Uns são a favor e outros contra. Fato é que a cabine de vídeo da Copa do Mundo, que leva a tecnologia para dentro da partida e ajuda (ou atrapalha) o árbitro em decisões com câmeras aproximadas e possibilidade de tira-teima ali mesmo tem gerado polêmica.

Mais que isso. Tenho visto muita gente criticar a tecnologia como ferramenta na Copa, dizendo que perde a emoção.

Respeito. Só que não vivemos mais no mundo das maravilhas onde o universo do faz de conta ainda pode iludir algumas pessoas. Precisamos abrir os nossos olhos.

Por isso, vale lembrar algumas coisas.

  1. A tecnologia tem sido utilizada no futebol há bastante tempo, principalmente quando o objetivo é melhorar a performance do jogador. Isso ninguém vê.
  1. Além de estar atrelada ao desempenho e à saúde, com diversas formas de monitorar a evolução do jogador, também é usada nos bastidores para estudar o adversário. Você também não vê isso.
  1. A tecnologia também está nos estádios, desde a publicidade digital nas placas do campo até na infraestrutura, para receber melhor os torcedores, cada vez mais exigentes.
  1. É por meio da tecnologia que as pessoas podem ter acesso ao espetáculo, tanto quando forem descobrir o próximo jogo, quanto no acompanhamento das notícias do time e compra de ingressos (a gente esquece que há 10 anos essas coisas não eram feitas pelo celular).
  1. Quando a honestidade das pessoas não é instrumento suficiente para garantir o mínimo de justiça, sendo colocada em cheque a todo momento (no futebol e fora dele), a tecnologia tem a capacidade de desmentir o mentiroso e tornar pública a informação verdadeira. Como temos visto no futebol. E fora dele.

A moeda tem dois lados, mas a verdade e a justiça apenas um. Sempre foi difícil provar.

Por que, então, a tecnologia não pode auxiliar a arbitragem? É claro que no caso do mundial, pareceu haver uma certa confusão em relação à forma correta do uso da sala de vídeo ou confusões com interpretação. Mas, não sejamos dramáticos. Apenas realistas.

A tecnologia pode curar, apurar, agilizar, transparecer, informar, e infinitos outros verbos. Mas, as coisas ainda precisam de regras e esclarecimentos para funcionar. Ficou evidente e sempre será assim.

Então, as pessoas continuam tendo papel preponderante para o giro da economia e da vida em comunidade. Portanto, ainda é preciso investir nelas.

Você querendo ou não.

Com tecnologia ou sem.

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Isaac Zetune

Isaac Ramiris Zetune é jornalista, pós-graduado em marketing político e especializado em branded content. É sócio-diretor da Agência Insane e fundador da plataforma EMPREENDA.SE. (isaac@sejainsane.com.br)