Ser quem você é pode parecer algo simples. Porém, quando pegamos nossas malas e saímos de casa, há uma série de obstáculos que precisamos ultrapassar para continuarmos sendo fiéis a nossa essência. Querendo ou não, iremos encontrar situações que irão nos desafiar e vão tentar nos colocar em “caixinhas” de padrões. Nada como uma bela padronização para acabar com novas ideias. O que fazer nessas horas? Agir como um líder e estimular a criatividade. Sendo alguém que está preparado para ir além da zona de conforto, você conseguirá exercer uma influência positiva nos seus amigos, colegas e chefes.

Em seu livro “Fora do Comum”, o treinador de futebol americano Tony Dungy, traz algumas das lições que o fizeram se tornar um exemplo de integridade. É bastante normal que ao tentar sair de um comportamento que é o esperado dentro de um grupo, uma pessoa sinta-se deslocada. É aqui que Dungy traz seu relato. Por não consumir substâncias ilegais, algo que a maioria dos jogadores usava na época, sentia-se observado. Posteriormente, descobriu que realmente estava sendo analisado, mas causando um efeito positivo. Ele estava mostrando que as coisas não precisavam ser do jeito que eram. É uma excelente lição sobre como é possível influenciar um ambiente.

O mesmo acontece dentro de empresas, áreas de negócio ou até, sem querer, dentro de nossas ações. Acabamos optando pelo caminho mais fácil, que é, justamente, fazer exatamente o que os outros estão fazendo. No entanto, ser criativo não está nenhum pouco relacionado com lugares comum. É preciso ser diferente, mas manter-se dentro do pensamento “fiel a sua essência”. O que isso quer dizer? Pessoas e situações serão a base para construirmos a criatividade. Mas, elas não podem se tornar empecilhos. Ou seja, pegue o que há de melhor nos seus ídolos, o tempo todo, mas construa algo somente seu. Isso será uma proteção aos comportamentos tóxicos.

Nem sempre um grupo percebe o quão desestimulante está sendo para seus membros. É um evento que pode ser observado igualmente em grandes empresas e em iniciativas consideradas revolucionárias. São cercas invisíveis que impedem o profissional de colocar em prática uma otimização ou ideia que saia de uma linha estabelecida, mesmo que não de forma clara ou formalizada. É aqui que se deve ser “o lado bom da criatividade”.

A criatividade motivadora

Debashis Chatterjee, em sua obra “Liderança Consciente”, fala sobre a lei da doação. Para o autor, a inspiração para doar surge espontaneamente em uma verdadeira liderança. Quanto mais doamos, menos acumulamos. Afinal, o conhecimento, a experiência, o potencial de modificar adquirem valor quando são divididos. O esforço para manter algo fechado, como um modelo ou processo, é fruto da insegurança de que algo que se conseguiu, como status, seja tomado. É o que Chatterjee chama de “consciência empobrecida”. As equipes autogerenciadas, por exemplo, só funcionam dentro da doação incondicional.

O papel da mente criativa tem uma motivação similar ao de um líder consciente: promover a doação entre as pessoas. Num cenário no qual a criatividade é desencorajada, aquele que tem conhecimento disso, não deve se deixar abalar. Estranho seria não encontrar nenhuma barreira para propostas criativas. Aliás, desconfie quando todos concordam – embora esse seja um novo assunto. Ser o lado bom da criatividade é ajudar, com pequenas conquistas, a construir um cenário melhor. Seja na forma de lidar com a equipe, com clientes ou chefes. Ou ao propor, apesar de saber que não será totalmente aceito, uma otimização em um processo. Mostrar que não se deve ter medo de sair de sua caixinha.

O treinador Dungy reflete sobre o quão corriqueiro é achar que não somos capazes de fazer diferença. Que ninguém irá ouvir ou que são mudanças grandes demais para tentarmos. Mas, com isso, simplesmente estamos lavando as mãos e deixando de lado para outro tomar a iniciativa. A questão é que cada um tem uma experiência única e que pode influenciar vidas como ninguém mais poderá. Quando seu time percebe que você se importa com seu papel na equipe, com eles e com a empresa, irão confiar no que está fazendo. Por isso, ser o lado bom da criatividade é manter-se firme e, principalmente, se importar com as pessoas.

Como sua criatividade irá mudar a vida das pessoas daqui para frente?

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Janine Costa

Especialista em Inbound Marketing, Planejamento Estratégico de Comunicação e Marketing Digital. Formada em Comunicação, pós-graduada em Marketing para Mídias Sociais e com experiência em agências e clientes de vários portes e segmentos. Também realiza Palestras e Workshops com foco em Inbound Marketing e Produção de Conteúdo Criativo.