Volta e meia precisamos reconhecer o que está a nossa volta e dentro de nós. E como estamos executando nossas tarefas diárias. Vamos aos lembretes:

PRIORIZAÇÃO

Este verbo significa “leveza”. Pense comigo: nada melhor do que todas as coisas alinhadas, bem conduzidas e em construções sólidas, não é? No último texto conversamos rapidamente sobre isto e observamos como tem sido uma das maiores falhas no ambiente de trabalho. Todo mundo quer fazer tudo (e ao mesmo tempo!). Mas o que lhe traz satisfação? De tudo que se deve priorizar, sou da turma que milita pela saúde e bem-estar, porque se eu não estiver bem comigo mesmo, os outros tópicos da lista não fluirão. Uma mente leve traduz uma criação, planejamento e execução limpos e conscientes. O que nos leva para o segundo tópico.

ORGANIZAÇÃO

Como um dos pilares do desenvolvimento acadêmico, científico e laboral, a organização não pode ser desvinculada do sujeito. A maneira como você a projeta é por sua conta, até porque, os mecanismos e metodologias são variadas. Cuidado com o excesso de notas, papeis na mesa, aplicativos, agendas virtuais, ToDo list, contas de e-mail e páginas salvas nos favoritos que você nem vai voltar abri-las. Possua dois serviços de nuvem, no máximo, por precaução (desde que você lembre de salvar todos os arquivos em ambos). Não faz sentido fazer parte de todas as plataformas. Só vai te confundir, estressar e roubar seu tempo tão corrido. Uma sugestão que tem funcionado muito para mim é o aplicativo Evernote (escrevi sobre ele). E, além dele, gosto de manter uma agenda física – fazer o quê, sou old fashion.

ACEITAÇÃO

Caímos no limbo do autoflagelo. Aquele lugar de maior risco. Que as pressões são tão grandes que não temos outra opção a não nos render à autocrítica. As cobranças feitas por nós mesmos – mas com aquela pitada de influência externa. De tão audaciosos em nos (machucar) criticar, aprendemos a nos libertar para ouvirmos feedbacks e novas perspectivas. O cuidado caracteriza no limite: até onde vamos neste limbo. Até que ponto nos flagelamos, porque não se pode cair em efeito depressivo. Linha tênue esta, de reconhecer nossos limites de crítica, assimilação e liberdade. Nosso valor não depende de coisas de fora. Aceite seus medos. Que você possui uma pluralidade de pensamentos loucos, bons, maus, errados, certos, diante da lei ou não, coesos e paradoxais. Confie em você e não censure sua ingenuidade! (Outros dois textos que podem contribuir em sua jornada da autodescoberta).

No kantismo (doutrina do filósofo alemão, Immanuel Kant), a autoconsciência é a consciência que o Eu tem de si mesmo como sujeito do pensamento e do conhecimento de objetos externos. Ela é distinta do autoconhecimento, o qual é “consciência de segunda ordem”, isto é, reflexão sobre a própria consciência.

Essa coisa da autocompaixão não deveria ser um exercício, mas é. Que não deixemos nosso ânimo esgotar. Fugir. Parar.  Que possamos nos humanizar. Maêuticos que somos (influenciados por Sócrates), temos a capacidade de gerar, parir, não só conhecimento, mas o amor por quem somos, o que fazemos, aonde vamos.

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Essa coisa de definir coisas... Escritor, professor, colunista e curioso. Produzindo o terceiro e-book. Licenciando em Filosofia, com foco nas artes e comportamento. Não vive sem séries - e dramas. Melancólico e péssimo de cozinha. O 2º livro #AConstrucaoDoOlhar PDF free aqui ó: bit.ly/aconstrucao | Vídeos sobre os livros em youtube.com/user/arthiebarbosa