É importante simplificar. O simples, neste espírito tendencioso do Tempo (pesquise sobre o Zeitgeist), tornou-se luxo. Porque a percepção de realidade está mudando. As prioridades. O que vende e nada mais. A maneira como eu estou lhe assistindo e como você está me assistindo – só que com a conotação mercadológica, sempre, infelizmente, porque não sacia por completo. Há aspectos inconscientes na nossa perspectiva da “realidade” que talvez nunca tenhamos completo acesso, uma vez que é subjetiva, assim como a estética, mas que muitos ainda procuram formatá-la ou censurá-la em estereótipos. Muitas marcas fazem isto. Nós fazemos isto, com nossa própria imagem nas mídias, inclusive.

Caminhamos pelo o que é possível e o que é ideal.  São as percepções que precisamos adquirir. A vida que vivemos e a que desejamos (e ainda, a que planejamos). Então, projetamos nas mídias sociais equívocos e anseios, através de nosso comportamento.

Segundo o pai da psicologia analítica, Carl Gustav Jung, “o inconsciente retrata um estado de coisas extremamente fluidas: tudo o que sei, mas não em que estou pensando no momento; tudo aquilo que um dia eu estava consciente, mas atualmente estou esquecido; tudo o que meus sentidos percebem, mas minhas mente consciente não considera; tudo o que sinto, penso, recordo, desejo e faço involuntariamente e sem prestar atenção; todas as coisas futuras que se formam dentro de mim e somente mais tarde chegarão à consciência. Tudo isto, somado às particularidades de cada um, são construídos do inconsciente”.

A ideia central não é entrar em um período sabático ou se reclusar do mundo social (mas se você quiser, não há problema algum). Você pode continuar pelas plataformas. Mas aproveite as novas resoluções de ano para equilibrar o que você está propagando e evocando.

Não se trata do que é certo ou errado fazer nas mídias sociais. Ou se você está seguindo aquele roteirozinho formatado em como criar conteúdo. Ou se sua verdade é a absoluta. Trata-se de suas propostas de engajamento e percepções e, mais do que isso, sua real felicidade, aquela que não é condicionada ou influenciada pelo outro. Pelo estilo de vida do outro, porque só o outro é mais feliz e está melhor que você. Não. Sua identidade possui uma essência. Não a perca de vista. Não se perca de vista. Não se sabote.

No mar por aceitações, cuidado para não ficar à deriva. Está tudo bem não fazer presença online, calma. Não se cobre tanto assim. Cuide de sua saúde. Simplifique.

simplifique

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Essa coisa de definir coisas... Escritor, professor, colunista e curioso. Produzindo o terceiro e-book. Licenciando em Filosofia, com foco nas artes e comportamento. Não vive sem séries - e dramas. Melancólico e péssimo de cozinha. O 2º livro #AConstrucaoDoOlhar PDF free aqui ó: bit.ly/aconstrucao | Vídeos sobre os livros em youtube.com/user/arthiebarbosa