tipo de expectativa gera desgaste nas relações e muitas decepções. Quando percebermos alguém com uma postura comprometedora, cabe a nós tentar de forma discreta ajudar a pessoa. A parte complicada é que impulsionado pela vaidade, o ser humano tem a mania de tripudiar no erro alheio, agindo como se nunca tivesse errado antes  na vida.

Neste ponto precisamos ser mais tranquilos e julgar menos a atitude do outro, isto é respeitar o tempo de cada um!

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Tercia Duarte

Graduada em Hotelaria, especialista em Marketing e em Letramento Informacional é Professora Universitária nos Cursos de Publicidade, Administração, Hotelaria &Turismo. Possui um Blog de publicação semanal da Revista Ludovica sobre comportamento na era digital. Mãe do Fernando desde 2009.