Começar, prospectar, esperar, analisar, planejar, alcançar. Estes verbos conjugados no infinitivo certamente permearam essa fase de transição da vida de boa parte dos profissionais neste período, entre final e começo de ano.

Mas temos em nossa cultura a mania de estabelecer o pensamento positivo, bem como as boas ações e, ainda o amor ao próximo de forma restrita a lugares, pessoas e época do ano. E é inegável que isso afeta diretamente o modo como construímos nossas relações e alcançamos nossos objetivos de vida.

Dessa forma, não é exagero afirmar categoricamente que nós humanos adotamos o hábito de delegarmos ao tempo, a terceiros, a má sorte ou até mesmo aos signos do zodíaco, todas as mazelas que vivenciamos ao longo da nossa jornada.

Já parou para pensar como é mais fácil querer ajudar quem está longe? Fazer planos apenas para quando chegarmos “a melhor idade”, ou perceber possibilidade de mudança somente na carreira do colega?

Por essa razão, quando estamos mais propensos a fazer balanços e planos, o interessante é termos atenção para que consigamos ativar o filtro no lugar da esponja, isto é, conseguir retirar de toda experiência ruim algum aprendizado ao invés de absorver apenas o que nos deixa mal.

Outras formas de perpetuar as ações imediatistas desta época de forma positiva podem ser:

Ensinar o caminho das pedras para aqueles que estão começando na profissão, por exemplo, e enxergar a possibilidade então da aplicação do espírito natalino em todas as áreas das nossas vidas e não apenas num período de tempo ou em instituições de caridades, com pessoas com as quais não temos responsabilidades constantes e continuas.

Deixar aceso o senso de urgência tão latente quando percebemos que o ano vai acabar e outro já está por começar, e ter em mente que acelerar alguns processos não significa burlar outros, precisamos treinar nossa capacidade analítica para que tenhamos menos apego a projetos que já começaram falidos.

Buscar o conhecimento diariamente para todos os dias entregarmos algo novo para a humanidade. Esta postura está intimamente ligada à responsabilidade social que devemos ter como hábito a devolutiva para o bem comum de tudo aquilo que tivemos a oportunidade de aprender.

Construir o compromisso com as pessoas bem como os valores e não com fases, momentos e fatores externos e exercitar a baixa da guarda para deixar de lado um pouco a postura competitiva, perceber que ouvir ao invés de falar é gesto de amor tão escasso e necessário nos meios profissionais.

 E para tanto, expressões como protelar, postergar e procrastinar precisam ser cada vez mais extintas das nossas vidas!

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Tercia Duarte

Graduada em Hotelaria, especialista em Marketing e em Letramento Informacional é Professora Universitária nos Cursos de Publicidade, Administração, Hotelaria &Turismo. Possui um Blog de publicação semanal da Revista Ludovica sobre comportamento na era digital. Mãe do Fernando desde 2009.

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