Apesar de trabalhar no contexto de consultoria e estúdio (agência) de marketing, branding e comunicação, minha formação inicial foi na faculdade de jornalismo. E, aparentemente, para muitas pessoas, há alguma desconexão desse ofício com o que faço hoje. Simples aparência.

Das tantas coisas boas que aprendi, algumas habilidades oriundas da profissão me ajudam MUITO dentro do universo estratégico em que vivo, no qual o desenvolvimento de planejamentos – com suas devidas execuções – são parte preponderante do crescimento e evolução de empresas – as quais presto serviço – de tamanhos, portes e segmentos diferentes.

Antes de falar sobre esses “skills” atrelados ao universo corporativo, das marcas e agências – e que devem ser desenvolvidos em qualquer profissional, é importante ressaltar que o “exercício do jornalismo” é poderoso, e ajuda a criar raciocínios que podem favorecer a atuação de qualquer pessoa que atua com marketing, branding e comunicação, principalmente na era em que vivemos, onde as informações estão disponíveis a todo momento, em todos os lugares, em várias tecnologias, favorecendo a geração de dados falsos ou inconsistentes, tornando a interpretação das pessoas, também, rasas e superficiais.

Curadoria (que garante o melhor sentido e relevância para o trabalho que estou fazendo)

O tratamento inteligente de informações é fundamental para a prática do jornalismo, afinal, nenhum veículo de comunicação deve publicar notícias inconsistentes, mentirosas, fictícias ou sem sentido. Assim, todo profissional que atua com marketing, branding ou comunicação deve ter a capacidade de interpretar as informações encontradas para, então, dar sentido a elas, de acordo com o feedback que se quer ter do leitor ou do cliente. Aqui, a palavra “relevância” é importante. A mensagem que estou passando faz sentido para quem está ouvindo? Essa informação engaja e envolve meu target? São algumas perguntas que, respondias, podem contribuir com o sucesso de qualquer profissional.

Determinação (pré-disposição para qualquer pessoa)

Se tem algo que o jornalismo promove em alguém é sua capacidade de determinação. Um jornalista é, praticamente, um investigador, que precisa encontrar as informações, processá-las e filtrá-las (curadoria) antes de pensar em qualquer cadência de texto. Nesse sentido, a dificuldade é se conectar com as pessoas e fontes certas ou, mesmo, os dados corretos. A insistência, vinda de um alto poder determinante, pode ajudar o profissional a encontrar as melhores e mais seguras informações. Exatamente como ocorre com o universo das estratégias para o mundo corporativo. Não é fácil estabelecer o plano ideal e certeiro para um negócio crescer. A construção de uma cultura de planejamento, bem como sua execução, dependem de uma alta determinação dos envolvidos. O oposto disso gera a fragilidade ideal para uma reportagem comprometida ou, mesmo, um plano de ação para uma marca ineficiente.

Checagem (que garante a consistência para defendermos e apresentarmos uma ideia)

Checar, conferir, observar, analisar e fazer o “advogado do d!@&*”é sempre importante, porque o risco de vulnerabilidade das informações geradas é sempre menor. Isso ocorre porque quem checa, provavelmente, busca olhar todos os ângulos, vieses e possibilidades da situação. É um exercício de pensar o futuro e na repercussão que aquilo que produzi pode ter. Uma matéria com informações mal checadas, publicada num veículo de comunicação, é altamente comprometedora para sua credibilidade. Assim como são informações sem sentido, sem defesa técnica e argumentativa dentro de um plano de ação ou da mensagem que uma marca quer passar para seus consumidores.

O velho ditado “só acredito, vendo”, na explosão da internet, faz cada vez mais sentido. Na dúvida, duvide!

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Isaac Zetune

Isaac Ramiris Zetune é jornalista, pós-graduado em marketing político e especializado em branded content. É sócio-diretor da Agência Insane e fundador da plataforma EMPREENDA.SE. (isaac@sejainsane.com.br)