Fazer constatações seleções e tentar vislumbrar o que nos espera requer coragem, pesquisa, ousadia, mas também a vontade essencial ao profissional do marketing que é sede de informação e postura para transformar dados em conhecimento.

Então, vamos lá!

A gamification, o storytelling, o ativismo social, os digitais influencers, as mudanças substanciais nas ferramentas das redes sociais, o uso do Real Time e as ações que viraram cases de insucesso. Muito se viu, discutiu e aprendeu com os fatos ocorridos em 2017.

É certo que parte dos assuntos relatados teve suas primeiras abordagens muito antes deste ano que se finda e que nos desperta para necessidade de fazer aquele balanço, analisar o que foi mais recorrente e como estivemos preparados para lidar com as diferentes situações, o que dependia das nossas forças para resolver e o que foi reflexo do cenário externo, caracterizando as ameaças do meio que estamos inseridos.

Percebemos empresas de grande porte cometendo erros amadores, com repercussões e proporções que não tivemos a ousadia de prevê no ano anterior, a voz ativa do consumidor bem como o posicionamento de pessoas influentes nas redes sociais transformaram  campanhas e redirecionaram estratégias de comunicação.

Muitos assuntos nos pegaram de surpresa e outros de alguma forma já estávamos prontos para resolver e enfrentar, todavia, vivencia é sinônimo de aprendizado e sempre podemos perceber que nunca estaremos prontos para tudo. Pois o preparo e o acerto na área de marketing estão relacionados à atitude que tomamos quando estamos presente as diferentes situações.

Podemos então de forma otimista prever para 2018 um ano com mais investimento na área da comunicação, pois as empresas aos poucos estão aprendendo que marketing é ativo no processo, temos também a sensação que a busca por adequar e alinhar os procedimentos internos com a tecnologia já deve ser realidade de todo ser que busca comunicar, vender e se manter no mercado.

Mas não basta ter todo respaldo tecnológico sem a devida atenção as pessoas, relacionamento é tudo, os chatbots estão dominando e redesenhando a forma como era o contato com o cliente e isso exige, antes de aderir a ferramenta ter clara a estratégia de comunicação.

Precisamos entender que responder rápido e parecer ser uma pessoa nem sempre é a postura ideal para os anseios dos nossos clientes. Gente gosta de gente, até mesmo para reclamar e dizer que o atendimento não foi lá essas coisas!

A gente cresce no processo da interação. A gente gosta da troca de experiência. A gente busca desafio todos os dias.

Tomemos cuidado com as facilidades e “otimizações” que as tecnologias nos trazem.

Interagir a todo custo, gerar relacionamento e criar volume de dados pode ser um caminho arriscado pautado no quantitativo e relativizando o qualitativo e este último é muito mais complexo de mensurar, mas por outro lado é o que faz as entregas reais de valor.

Como está seu preparo para 2018?

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Tercia Duarte

Graduada em Hotelaria, especialista em Marketing e em Letramento Informacional é Professora Universitária nos Cursos de Publicidade, Administração, Hotelaria &Turismo. Possui um Blog de publicação semanal da Revista Ludovica sobre comportamento na era digital. Mãe do Fernando desde 2009.