Um anúncio recente de Meio&Mensagem me fez refletir muito sobre o tal do “mimimi”, termo enquadrado em nossa rotina pelo inconsciente coletivo de forma a caracterizar algo normalmente embaraçoso, chato, moroso, problemático, lento. Nada inspirador.

Resgatei algumas situações que me fizeram utilizar esse termo, dentro do universo em que estou inserido (de consultoria estratégica de marketing, branding e comunicação) e cheguei à conclusão de que muito da estafa e complexidade vivida dentro das empresas na atualidade têm grande contribuição negativa do que chamo de Geração M.

A Geração M não é caracterizada por idade, época de nascimento, classe social, perfil político ou nível de escolaridade. Seus representantes estão espalhados em todo lugar. E é fácil identificar as concentrações dos Ms que adotaram, como hábito de vida, a lógica do “mimimi”.

Identifica-se alguém da Geração M quando, repetidamente, ocorre uma sustentação das posturas e comportamentos abaixo.

  1. Utilização demasiada do termo “e se”, evitando andar pra frente na realização das coisas
    2. Muita idealização e pouca (ou nenhuma) realização
    3. “Chatisse” rotineira a partir de lamentações e reclamações sobre problemas ou desafios
    4. Nenhuma proposição de soluções ou caminhos para a resolução de problemas
    5. Pouca ou nenhuma comunicação com os colegas de projeto
    6. Muito tempo perdido falando mal dos outros
    7. Pouca clareza quanto aos objetivos e metas pessoais
    8. Dificuldade em estabelecer parcerias de trabalho
    9. Foco no problema
    10. Busca por culpados

A cultura do “mimimi” espalhada em um departamento, no clima organizacional de uma empresa ou impregnada em algum profissional, impede a conquista de resultados positivos, pois há um foco exacerbado de energia em posturas, comportamentos e raciocínios que não têm sentido ou relevância para a busca de tal fim. Pior: a cultura do “mimimi” é altamente prejudicial para uma pessoa, em sua jornada pessoal e de trabalho.

A extinção dessa forma de pensar e agir faria muito bem para a sociedade, principalmente para as empresas, que perdem em evolução e crescimento por conta das dificuldades impregnadas pela cultura do “mimimi”, que gera cotidianamente os sentimentos e sensações citados no primeiro parágrafo desse artigo. Vejo isso com frequência nos negócios que assessoro.

Nesse sentido, é possível olhar para o tripé da evolução, orientando-se realmente pelo que pode fazer a diferença na vida de qualquer ser humano, fazendo-o ser, também, diferente dentro de sua atribuição profissional.

Relevância
Somos relevantes quando fazemos sentido para alguém. Nossa marca predileta, aquele artista que nos emociona ou aquele atendimento superdiferenciado que recebemos. Nesses exemplos, houve uma conexão entre dois pontos. Uma troca, fundamentada em alguma sintonia de interesses. Para quem precisamos ser relevantes? Como se conectar com essa pessoa ou público? Como fazer sentido? Como engajar em minha crença? São reflexões que podem ajudar a buscar essa característica.

Performance
O profissional (ser humano) que não trabalha com a lógica do “mimimi” é notadamente mais performático que os demais. Entrega mais e melhor, transmitindo sensação de solidez, segurança e confiança. Simplesmente porque não há perda de tempo com os hábitos “mimimizentos”. O objetivo, aqui, é realizar, resolver, fazer acontecer. Desenvolver espírito empreendedor, no sentido de buscar mais e melhor, sempre, é ser performático.

Legado
Quando há clareza daquilo que queremos ser, daquilo que queremos realizar e do como faremos, também conseguimos pensar no tal do legado, ou seja, na continuidade de uma ideia, postura, marca, característica, cultura. Pensar em legado é conectar o hoje com o amanhã. É enraizar um propósito. Quando chega-se nesse nível, seguramente estamos do lado oposto de qualquer traço de característica da Geração M. E essa tem que ser a maior tendência dentro da sociedade em que estamos inseridos.

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Isaac Zetune

Isaac Ramiris Zetune é jornalista, pós-graduado em marketing político e especializado em branded content. É sócio-diretor da Agência Insane e fundador da plataforma EMPREENDA.SE. (isaac@sejainsane.com.br)