As “50 Empresas mais Inovadoras do Mundo”, segundo o Boston Consulting Group, têm muito a nos ensinar. Na lista divulgada pela consultoria, em janeiro, aparecem nomes recorrentes nos últimos anos, e que ocupam espaço em nossa vida, praticamente todos os dias e todos os momentos. Quantas dessas marcas consumimos ou estão presentes em nosso dia a dia?

50 empresas mais inovadoras

Analisando a lista e fazendo uma relação com o universo das pequenas e médias empresas, é possível encontrar inspiração nas fontes de diferenciação que as fazem estar aí, assim como fazem se diferenciar tantas outras que não estão na lista.

Assim, é possível identificar que 11 dessas 50 empresas são nascidas no ambiente digital, ou seja, utilizaram a tecnologia para formular modelos de negócio diferenciados, produtos inovadores ou inéditos, ganhando sólida notoriedade.

Falando em solidez, notamos a presença de marcas e grupos tradicionais, que nasceram em tempos onde a concorrência era menor, e conseguiram estabelecer um sólido trabalho de percepção de valor ao longo do tempo porque mantiveram uma alta capacidade de reinvenção dos seus produtos ou serviços.

Nesse sentido, podemos estabelecer três fontes de diferenciação que os negócios podem recorrer para auxiliar sua concepção de existência.

Marca

O trabalho de branding, ou seja, de construção de valor de marca, é contínuo e se estabelece ao longo do tempo, de acordo com a capacidade do negócio de se comportar como promete, além do seu potencial de investimentos em comunicação. Pensar marca, porém, é algo que toda empresa deve fazer, buscando uma forma de se diferenciar incopiável. Pense sua marca como uma pessoa (persona) e estabeleça para ela comportamentos e características compatíveis com o seu negócio, mas que o diferencie a partir das percepções que quer transmitir aos seus públicos. Então, aja de acordo com esta persona estabelecida.

Modelo de negócio

Mais do que vender um produto ou serviço, ou seja, trocá-lo por alguma remuneração que seja vantajosa, é possível pensar sobre formatos diferenciados de “se fazer dinheiro”. Foi como o Uber fez. Não investiu em carros e pessoas, mas sim em uma tecnologia que unisse pessoas que precisavam ganhar dinheiro e tinham disponibilidade em seu automóvel, com outras que precisavam se locomover, mas estavam estafadas dos formatos (e desafios) tradicionais. Pensou-se, então, em um modelo de negócio diferente, assim como fez a Amazon, quando nasceu, e o Airbnb, que criou uma forma de consumir hospedagem a partir do conceito de economia compartilhada. Pensar em modelos de negócio diferentes é uma atividade diária, que nasce da necessidade de fazer um negócio sobreviver, progredir e prosperar.

Capacidade de invenção/inovação

Advinda com a filosofia do marketing, tem sido uma orientação fundamental às empresas mais inovadoras do mundo, que precisaram se reinventar, descobrir ou ditar novos hábitos na sociedade para permanecerem no topo. Várias delas seguem na lista, como a Disney, a 3M, a Intel, a P&G, a Nestlé e a maior parte das outras que não citei aqui. Os desafios estão na capacidade de investimentos em tecnologia, produtos ou criação de serviços relevantes e competitivos. Nesse sentido, as grandes companhias acabam tendo um poder maior de inovação. Porém, é comum encontrar startups e empresas jovens com alta capacidade de inovação, uma vez que possuem algum propósito atrelado às capacidades do dono ou de algum colaborador. Basta saber explorar e desenvolver esse caminho.

A criação de uma cultura de marca está ligada, indiretamente e involuntariamente, ao fato de uma empresa ter uma boa capacidade de inovação ou um modelo de negócios realmente atrativo. Antes de se comunicar, quando um negócio possui um comportamento diferenciado, de modo que as pessoas percebam, já está criando algum valor de marca, que pode ser muito potencializado ou até mesmo ser utilizado como um critério de diferenciação, quando estiver na concepção da estratégia de um negócio.

Fato é que essas fontes de diferenciação andam juntas e precisam estar na filosofia do empresário que têm um pequeno ou médio negócio. Dessa forma, mais do que pensar à frente, criam-se condições e possibilidades para um raciocínio de diferenciação.

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Isaac Zetune

Isaac Ramiris Zetune é jornalista, pós-graduado em marketing político e especializado em branded content. É sócio-diretor da Agência Insane e fundador da plataforma EMPREENDA.SE. (isaac@sejainsane.com.br)