Em 2017 foram muitos acontecimentos no mundo do marketing. Entre eles a explosão de conteúdos, em destaque para os vídeos, e a atenção redobrada para o sucesso do cliente. Paralelo a isso, a tecnologia avançou agressivamente, impactando tudo o que vamos ver e viver em 2018. Apesar de ser difícil apontar as principais tendências e novidades, alguns tópicos estão (e devem continuar) em alta. Nas próximas linhas, vamos trazer alguns assuntos que devem chamar a atenção – vale a pena acompanhá-los no decorrer do ano.

Aproveite e reveja aqui o artigo dos 5 erros de marketing que você não deveria cometer em 2017

Briga entre Youtube e Facebook pelo reinado dos vídeos

Com a expansão internacional da plataforma de vídeos do Facebook, o Facebook Watch, teremos um novo player para competir com o Youtube. A disputa entre as duas companhias vai ser interessante de acompanhar no ano.

Se teremos uma guerra, o campo de batalha já foi definido: o seu celular. Vale observar que Google e Facebook acreditam fortemente no potencial dos vídeos para mobile – gravados ou executados em smartphones. O Youtube já adequou seu player para exibir melhor gravações na vertical, por exemplo.

Por fim, recomendamos dar uma olhada nesse material publicado no portal da Associação Nacional de Jornais sobre a leitura do mercado publicitário para as plataformas de vídeo. A ANJ tem um lado a defender, mas vale ver como especialistas analisam esse duopólio desse mercado.

Consolidação de um ecossistema de inbound marketing no Brasil

O investimento em mídias online vem crescendo a cada ano. De acordo com a pesquisa feita pela empresa Bain & Company no final de 2016, o investimento em publicidade das empresas brasileiras direcionado para mídias digitais deve chegar a 16 bilhões até 2020.

Diferente do cenário internacional, aqui no Brasil, o mercado de inbound marketing está ainda se consolidando. Podemos destacar duas empresas que são a ponta de lança desse novo mercado do inbound marketing: Resultados Digitais e Rock Content. Ao redor delas existem uma série de fornecedores, ferramentas e tecnologias complementares, todas pensadas no Marketing de Atração. E cada vez mais as grandes pioneiras do inbound marketing estão se deparando com novos concorrentes que vem surgindo.

Em 2017 novas empresas foram criadas, a grande maioria com foco em marketing digital ou marketing de conteúdo. Portanto, em 2018, devemos ver a expansão e o crescimento desse ecossistema, bem como a consolidação de outros fornecedores de tecnologia para inbound, tal qual ocorre em outros mercados pelo mundo.

De Marketing de Conteúdo para Universidade Digital

A nova era do conhecimento que estamos vivendo despertou em muitas empresas a atenção redobrada à geração de conteúdo. O investimento nessa estratégia cresceu e várias empresas focadas nesse tipo de serviço surgiram. Educar o mercado de forma “gratuita” impacta significativamente os resultados de vendas, portanto, quem não produziu conteúdo em 2017, já deve estar perdendo mercado para a concorrência.

Percebendo a importância da produção de conteúdos e o impacto disso nos resultados comerciais, grandes empresas estão investindo em “universidades digitais” para educar o mercado. Enquanto em 2016 os alunos de rede de ensino tradicional caiu 3,7%, no aprendizado on-line, o aumento foi de 21,4%. Portanto, a procura por educação online vem crescendo e as empresas pioneiras em inbound marketing já estão com suas Universidades a todo vapor.

Alguns exemplos nesse novo modelo podemos citar: Googbec, Nova Escola de Marketing, Universidade RD, Universidade Rock Content.. Portanto, além das tradicionais universidades corporativas com foco em educar o funcionário, a tendência é que mais empresas criem suas próprias universidades, agora com foco em educar o consumidor.

Linkedin avança no mercado corporativo

O LinkedIn tem se mostrado uma rede bastante prolífica para engajamento e comunicação com outros profissionais, principalmente da área B2B. A recente adição do recurso de vídeos mostra que a rede social está correndo atrás dos seus concorrentes. Deve ocorrer uma expansão mais agressiva da rede e o surgimento de novas abordagens para o uso do LinkedIn. Além do crescimento expressivo no número de usuários da ferramenta no Brasil – ultrapassando a marca de 29 milhões, haverá uma procura ainda maior pelas empresas para utilizar os recursos de Social Selling que a ferramenta oferece.

Outro ponto a se observar: ainda esperamos ver mais sinais ou inovações da Microsoft dentro da rede. Afinal, a aquisição do LinkedIn pela gigante de Redmond chegou a casa dos US$ 26 bilhões. Devemos ver cada vez mais a cara da Microsoft na rede social corporativa.

Inteligência artificial ao alcance de nós

Tive o privilégio de acompanhar, no ano passado, uma palestra de Avinash Kaushik, Digital Marketing Evangelist do Google. Nela, Kaushik deixa muito claro o avanço que as tecnologias de inteligência artificial, aprendizagem de máquina e deep learning trarão para o marketing. Um dos pontos colocados pelo palestrante – e que vale ser observado para 2018 – é que essas tecnologias não devem ficar restritas a cientistas de dados. A tendência é que essas ferramentas apareçam em nossas campanhas.

Se pararmos pra pensar, já vemos inteligência artificial apoiando ferramentas para construção de anúncios no Facebook e relatórios do Google Analytics. Talvez elas não sejam tão visíveis, mas essas tecnologias vão ganhar força.

Compartilhe conosco sua visão sobre as tendências de inbound marketing para 2018!

Esse conteúdo foi escrito em parceria com Diego Cardoso – consultor de marketing digital da Dialetto, campeã dois anos seguidos na categoria Melhor Campanha Integrada (integração MKT – vendas) do Prêmio Agência de Resultados (provido pela Resultados Digitais). Formado em jornalismo pela UFSC, pós-graduado em Gestão de Projetos pela Univali.

banner clique
The following two tabs change content below.
Especialista em gestão de marketing com mais de 10 anos de experiência. Formada na área de Comunicação e com MBA em Marketing, experiência em Startups e em projetos de marketing internacionais, envolvendo países como Estados Unidos, México e Portugal.