A gente sabe que na produção de texto, por exemplo, uma redação argumentativa é aquela que expõe justificativas e afirmações, com objetivos de persuasão a respeito de uma determinada perspectiva. Queremos que o leitor nos “ouça” e concorde com nosso argumento. Nossa opinião. Mas há jeitos eficazes e sadios para fazê-lo. Digo “sadios” porque não pode haver a intensão de ferir a cultura e influencias do leitor. Tem gente que não gosta deste tipo de texto, acha delicado ou difícil, porque talvez, não compreendeu toda a estrutura da construção do argumento. Não compreendeu que vai além disso.

Mudemos: E quando você está em uma reunião e aquele funcionário argumenta algum tópico que ele sequer tem conhecimento? Sua eloquência até transmite segurança, mas o conteúdo de sua fala é totalmente equivocado.
Isto vem acontecendo com constância na hipermodernidade, aonde as informações não são checadas e não há revisão das pautas que irão ser trabalhadas. Todo mundo querendo dar pitaco em tudo. Todo mundo achando que sabe de tudo. Ao ponto de se tornar uma epidemia e todo o grupo se deixar levar por uma frase de feito, sensacionalista ou um quote de alguém famoso. A “cólera argumentativa” reflete exatamente esta realidade: exposições comportamentais destiladas, ou seja, posicionamentos transitivos que não possuem base e só ferem/atrapalham/machucam àquele trabalho, equipe, comunidade. Há uma relação intrínseca com a falta de criticidade.

Significado de criticidade: substantivo feminino. Característica de crítico, do que se fundamenta ou é estabelecido a partir de um juízo de valor; habilidade ou capacidade para ser critico, para julgar, criticar: algumas empresas não levam em conta a criticidade de seus clientes.

Na conceituação, diz que algumas empresas “não levam em conta”. Mas vê-se necessário o feedback do cliente para o crescimento da marca e o senso crítico do funcionário para o melhor desenvolvimento. No entanto, há uma massa acrítica crescente, como um tumor, tomando conta em todas as áreas.

Exemplo simples e objetivo, se formos elaborar um case, é o comportamento tendencioso e exacerbado nas mídias sociais. Perceba: quanto maior o número de pessoas que você segue, mais generalista se torna o seu feed. Priorize o que lhe convém para uma conexão e boa influencia, assim, sua qualidade de relacionamento, aumenta. Seja específico. Seja crítico. Envolva-se com segmentos que lhe darão retorno de alguma forma – não só financeiro.

O apelo nesta reflexão é para que haja o desenvolvimento do sujeito na assimilação de conhecimento e, então, a capacidade deste em criticar e avaliar. E isto se dá, primeiramente, no entendimento de si. Seja em qual nicho você atue no mercado de trabalho, avalie-se. E perceba o ambiente vivido. Busque crescimento da área pretendida para possuir autoridade no assunto. Não deixe seus argumentos virarem uma doença e lhe sabotarem. Seja único e construa SUA opinião, e não, a opinião que o outro quer que você tenha. Pense aí, aonde você pode aplicar isto? Tem muitos lugares que se pode ilustrar: num “simples” post, em um atendimento ou em uma resposta de e-mail (se formos falar como o povo vem se comportando nos e-mails da vida então…). Cuidado para não ferir o outro com suas palavras e desencadear um surto, contagiando sabe-se lá quantas pessoas. Até porque, quem está doente, não está doente sozinho, os que estão em volta também sentem o impacto.

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Essa coisa de definir coisas... Escritor, professor, colunista e curioso. Produzindo o terceiro e-book. Licenciando em Filosofia, com foco nas artes e comportamento. Não vive sem séries - e dramas. Melancólico e péssimo de cozinha. O 2º livro #AConstrucaoDoOlhar PDF free aqui ó: bit.ly/aconstrucao | Vídeos sobre os livros em youtube.com/user/arthiebarbosa