Enquanto, antigamente, as pessoas conviviam com um olhar focado em menos atividades simultâneas, como ver televisão apenas, ler o jornal ou um livro, hoje, a partir da aquisição de multitelas (celular, computador e tablet) e do alto volume informações geradas a partir dos canais que participamos (face, whatsapp, e-mail), convivemos com bombardeios de dados de todos os lados.

E a ciência afirma que nossa capacidade de atenção e foco vai diminuindo, porque eles se dividem para podermos absorver todas essas informações. Só que de forma rasa e superficial, consequência dessa atenção dividida e da menor capacidade de absorção e assimilação que vai sendo gerada a partir dessa mudança comportamental e de hábitos de consumo de muitas informações ao mesmo tempo.

Faço essa reflexão como um alerta. O impacto gerado por tudo isso tem sido grande no comportamento das pessoas, desde uma capacidade de atenção menor frente assuntos simples, até um acúmulo de atitudes inconsistentes e negativas que geram desconfiança e comprometem o desempenho profissional.

Orientando ao universo do marketing e da comunicação – que usa a informação como base para tudo – a problemática se torna ainda mais complexa.

As palavras, as frases e as informações têm poder. A responsabilidade que temos que ter sobre elas não pode ser questionada. Aprendi isso na faculdade de jornalismo.  Fui contaminado com o entendimento de que, enquanto gerador de conteúdo, deveria desenvolver uma grande capacidade de minuciosidade no trato das informações, desde a coleta correta de dados, passando pela curadoria confiável até a redação mais consistente possível, com maior chance de gerar credibilidade, sem distorções.

Relembrando esse aprendizado e treinamento, sinto por aqueles que nunca pararam para pensar sobre o seu índice de capacidade consistente, muitas vezes porque passaram longe desse tipo de prática. Mas, para quem trabalha dentro da indústria do marketing e da comunicação, talvez seja uma das prerrogativas no exercício da profissão em excelência, afinal, uma matéria, uma campanha, um case, um atendimento, um plano ou qualquer outra coisa não podem ser mentirosos, falsos e copiados. Tampouco inconsistentes e com pontos de vulnerabilidade.

Porque inconsistência gera desconfiança e desaprovação. E, se geramos algum sentimento de inconsistência, só conseguimos reverter com práticas, comportamentos e atitudes consistentes.

Seja obstinado por:

  • checar as informações antes de passá-las adiante
  • utilizar diversas fontes para garantir a veracidade de uma informação
  • garantir a profundidade de uma explicação, defesa ou argumentação, principalmente quando se está sujeito ao questionamento
  • absorver aprendizados, conhecimentos e experiências, que te preparam para seus desafios
  • se colocar no lugar do outro para identificar se realmente entenderá a mensagem dita, falada, escrita ou desenhada

E lembre-se: somos responsáveis pela informação que geramos.

banner clique
The following two tabs change content below.

Isaac Zetune

Isaac Ramiris Zetune é jornalista, pós-graduado em marketing político e especializado em branded content. É sócio-diretor da Agência Insane e fundador da plataforma EMPREENDA.SE. (isaac@sejainsane.com.br)