Alguns leitores podem achar que acessaram o site errado e estão lendo críticas de filme ao invés de conteúdo voltado para o marketing. Pois bem, estamos mesmo no “Ideia de marketing”, e embora o título traga essa dúvida espero explicar logo a relação entre os dois assuntos.

Coloque o dedo aqui quem já teve o privilégio de assistir ao filme referenciado, e quem ainda não pode ver separe um tempo e vá ao cinema, de preferência com alguém que consiga conversar muito sobre os temas abordados depois. Mas de todo modo, eu tenho como desafio a entrega do conteúdo proposto sem spolier.

Vamos lá!

O filme trata de um drama baseado numa história real tendo como protagonista um menino de dez anos, portador de uma doença rara que afeta entre outras coisas sua estética facial.

E neste ponto a obra já nos dá lições de comunicação, estamos habituados ao consumo atrelado à aparência, construímos nossas relações de compra e venda a partir do estímulo visual e por isso os designers de embalagens são primordiais em toda criação de um novo produto. No filme somos expostos o tempo toda a desconstrução acerca da máxima que a primeira impressão é a que fica.

E ainda, não adianta entregarmos algo esteticamente bonito, mas que não possua funcionalidade prometida na comunicação.

Precisamos cada vez mais gerar experiências

Sempre que as pessoas convivem mais com o protagonista mais querem ficar junto a ele, não por pena ou algum sentimento altruísta, mas por conseguirem enxergar além do que está posto como diferente, bizarro e estranho para sociedade.   Relacionamento é tudo, aqui trago a indagação: Como sua marca quebra as resistências do consumidor e consegue gerar oportunidades de experiências com eles?

O enredo do filme segue surpreendendo quando abordado sempre pela perspectiva de um personagem diferente, nos ensinando a ter empatia, o que traz a reflexão sobre como estamos percebendo o cliente dentro das estratégias que traçamos.

Será que estamos de fato conseguindo nos colocar no lugar deles a partir da vivencia deles, ou dentro do que achamos que seja correto conforme nossas vivencias, escolhas e prioridades?

As lições do filme para os comunicadores:

As referencias atuais é uma constante, a obra Star Wars que está sendo exibida nos cinemas também tem sua vez nas abordagens do filme, este fato nos ensina muito sobre o time das ações da nossa comunicação. E não param por ai, os garotinhos jogam Minecrafit,  o jogo sensação do momento da garotada. Agradando a família toda que foi ao cinema assistir ao filme! Isto é, todos os públicos.

O “príncipe encantado” é um garoto negro, o que comunica diretamente e de forma sutil e natural a quebra de paradigmas dos padrões de beleza tão discutida e valorizada atualmente, e o melhor em nenhum momento isto é pauta no filme.

As parcerias, as marcas, os conteúdos atuais e de grande apelo, são apresentados durante o filme de forma bonita sem polemizar ou ser agressivo, uma verdadeira aula de Tie In.

Um dia depois da pré estreia, a timeline da minha rede social já estava tomada por frases de impacto do filme, se prestar atenção deve ter acontecido com você também, e sabemos bem que esse alcance orgânico não é tão fácil de conseguir.

Além de todas essas lições é excelente para colocarmos nossos sentimentos para fora, por isso, comunicadores permitam-se ser extraordinários.

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Tercia Duarte

Graduada em Hotelaria, especialista em Marketing e em Letramento Informacional é Professora Universitária nos Cursos de Publicidade, Administração, Hotelaria &Turismo. Possui um Blog de publicação semanal da Revista Ludovica sobre comportamento na era digital. Mãe do Fernando desde 2009.