Essencial é o fundamental, o básico e o mínimo, é o desejável para que se reconheça como tal. Complexidades à parte, a essência é o espírito. Se por essencial podemos experimentar o básico e o cerne, podemos então deduzir que a essência é o mais importante, coisa que se faltar, não será mais aquele objeto, e sim outro, cuja essência esteja presente.

Tamanha complexidade do tema que há um grande dilema entre os estudiosos de Platão e Atistóteles, que não vou ousar mergulhar, por julgar também que esta não é minha essência, portanto, permito-me ser raso nesta ideia. Só trouxe até aqui esta questão para demonstrar o tamanho da importância desse termo, e dessa parte, indispensável em qualquer ambiente, seja ele o acadêmico, empírico, seja no ambiente do saber, das questões pessoais, e, o mais importante aqui, das marcas.

Nesse meu retorno às palavras aqui no portal, me permiti ser mais chato com elas e portanto encontrando ainda o caminho melhor para lidar com essa linguagem, uma vez que a tentativa de mostrar a essência não seja tão complicada como a própria semântica da palavra se dá. Prometo ser leve, não desistam, porque a parte mais importante ainda está por vir.

Eu cresci (quase que literalmente) – haja vista os meus vinte e poucos anos (de marketing!) – lendo interpretações e lições, ouvindo e assistindo grandes nomes da propaganda falarem sobre suas práticas e tudo o mais que envolvia esse mundo da publicidade. E de tudo o que li, aprendi e até mesmo desaprendi, o que ficou mais marcado na minha memória foi uma frase do Wahsington Olivetto, onde afirmou que: “A melhor forma de entender o cliente é colocar o cotovelo no balcão”. E quando ele falava, demonstrava, fazia a pose e se colocava como um balconista, um vendedor de ferragens com o cotovelo marcado pela madeira, a escutar tudo o que o cliente falava, na essência.

Outro dia falava com um cliente sobre a origem da palavra, sobre a importância de ter um motivo relevante pelo qual a empresa nascia, ou ainda um propósito mais forte que tivesse feito a marca vir ao mundo! Que solução mágica a empresa/marca estava disposta a dar sem perder a sua fundamentação de berço. Propósito, a palavra da moda, mas quem estuda marcas e seus fundamentos já conhece o termo, bem como os arquétipos que carregam todos os nossos pensamentos há séculos.

Desse modo, a intenção dessa conversa é apenas uma: mostrar que a essência precisa ser respeitada, não pode ficar somente no desenho do logotipo, ou no caderno de uso da marca. Precisa estar no quadro, na porta de entrada, no sorriso do atendimento, tatuado na madeira do balcão, presente no discurso das redes sociais, no telefone, no carro, no crachá. Mas não podemos esquecer lá da origem da palavra, seja em Sócrates, Platão ou Aristóteles, precisa estar no espírito, não somente no idealizado, mas no real.

A essência da marca precisa aparecer de verdade para que ninguém esqueça o motivo de ter entrado naquela loja ou escritório. Para que não se corra o risco de entrarmos em uma loja famosa de fast food e esquecermos que a ideia é comer rápido, não necessariamente comer bem.

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Jonatan Fortes

Consultor Empresarial
Consultor empresarial, Diretor de Marketing da Fonte de Talentos (RS). Mestrando em Desenvolvimento Regional, onde busca conhecimentos visando aplicar na geração de talentos. Acredita no poder da comunicação e atua na promoção e desenvolvimento de empresas e talentos para o crescimento coletivo.

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