E se não tiver dúvidas, pergunte do mesmo jeito!

No desafio de aumentar faturamento, diversificar fontes de receitas e oferecer ao mercado experiências inesquecíveis, vejo muitas empresas não atingirem suas expectativas ao se comportarem a partir de um único ponto de vista: dos donos ou colaboradores. Assim, novos produtos e serviços lançados na esperança de um sucesso acabam não vingando, porque partiram somente da crença de quem os lançou.

A situação é ainda mais delicada quando, na condição de consultor ou agência, sou acionado pelo cliente para construir a comunicação de uma oferta que nem existe.

Então, como consequência de não se planejar aquilo que se quer lançar, é possível observar serviços ou opções que não têm aderência, ou seja, o cliente não solicita pois não enxerga valor, produtos parados em estoque, e até mesmo dificuldades de se comunicar algo que não teve o planejamento correto e que, portanto, não tem o posicionamento claro.

Em uma micro, pequena ou média empresa (MPME) é comum observar apostas e muita intuição na criação de novas soluções, já que normalmente não há verba – e nem cultura – para pesquisa e desenvolvimento ou inteligência e inovação, como nas grandes empresas e multinacionais.

Porém, esquece-se que, quem tem que dar as respostas que um negócio procura são os clientes. E eles estão ali, o tempo todo, disponíveis para uma conversa. E é desse acesso que as MPMEs precisam.

  1. Ouça o cliente – de forma espontânea ou não, seu cliente sempre vai ter algo para falar sobre a relação comercial que teve com seu negócio. Por isso, esteja disponível.
  2. Pergunte ao cliente – mesmo que você não tenha dúvidas sobre a qualidade e aderência da sua oferta, provoque o cliente para ter certeza do seu lançamento, muitas vezes, envolvendo-o na formatação do melhor produto ou serviço.
  3. Conheça seu público – as dicas anteriores ajudam nesse processo, mas vá além e busque informações sobre hábitos, consumo de informação, e consumos diversos, além de condições de consumo e localização. Uma boa pesquisa não necessariamente precisa ser feita com uma grande amostragem de pessoas.
  4. Aposte na qualidade das informações – entre entrevistar muita gente que não faz parte do contexto do seu negócio ou pouca, mas que está sempre por perto, invista na qualidade e não na quantidade. Agrupar seus clientes por grupos de características semelhantes ou afinidades é uma boa dica para coletar informações dos seus diversos tipos de público.
  5. Conheça a concorrência e o mercado – não imite a concorrência, por favor, mas esteja sempre antenado sobre seus passos para balizar os rumos da sua empresa, dentro da ética e da competitividade transparente, de modo que você sempre saia na frente pois está pensando e agindo à frente.

É claro que, para toda regra, existem as exceções e vários sucessos do mercado foram lançados intuitivamente. Porém, ao passo que a concorrência aumenta e as verbas diminuem, é importante que os negócios apostem com assertividade e consistência em pontos reais e verdadeiros de diferenciação. Que corram os riscos, mas de forma racional e calculada. Olhando para o universo dos micro, pequenos ou médios negócios, a margem de erro normalmente é menor, e não há tempo ou verba para desperdícios.

Por isso, na dúvida, ouça o cliente. E, se ela não ocorrer, ouça do mesmo jeito!

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Isaac Zetune

Isaac Ramiris Zetune é jornalista, pós-graduado em marketing político e especializado em branded content. É sócio-diretor da Agência Insane e fundador da plataforma EMPREENDA.SE. (isaac@sejainsane.com.br)