Tempo, privacidade, personalização. Essas palavras introduzem bem o que se faz necessário discutir em época de atualização de Whatsapp contra Spam, consolidação do Messenger do Facebook com o site da empresa, RD Station popularizado e seguidores comprados na China.

É fato que automação proporciona vantagens entre elas, como a otimização do tempo, mas precisamos compreender antes de tudo, que neste momento específico em que vivemos, de contato pessoal cada vez mais escasso é imprescindível ter cuidado com o uso indiscriminado de determinadas ferramentas.

Algumas pessoas/empresas até tentam se especializarem para conseguirem desenvolver uma comunicação menos robotizada, ocorre que ainda assim não convencem. Por exemplo:

Começamos a seguir uma conta e já recebemos uma mensagem de boas vindas, postamos algo interessante e usamos uma hashtag popular e já chove comentários de palminhas, estrelinhas e borboletinhas no perfil.

Isso significa que somos importantes? Que as marcas dedicaram mais tempo para estabelecer um contato ou sendo pretensiosa estreitar um relacionamento? Não é preciso ser nenhum expert do marketing digital para responder de forma negativa a essas indagações.

Mas por qual motivo as empresas ainda seguem esse caminho, usam essas estratégias e tentam criar uma ilusão acerca das ações realizadas nas redes sociais?

Acredito que algo como vaidade corporativa possa permear essas estratégias, mostrar ao mundo e aos concorrentes como a empresa tem presença em rede forte, ostentar seguidores e curtidas, tem deturpado o valor real das ações.

Atualmente a percepção acerca da diferença entre o tangível e o intangível está cada vez mais propensa ao erro, pois a embriaguez de sucesso que os aspectos quantitativos provocam nas pessoas está direcionando as tomadas de decisões.

Com tanta informação são poucos consumidores distraídos que não percebem esse movimento em suas redes com algo distante e até mesmo invasivo, privacidade é o que queremos, empresas que sabem respeitar isso já estão trilhando um caminho promissor.

Pensemos como clientes que também somos:

Quando preenchemos os formulários e disponibilizamos nossos dados não significa que as empresas podem usar no momento que elas considerarem oportuno, isso deve ser avaliado de acordo com a ótica do consumidor e não o contrário.

Agora pensemos como empresa:

Então quando for solicitar os dados é interessante lembrar-se de questionar também qual o tipo de informação o cliente deseja receber, qual o melhor horário e qual o canal de comunicação preferem. A automação por si só não resolve essas questões. A empatia se faz com a ação humana acima de tudo.

Portanto, ter acesso aos dados do cliente não nos habilita a enviar qualquer coisa, a qualquer hora!

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Tercia Duarte

Graduada em Hotelaria, especialista em Marketing e em Letramento Informacional é Professora Universitária nos Cursos de Publicidade, Administração, Hotelaria &Turismo. Possui um Blog de publicação semanal da Revista Ludovica sobre comportamento na era digital. Mãe do Fernando desde 2009.