Sabe quando um universo paralelo se aproxima de você e aí rola uma descoberta nova e que te conecta com o futuro? Não, né? Entendo.

Mas, se havia um universo paralelo com o qual eu convivia, hoje posso dizer que estou dentro. É o paralelo do futuro. Ou melhor, da conexão com o mínimo de entendimento do que está por vir por aí ou já existe, mas é difícil de entender e parece coisa de ficção científica ou de multinacional bilionária.

Resolvi, então, selecionar alguns temas mais quentes na indústria do marketing, comunicação, inovação e tecnologia, e fazer uma curadoria do que achei de mais interessante para decodificar de uma forma simples, que foi a que entendi, e mostrar como tudo isso tem ajudado e pode ajudar – com cada vez mais acessibilidade – as empresas a conquistarem seus objetivos.

Muito prazer, Big Boss

Os dados são os novos chefões da inteligência tecnológica, das máquinas e do controle e mapeamento de pessoas e empresas conectadas. Big Data é o ecossistema abrangente a partir da somatização da grande existência da geração, registro e controle de dados e movimentos cibernéticos de pessoas. Empresas de segmentos distintos podem recorrer, por meio de negócios de tecnologia e incubadoras de dados estruturados ou softwares, por exemplo, à qualificação, nutrição, segmentação da lista de clientes, para ações de venda, relacionamento e recuperação de crédito, entre tantas outras, com cada vez mais assertividade e personalidade. As possibilidades são infinitas. Mas, o conceito principal de Big Data, está aí. Simples assim. Grandioso e subjetivo mesmo.

Homem ou máquina?

Especialistas afirmam que daqui cinco anos não conseguiremos mais distinguir se estamos falando com um humano ou uma máquina num canal de relacionamento com as empresas, por exemplo. Hoje, de forma rasa, já interagimos com robôs em chats, redes sociais, URAs, que têm um tempo de resposta otimizado frente a ansiedade do cliente. É tendência que a tecnologia e as máquinas otimizem cada vez mais a vida em sociedade, no sentido de nos poupar esforços para dedicação a outros – acho que esses outros serão trabalho. Mas, voltando, o aprendizado das máquinas (computação cognitiva), por meio de metodologias de registro em memórias e em mapas de probabilidades, de informações, comportamentos e raciocínios humanos, é o que darão ainda mais vida aos equipamentos do futuro e àqueles com os quais já estamos habituados interagir de um jeito. A internet das coisas já é uma realidade e a computação cognitiva ditará o futuro.

Veículos autônomos

São apenas um desses itens de aplicação de inteligência artificial, mas com grande impacto, ao passo que transformará, no longo prazo, os hábitos de transporte e mobilidade das pessoas e das cidades. E quem sabe um dia, “dos céus”. Marcas como Google e Volvo já testam carros automatizados, com muito sucesso em projetos pilotos.

E esse tal de “cloud”?

O armazenamento de dados, arquivos, sistemas e softwares, que antes era feito por meio de grandes estruturas de HD, com cabeamento estruturado e necessidades de espaços físicos para datas centers têm sido substituídos pela ocupação de espaços na nuvem. A nuvem, na verdade, é o espaço de grandes datas centers físicos mundiais – como da Amazon, por exemplo, comercializados às empresas para que transfiram sua atividade de armazenamento de arquivos para lá, com benefícios em economias de energia, espaço, além de garantia de mais segurança e acessibilidade para utilização de softwares como serviço, a partir de assinaturas com custo benefício vantajoso para micro, pequenas e médias empresas. Esse modelo é chamado de SaaS – software as a service.

Esses itens descritos acima, aplicados já em diferentes tipos e modelos de negócio, são considerados tendências porque a sociedade acredita que vem muita coisa boa daí. Porém, na Era dos Testes, continuaremos precisando de muitos fracassos para acertamos e sabermos o que, de fato, vai funcionar.

A verdade que fica é que essa complexidade de coisas já está acessível para muitos pequenos e médios negócios, que podem e devem buscar a sua transformação digital.

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Isaac Zetune

Isaac Ramiris Zetune é jornalista, pós-graduado em marketing político e especializado em branded content. É sócio-diretor da Agência Insane e fundador da plataforma EMPREENDA.SE. (isaac@sejainsane.com.br)