Há algum tempo já havia falado aqui sobre a necessidade de lançarmos um olhar mais atencioso para nossas ações relacionadas às automações na gestão da presença das marcas nas redes sociais.

Uma coisa é certa, a automação muda, as estratégias do marketing digital precisam mudar também.

E após as últimas situações vivenciadas do vazamento de dados dos usuários no Facebook, temos um posicionamento Mark Zuckerberg sobre automação nas redes sociais. Para algumas pessoas esse cenário pode parecer ruim, pois toda mudança exige maior esforço para buscar novas soluções. Para tantas outras pode ser um momento positivo.

Vou listar as mudanças substanciais no Instagram e tecer o meu parecer em cada uma delas:

Seguir, (des) seguir:  essa ação sempre foi péssima e nunca compreendi a razão das pessoas aderirem. Serve para inflar a conta, porém não gerava um engajamento real, logo aqui não temos perdas.

Comentar automaticamente: Outro dia vi uma notícia horrível sobre um caso de um psicopata japonês que matava e esquartejava suas vítimas e, em seus posts havia um comentário vindo da automação de uma conta comercial com palminhas e florezinhas.  O que isso significa? Mais uma vez não há perda!  Precisamos ter ciência e controle sobre o que comentamos nas redes sociais e como a marca será percebida, todos lemos os comentários  e aparecer por aparecer não é a melhor das estratégias.

Dar likes e (des)likes automáticos:  Servia para crescer rapidamente a presença de uma conta nova, ser visto na rede, mas vamos combinar que não faz o menor sentido criar uma automação para que seu público alvo fique sendo iludido sobre a postagem do cachorrinho ou do prato do dia que ele fez. Nós podemos e conseguimos fazer melhor que isso! As marcas no ambiente online assim como no off-line precisam construir relações verdadeiras com sua comunicação. Essa é uma oportunidade de fugirmos da fugacidade das relações liquidas, já dizia Bauman.

Seguir a lista de pessoas específicas: Essa dentre as mudanças me parece realmente uma perda. Uma vez que seguir lista de pessoas específicas facilita muito, não precisar garimpar perfis otimizava o tempo e ajudava na entrega do que o cliente também esperava ao logar nas redes. Aqui acredito que todo mundo perde.

Seguir a lista de quem segue uma pessoa específica: Assim como na situação acima incide em perdas, pois tempo é dinheiro e, quando a ação é voltada para um público já segmentado a chance de erro é menor.

Habilidade de receber notificações quando alguém posta: Também considero uma perda, visto que saber quando alguém posta é uma excelente oportunidade para estabelecer uma comunicação, por exemplo, expor algo no momento que a pessoa está propensa a ler, pois está online e aberta para isso.

As três últimas dispensam comentários, pois não as considero éticas e, portanto, a meu ver nunca deveriam ter sido habilitadas, confiram:

Postar e deletar comentários em conteúdo público (em nome de um usuário)

Postar e deletar comentários em seu próprio conteúdo (em nome de um usuário)

Ler as informações de um perfil público e também adquirir suas imagens (em nome de um usuário)

Se lançarmos um olhar otimista e de quem não tem medo de enfrentar o novo, o terreno é fértil para termos maior atenção à ação humana por trás da automação. Quem sabe assim as métricas do marketing digital comecem a ficar mais reais e reflitam de forma mais eficaz.

O Facebook tem um impacto menor com as mudanças, prometo traze-las comentadas no próximo texto. E aí? Pronto para colocar a mão na massa e se reinventar na era digital?

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Tercia Duarte

Graduada em Hotelaria, especialista em Marketing e em Letramento Informacional é Professora Universitária nos Cursos de Publicidade, Administração, Hotelaria &Turismo. Possui um Blog de publicação semanal da Revista Ludovica sobre comportamento na era digital. Mãe do Fernando desde 2009.