Isto certamente remete ao sonho de boa parcela da população mundial e, por essa razão, concluímos que não é uma tarefa fácil.  E o fato do alcance deste sonho ser algo árduo justifica a sua tradução por meio de uma análise acerca de situações que parecem óbvias e, exatamente por essa razão, necessitam  de explicação.

Esta abordagem  que no primeiro momento soa paradoxal, ficará  simplista nas próximas linhas, isto eu posso prometer, mas o desafio do alcance destas três facetas é algo que só iremos realizar com bastante esforço e comprometimento.

Já dizia Confúcio: ESCOLHA UM TRABALHO QUE VOCÊ AME E NÃO TERÁ DE TRABALHAR UM ÚNICO DIA DE SUA VIDA.

Descobrir os próprios talentos requer muita dedicação à arte do autoconhecimento, o que exige tempo, e vivemos na era gritada das pessoas sem tempo. A palavra correria no vocabulário dos profissionais virou sinônimo de ostentação. Não ter tempo é considerado algo bonito que eleva o passe dos profissionais no mercado e das pessoas de modo geral nas mais distintas esferas das relações humanas.

Você sabe quais são seus talentos? Já parou para pensar que às vezes o que tem talento para fazer não é bem o que gosta de fazer todos os dias? Ou ainda que goste, já se questionou se isto é rentável,  e mais, se vale a pena ficar o resto da vida fazendo?

É certo que boa parte da nossa vida passamos tentando decidir o que é melhor fazer com o nosso tempo, qual comida preparar, ou ainda, qual filme escolher. E para confirmar minha teoria basta você tentar lembrar o tempo que gastou tentando decidir o que assistir na Netflix da última vez que teve tempo para tal feito.

Para identificarmos o nosso talento é interessante compararmos nossa performance com a das pessoas que estão de certo modo obtendo sucesso, fazendo algo parecido. Se ficarmos muito aquém dos talentosos isto pode significar que o mercado de atuação  eleito é mais competitivo.

Todavia, nossas decisões não devem ser pautadas apenas em análises comparativas, elas servem como um filtro para que possamos seguir de forma mais assertada no direcionamento dos nossos esforços para escolhas que realmente tenham valor para nós.

Fazer o que gosta, então, é uma etapa que só conseguimos alcançar depois de descobrirmos o que de fato somos capazes de fazer com maestria. Quantas vezes já iniciamos projetos com muita vontade, mas na metade do caminho percebemos que não era bem aquilo que queríamos e acabamos desistindo.

Situações assim acontecem, pois esquecemos de dedicar o tempo necessário na percepção do que realmente queremos para nossas vidas, o que faz sentido acordar todos os dias para fazer.

Conseguir ganhar dinheiro, embora pareça a parte mais difícil, acaba sendo a mais natural quando as etapas anteriores são planejadas e executadas corretamente. O sucesso financeiro é fruto exatamente da nossa capacidade em gerir de modo equilibrado o que temos talento para fazer com o que gostamos de fazer. Ser bom em algo que não pague as contas pode trazer frustração e, por outro lado, trabalhar só pelo dinheiro nos faz gastar boa parte do que ganhamos em terapia e remédios.

Os extremos são lugares que não precisamos estar e esta busca é contínua!

Trabalhar com o que gostamos só é possível depois de sabermos o que de fato queremos, mas passamos boa parte da nossa vida embriagados pela indecisão e, diante disso, ganhar dinheiro então torna o sonho em algo quase utópico.

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Tercia Duarte

Graduada em Hotelaria, especialista em Marketing e em Letramento Informacional é Professora Universitária nos Cursos de Publicidade, Administração, Hotelaria &Turismo. Possui um Blog de publicação semanal da Revista Ludovica sobre comportamento na era digital. Mãe do Fernando desde 2009.

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